Objetivos: 1. Relacionar diarreia com o HIV 2. Buscar as possíveis origens da lesão eritematosa 3. Caracterizar as fases do HIV 4. Critérios para instituir a terapia antiretroviral 5. Doenças oportunistas 6. Relação da neoplasia com doenças diarreicas 7. Aceitação da doença (AIDS)
E como curiosidade: - Qual a relação do estresse com o aparecimento de doenças oportunistas?
PCR -Reação em cadeia de polimerase é uma tecnica que consiste na amplificação de fragmentos de DNA presentes nas amostras do paciente.No caso da PCR quantitativa ,solicitada para HIV em questão,ela determina a quantidade de DNA amplificado em relação a um padrão. FONTE: http://www.imtsp.usp.br/proto/aula3.pdf
OBJETIVO 1 Eu vi que a diarréia está fortemente associada a infecção pelo vírus HIV,em países desenvolvidos chega a 50% das doenças gastrointestinais e nos subdesenvolvidos até 95%!!A principal causa são as infecções por parasitas como exemplo a Giardia,essas infecçoes são tidas como infecçoes oportunistas devido a imunosupressão do paciente.Há também outras causas.Pode ser : *efeito colateral das drogas antivirais o que não é o caso já que ele não faz uso de medicação *dieta o que se relaciona com a má alimentação do paciente *infecção direta do vírus nas células intestinais *e associada a doenças neoplásicas FONTE: http://boasaude.uol.com.br/realce/showdoc.cfm?libdocid=11839&ReturnCatID=1798 Perfil das enteroparasitoses diagnosticadas em pacientes com infecção pelo vírus HIV na era da terapia antiretroviral potente em um centro de referência em São Paulo, Brasil – Sérgio Cirmeman e colaboradores
Didaticamente a AIDS é dividida em três fases: síndrome retroviral aguda (ou fase aguda), fase assintomática e fase sintomática (esta se sub-divide em precoce e tardia ou avançada). Vale salientar que a evolução da doença não ocorre de forma idêntica para todos os infectados.
FASE AGUDA: (2-3 semanas após a infecção) Apresenta sinais, sintomas e achados laboratoriais inespecificos e comuns a outras patologias. Os sintomas duram em média 2 semanas.
FASE ASSINTOMÁTICA: (ocorre após a fase aguda, e, pode durar de 8 a 10 anos). Há a presença de linfadenopatia generalizada persistente, e/ou nenhuma manifestação clínica ligada à infecção pelo HIV. Contudo, a replicação viral continua ocorrendo.
FASE SINTOMÁTICA: As características dessa fase são decorrentes da progressiva deterioração do sistema imunológico, que ocorre se não houver intervenção terapêutica adequada. Este declínio é constatado pela queda dos níveis de CD4. * A fase sintomática precoce tem os seguintes sinais de alerta: perda progressiva de peso (PRESENTE NO CASO), febre intermitente, sudorese noturna,infecções ou afecções de pele e mucosas (PRESENTE NO CASO), diarréia persistente e sem causa aparente (PRESENTE NO CASO), entre outras manifestações (adenite tuberculosa, síndrome consumptiva, infecções de repetição por S. pneumoniae e infecções por Salmonella spp.). Estes sinais podem ocorrer isoladamente, seqüencialmente ou simultaneamente. * Na fase sintomática avançada, ocorrem as infecções oportunistas e/ou neoplasias relacionadas.
O benefício da terapia anti-retroviral altamente ativa já foi claramente demonstrado em pacientes com doença sintomática avançada e naqueles que, apesar de assintomáticos, apresentam imunodeficiência acentuada expressa na contagem de linfócitos T-CD4+ abaixo de 200/mm³. Atualmente, em nosso país, estão disponíveis quatro classes de anti-retrovirais, mais potentes, menos tóxicos e com posologia confortável, em esquemas que tornam possível apenas uma ou duas doses diárias. Em pessoas assintomáticas com contagem de linfócitos T-CD4+ acima de 350/mm3 não se recomenda iniciar o tratamento, já que os benefícios não estão suficientemente claros para contrabalançar potenciais riscos da terapia anti-retroviral. O tratamento deve ser recomendado em indivíduos assintomáticos, com contagem de linfócitos T-CD4+ (LT-CD4+) entre 200 e 350/mm3. Quanto mais próxima de 200 células/mm3 estiver a contagem de T-CD4+, maior é o risco de progressão para aids, especialmente se associada à carga viral plasmática elevada (maior que 100.000 cópias/mm3). Nesses indivíduos, a decisão de iniciar o tratamento dependerá da tendência de queda da contagem de linfócitos T-CD4+ e/ou de elevação da carga viral, da motivação do paciente para iniciar o tratamento, sua capacidade de adesão e a presença de co-morbidades. ***Quando não for possível a realização freqüente da contagem de linfócitos T-CD4+, nos indivíduos assintomáticos com contagens T-CD4+ entre 200 e 350/mm3, o tratamento deve ser iniciado para evitar as deteriorações clínica e imunológica (esta última definida como uma queda da contagem de linfócitos T-CD4+ superior a 25%) nas semanas ou meses subseqüentes*** A presença de sintomas ou manifestações clínicas associadas à imunodeficiência relacionada ao HIV, mesmo quando não definidoras de aids, sugere a necessidade de iniciar o tratamento anti-retroviral, independentemente dos parâmetros imunológicos, devendo essa decisão ser considerada individualmente. O paciente deve ter clareza sobre a importância do primeiro esquema anti-retroviral como o momento de maior possibilidade de supressão da replicação viral e da resposta imunológica. A taxa de resposta virológica a tratamentos subseqüentes é progressivamente menor após cada falha.
No episódio 2 do programa Parasitas Assassinos do canal Animal Planet, foi mostrado que o criptosporideo é um parasita que se transmite através da água potável cujos sintomas clínicos são como os de uma gripe, associados à diarréia em 400mil pessoas em Milwalk 1993, e foram infectadas por ele. A diarréia é causada pelo parasita ao se instalar ao longo do trato gastrointestinal, maiormente no intestino delgado, lá eles se alojam se multiplicam e atacam outras partes do TGI. Como forma de combater e eliminar o parasita o corpo reage provocando diarréia, porém a diarréia não leva com ela todos os parasitas. Em pessoas saudáveis é possível tratar essa diarréia sintomaticamente e repor os líquidos perdidos, nas pessoas imunodeprimidas como as com HIV positivo esse tratamento não é suficiente, e se não for tratada a causa pode levar a morte, neste caso mais de 100 pessoas. Normalmente estão presentes na água de Nova Iorque 10 parasitas a cada 37 litros.
São muitas as doenças oportunistas que acometem os infectados pelo HIV e são elas as principais causas de morbimortalidade nesses pacientes. Partindo do principio que o principal órgão afetado durante a infecção pelo HIV é a pele, decidi especificar as doenças oportunistas que provocam lesões cutâneas e da mucosa oral. Essas manifestações cutâneas podem ser categorizadas em virais, bacterianas, fúngicas, neoplásicas e dermatites inespecíficas.
*As virais podem ser por: herpes simples, herpes-zoster, citomegalovírus, papilomavírus humano, entre outros. *As fúngicas podem ser: cândida sp., dermatófitos, criptococose, histoplasmose. As bacterianas podem ser Staphylococcus sp. , MAC, entre outras. *As neoplásicas podem ser SARCOMA DE KAPOSI, Carcinoma basocelular e Carcinoma espinocelular. *As inespecíficas são dermatite seborreica, psoríase, uso de AZT, etc.
A professora tinha falado sobre o Sarcoma de Kaposi e eu procurei a respeito e encontrei algumas informações interessantes:
Sarcoma de Kaposi (SK): É a malignidade mais frequentemente associada ao HIV. É uma neoplasia vascular multissistêmica associada à infecção pelo herpes-vírus humano. A maioria das lesões são palpáveis, assintomáticas e com consistência dura. Lesões violáceas no palato e/ou gengivas são indicativos de SK. Além dessas lesões há também comprometimento visceral em aproximadamente 75% dos pacientes.
FONTE: Condutas em CLINICA MÉDICA (2ª edicao); Norma Arteiro Filgueira, José Iran Costa Júnior e outros.
*(?) GENTE, eu não sei o que é uma lesão violácea e não sei, portanto, se é semelhante à lesão eritematosa do palato do paciente em questão. Alguém sabe se existe diferença entre LESÃO ERITEMATOSA E LESÃO VIOLÁCEA? E o que vocês acham da possibilidade de ele apresentar esse sarcoma?
Esclarecendo o quadro de diarréia farei algumas colocações com base em um artigo intitulado infecções parasitárias oportunistas em pacientes infectados por HIV com diarréia por nível de imunossupressão, cujo objetivo foi estudar a prevalência de parasitoses intestinais e sua associação com o nível imunológico em paciente infectados pelo HIV. As infecções gastrointestinais são muito comuns em paciente com HIV e a diarréia é uma apresentação clínica frequênte que ocorre em 30-60% dos casos em países desenvolovidos e em cerca de 90% nos não desenvolvidos e em desenvolvimento.O espectro etiológico inclui bactérias, fungos, vírus e parasitas. Interessantemente, o artigo relata que a presença de parasitas como E. histolytica, G lamblia, A. lumbricóides, S. stercolaris e A. duodenale não é cosiderada oportunista devido à alta frequência destes, especialmente nos países subdesenvolvidos.A estudo utilizou-se de 137 pacientes que tiveram amostras de fezes coletadas e examinadas por microscopia. A presença de parasitas foi comparada à contagem de células CD4. Nos pacientes com contagem de células < 200 células/microlitro, 30 (46%) tiveram parasitas identificados e destes 24 (37%) do tipo oportunistas. Os principais patógenos observados foram os protozoários Cryptosporidium parvum e Isospora belli. O número de infecções deste tipo foi significativamente maior no grupo com menos de 200 cel/ul do que naquelas com número de células mais elevados. O que confirma a predisposição a diarréias (geralmente acompanhada de perda de peso) desses pacientes. Dessa forma, a detecção da etiologia dos patógenos causadores dessas infecções pode ajudar clinicamente na tomada de decisões apropriadas nas estratégias de tratamento
Kulkarni, S.V. et al. Opportunistic parasitic infections in HIV/AIDS patients presenting with diarrhoea by the level of immunesuppression, Indian J Med Research 130, Jujy 2009, pp 63-66.
Complementando o comentário de Luisa sobre o Sarcoma Kaposi, o Harrison mensiona que quando essa condição está associada a transplantes de órgãos e à infecções pelo HIV, ambas as situações com estado de imunossupressão tem-se um o SK como uma doença oportunísta. Sua patogenia envolve a proliferação excessiva de células fusiformes possivelmente de origem vascular, que exibem características de células endoteliais e/ou de musculares lisas. Fatores como a liberação excessiva de citocinas durante a ativação imune, persistente na Aids, estão associados ao crescimento do Sarcoma
Harrison Medicina interna, Doenças causadas pelo vírus da imunodeficiência humana: AIDS e distúrbios relacionados, cap.128 - 17ª edição. - Rio de Janeiro:McGraw-Hill, pg.1162, 2008
Um pouco mais sobre métodos laboratoriais de dignóstico: Em termos de diagnóstico sorológico de infecção pelo HIV, o Ministério da Saúde do Brasil preconiza que seja realizado o ELISA, em duplicata, como método de triagem, e um outro método como teste confirmatório de positividade, que pode ser a aglutinação de partículas de látex, ou a Imunofluorescência Indireta, na dependência das condições do laboratório. O ELISA tem como princípio a captura de anticorpos, porém com antígenos específicos do HIV, previamente separados eletroforeticamente. Como Luciana comentou no início a PCR-quantitativo é um teste de amplificação do genoma do HIV em especial para o diagnóstico de infecção pelo HIV-1. A PCR-RNA qualitativo consiste na quantificação do RNA viral que, no sangue, pode estar associado às células, sob forma de provírus integrado ao genoma celular, mas aparece, também, sob a forma livre(virion infeccioso), produto da replicação ativa do vírus.A carga viral corresponde à quantidade de vírus replicativo ou latente presente em um indivíduo infectado.
MACHADO AA & COSTA JC. Laboratory methods for the diagnosis of human immunodeficiency virus (HIV)infection. Medicina, Ribeirão Preto, 32: 138-146, apr./june 1999.
Elisabeth Kubler-Ross, autora de "Sobre a Morte e o Morrer", considera que, ao tomar conhecimento de ser portador de uma moléstia fatal, o ser humano passa por cinco diferentes estágios com relação à sua atitude diante da morte.
O primeiro estágio seria o da negação e do isolamento. Nesse momento, o paciente nega sua doença ou a gravidade de seu quadro. A negação por vezes cumpre a função de um amortecedor que entra em ação com o choque da notícia sobre a doença, e possibilita que o paciente se recobre e mobilize outras defesas para encarar o seu diagnóstico.
O segundo estágio, o da ira, é caracterizado pela revolta, inveja e ressentimento. Sua mais clara manifestação se dá com a pergunta: "Por que eu?". Nesta fase, a pessoa é bastante hostil com quem quer que esteja por perto.
Um período de barganha seria o terceiro estágio. Nesta fase o indivíduo se entrega a promessas, em troca de mais tempo de vida. As barganhas, dirigidas comumente a Deus, têm por base sentimentos de culpa. Cada vez que se supera um período que tenha sido "pedido" na barganha, o sentimento de culpa se intensifica e novas promessas, geralmente de cumprimento impossível, são feitas.
O estágio da depressão seria o quarto, e se refere ao momento em que o paciente sofre com a idéia do afastamento das pessoas e das atribuições que desempenha ou desempenhava. Esse é um momento preparatório para o quinto e último estágio, o da aceitação.
Durante a fase da aceitação geralmente os familiares precisam de mais ajuda do que o paciente em questão. Este período é geralmente caracterizado por uma diminuição no leque de interesses. É uma fase na qual há um desejo, mesmo que não explícito, de morrer, ou viver o que ainda lhe resta em paz. Nessa fase o paciente muitas vezes se dedica à tentativa de que seus familiares mais próximos se adaptem à sua falta.
As pessoas que alcançaram o estágio da aceitação têm muito a nos ensinar, pois sua lucidez já não é mais abalada pelas aflições e medos que, muitas vezes, ofuscam nossa capacidade de discernimento, principalmente no que diz respeito às questões do fim da vida, pela angústia que despertam.
As manifestações orais mais comuns nos pacientes soros positivos são: infecções de origens fúngicas como a candidíase; infecções bacterianas: GUNA (Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda), gengivite e periodontite; infecções virais: herpes simples, varicella zoster, papiloma vírus, leucoplasia pilosa; manifestações de origem desconhecida: estomatite aftosa recorrente e aumento das glândulas salivares; doenças neoplásicas: Sarcoma de Kaposi. A candidíase é uma infecção fúngica causada pela cândida albicans. O desenvolvimento da candidíase bucal ocorre em 20 a 90% dos indivíduos com infecção pelo HIV em algum estágio da doença, aumentando a sua prevalência com o evoluir da mesma, portanto constitui um sinal clínico importante de diagnostico bem como indicador da evolução da doença. Dentre as lesões causadas por fungos, a candidíase é uma das que merecem redobrada atenção, pois age como um verdadeiro sinalizador da evolução da doença e até do seu prognóstico. A candidíase manifesta-se de muitas maneiras podendo notar-se áreas brancas elevadas, coaguladas e que aparecem freqüentemente agrupadas. A mucosa pode adquirir vários aspectos de acordo com o tipo: pseudomembranosa, eritematosa ou hiperplásica. Destes, o tipo mais comumente encontrado é o eritematoso, característico de pacientes portadores do HIV, caracterizado clinicamente por uma coloração vermelha. Quanto ao Sarcoma de Kaposi, complementando Luisa, SCULLY et al (1991) salientam que o descobrimento do sarcoma de Kaposi na boca de pessoas que não estejam recebendo tratamento imunodepressor, é agora, sinal patognomônico de AIDS. Os autores afirmam que o sarcoma de Kaposi está presente no palato com maior freqüência e apresenta-se com coloração avermelhada, azulada ou de nódulos roxos, podendo estar associado a ulcerações.
Sobre linfometria de células T eu não achei uma definição completa, mas acredito, pelo que eu li nas pesquisas,que seja a pesquisa do número total de células T. Um pouco mais sobre o PCR quantitativo para HIV: Eu achei que o RNA do vírus é tratado com transcriptase reversa para que o DNA seja transcrito. O DNA é então ampificado (usando-se primers únicos no genoma viral). Após a amplificação os seguimentos de DNA ligam-se ao recipiente e podem então ser visualizado. Isso permite a quantificação de vírus.
Com relação as doenças oportunistas, encontrei as mais frequentes: *infecções causadas por vírus: citomegalovírus, herpes simples,Epstein- barr *infecções causadas por bactérias: Mycobacterium, avium-intracelulare, mycobacterium tuberculosis, salmonella. *infecções causadas por fungos: candidíase da boca e do esôfago, criptococose, histoplasmose, coccidiomicose. *infecções causadas parasitas: toxoplasmose, criptosporidiose. *infecções causadas por neoplasias: linfoma de Hodkin, sarcoma de Kaposi.
Falando um pouco sobre a instalação das doenças oportunistas, o vírus HIV (vírus humano de imunodecifiência) destroem os linfócitos T, diminuindo a imunidade celular no paciente e aumentando as chances do paciente de contrair doenças oportunistas, que podem ser de baixa virulência para imunocompetentes, mas são altamente perigosos para pacientes imunodeprimidos, como os portadores de HIV.
Complementando um pouco o que Carol ja falou sobre as possiveis causas das lesões bucais,li sobre as apresentações da candidiase oral que pode ser subdividida em: 1.pseudomembranosa : começa com pontos esbranquiçados que se unem formando uma pseudomembrana de cor esbranquiçada e fundo eritematoso.É a forma clássica,essas pseudomembranas podem ser removidas deixando a amostra o fundo eritematoso,o que deve acontecer no caso do paciente pois por ser medico deve realizar uma boa higiene bucal removendo tais pontos esbranquiçados. 2.artrofica aguda :evolução da anterior com eritema no dorso da lingua. 3.Hiperplasica Cronica-placas de coloração também branca de contorno eritematoso,principalmente nas bochechas,lingua e labios a diferença da pseudomembranosa é que essas placas sao fortemente aderidas as mucosas. 4.queilite angular e candidosica - maceração/fissuras nas junçoes do labio inferior e superior (canto da boca) 5.Lingua negra pilosa:enegrecimento e hipertrofia das papilas anteriores ao v da lingua.acredita-se que pode ser causada por outros agentes também. Fonte: Fundamentos Clínicos e Laboratorias da Micologia Médica
CURIOSIDADE estresse x imunidade O estresse crônico esta relacionado a diversas patologias como distúrbios cardiovasculares,metabólicas,gastrointestinais,distúrbios no crescimento,reprodutivas(amnorreia,abortos,impotência),infecciosas,reumáticas,depressão e até mesmo o câncer.O estresse pode ser físico (ex.correr maratona) ou psicologico onde mecanismo cognitivos ativam o sistema nervoso central (ex.FAZER EXAMES NA ESCOLA!) Segundo o artigo que li o estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal: a hipófise anterior libera o hormônio ACTH, que induz a liberação de cortisol – principal hormônio regulador do sistema imunológico pois o cortisol se liga a receptores do linfócitos provocando: • distribui leucócitos pelos tecidos • diminui proliferação linfocitária • diminui fagocitose • altera produção de citocinas • reduz produção de anticorpos • reduz atividade natural killer No artigo há vários pontos interessantes,como curiosidade fica aqui o site para quem quiser dar uma olhadinha http://www.dbm.ufpb.br/~marques/Artigos/Estresse.pdf
RESULTADO DOS EXAMES 1. PCR quantitativo para HIV (Carga viral): 150 mil cópias 2. Linfometria: Linfócitos T CD4: 65 Cél/mm3 Linfócitos T CD8: 260 Cél/mm3 3. Coproparasitológico de fezes 03 amostras seriadas:negativo 4. Coprocultura: flora normal(negativo para salmonela e fungos) 5. Pesquisa para Criptosporidium, Isospora belli e Microspora : -negativa -Colonoscopia + Biópsia de colon: colón de aspecto hiperemiado com atrofia da mucosa colônica, ausência de lesões granulomatosas e ou ulcerações.o 6. lesões do palato raspado de mucosa oral: presença de levedura compatível com Cândida sp
Vi que existem três mecanismos basicos causadores da diarréia. DIARRÉIA SECRETORA: intenso movimento de água e eletrólitos para luz intestinal. Se a capacidade absorvedora do colon for ultrapassada em função do grande volume desta secreção, instala-se um estado de diarréia. DIARRÉIA OSMÓTICA: o fenômeno encontrado é a retenção de substâncias solúveis dentro da luz intestinal. Existem três tipos: ingestão de substâncias solúveis não absorvíveis, defeito no transporte ativo de solutos e eletrólitos e defeito na digestão de nutrientes. O mecanismo conhecido como produtor de diarréia é o da inibição do processo ativo de absorção de um determinado íon com conseqüente não absorção de água. Outro defeito de transporte é a não absorção de sódio pelo mecanismo de troca de Na+/H+. DIARRÉIA MOTORA: alterações da motilidade intestinal com redução do tempo de trânsito intestinal, levando a diarréia por redução da absorção de água conseqüente à redução do tempo de contato.
Nos resultados dos exames do paciente vi que ele tem um atrofia na mucosa do colon. Logo, provavelmente a diarréia do paciente é do tipo motora. O intestino grosso é responsável pela absorçao de aproximadamente 20% dos liquidos ingeridos. Assim, uma deficiencia nessa absorção geraria uma diarreia pelo excesso de liquidos que não é absorvido pela mucosa atrofiada. Na minha opinião o paciente pode apresentar SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL(distúrbio na motilidade intestinal não associado a alterações estruturais ou bioquímicas) tem com causas presentes no paciente: resposta ao estresse, infecções, processos inflamatórios, depressão e ansiedade. O paciente deve receber orientação alimentar no sentido de ter uma alimentação saudável e em horários regulares.
HIV(vírus da imunodeficiência humana)é o causador da AIDS,porém muitos individuos podem conviver com o vírus sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo vírus, ter um acontagem de linfócitos TCD4 menos que 200 céluas/mm3 ou apresentar uma das doenças definidoras como: Candidíase pulmonar ou traqueal, Candidíase de esôfago, Câncer de colo uterino invasivo,Coccidioidomicose disseminada,Criptococose extra-pulmonar...(doenças tipicas de pacientes com imunosupressão) Como já foi cometado por Luis, a taxa de linfócitos para diagnostico de AIDS é a mesma para indicação de tratamento com antiretroviral.
Achei um artigo bem interessante sobre o gene CXCR5 pelo que eu entendi tal gene é fruto de uma deleção.O gene ''normal'' expressa uma proteina que esta envolvida na entrada no virus na celula logo com essa deleção e a produção de uma proteina ''defeituosa'' o hiv nao consegue entrar dentro da celula (homozigose/contaminaçao com pouca quantidade de virus) ou retardaria o progresso da doença(heterozigotos/contaminaçao com muito virus como numa transfusao) Diante disso EU acho que uma possivel droga seria de atuação no DNA,com enzimas bloqueadoras de determinado gene ou entao enzimas que podem clivar sitio especifico provocando uma deleção.Enfim acho que a atuação seria com intuito de diminuir esses receptores que são necessarios para a entrada do virus na celula. O artigo que encontrei explica bem a questão do gene mas não entra na parte de possiveis tratamentos portanto o que escrevi a respeito disso é o que eu acho que pode acontecer,vocês concordam comigo??
DETERMINAÇÃO DO POLIMORFISMO DE Δccr5 E COMPARAÇÃO COM A DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS ENCONTRADAS EM INDIVÍDUOS INFECTADOS PELO HIV-1 NA POPULAÇÃO DE PERNAMBUCO http://www.liber.ufpe.br/teses/arquivo/20050308135729.pdf
A respeito da TARV em gestantes: Os medicamentos indicados por atravessarem a barreira placentária são zidovudina (AZT), a lamivudina e a nevirapina. A zidovudina é indicada para estar presente em qualquer esquema terapêutico e deve ser iniciada na 14 semana de gestação e continuar durante/depois do parto até o clampeamento do cordão umbilical.No caso de uma paciente soropositiva sem indicação de tratamento inicar com dito anteriormente após a 14 semana zidovudina oral (300mg a cada 12hs). Quando os resultados estiverem disponíveis, a mulher deverá ser reavaliada, permanecendo em uso da zidovudina isoladamente ou iniciando TARV combinada, a depender dos resultados de TCD4+ e carga viral.A terapia combina seria com a adição de nelfinavir e a nevirapina a escolha depende de vários fatores como carga viral da paciente,idade gestacional,grau de imunossupressão da gestante entre outros.
Sabe-se que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi inicialmente considerado causa dos sintomas intestinais em pacientes HIV com ausência de patógenos causadores de diarréia. É comum em pacientes HIV/AIDS o encontro de apoptose, abcessos, atrofia das vilosidades, má absorção e digestão. A presença da diarréia patógeno-negativa depende de extensa investigação diagnóstica e da definição de diarréia. Destarte, a etiologia do processo diarréico na AIDS é variável, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos, protozoários e helmintos4, assim como pelo próprio HIV que determina efeitos diretos sobre a mucosa intestinal, produzindo a enteropatia da AIDS. Muitas espécies de enteroparasitas passaram a ter importância como agentes potencialmente patogênicos para os pacientes infectados com o HIV, principalmente nos doentes com número de linfócitos T CD4 menor que 200 células/mm3.
Parasitas intestinais como o Cryptosporidium parvum, assumem lugar de destaque causando doenças graves nestes pacientes, destacando-se ainda microsporídiose e isosporíase. Bactérias e fungos leveduriformes principalmente espéciesdo gênero Candida são também apontados como agentes de diarréias. Algumas fontes, afirmam que a prevalência de Candida sp em pacientes HIV/AIDS varia de 7,6% a 39,1%. Devido ás condições socioeconômicas os países subdesenvolvidos e as nações em desenvolvimento como o Brasil apresentam maior contingente de casos de parasitoses intestinais tanto em imunodeprimidos quanto em imunocompetentes7. A incidência de infecções hospitalares por fungos tem aumentado substancialmente nas últimas décadas acarretando altos índices de mortalidade que atingem até 60% dos óbitos por infecções hospitalares. Até alguns anos atrás Candida albicans era a espécie de maior interesse clínico, contudo, paralelamente ao aumento geral das candidemias observou-se aumento das infecções de corrente sanguinea por espécies de Candida não-albicans, sendo Candida parapsilosis e Candida tropicalis os patógenos mais importantes. As razões para essa inversão no padrão de distribuição das espécies pode estar fortemente relacionadas com o potencial de virulência destes microrganismos e ao uso profilático e empírico de drogas antifúngicas. Uma das principais causas de infecção por leveduras nos pacientes hospitalizados pode ser de origem endógena associada ás condições em que este paciente se encontra (pacientes internados em unidades de terapia intensiva, submetidos á procedimentos invasivos, entre outros). Entre os patógenos entéricos, a Escherichia coli foi reconhecida como sendo fortemente associada com a diarréia persistente. Além disso, pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana apresentam um grande risco de contrair salmoneloses quando comparados à população em geral. Devido à dificuldade de erradicar infecções causadas por Salmonella em pacientes portadores de HIV/AIDS o longo tratamento com antibióticos é justificado.
... A diarréia é relatada como um importante problema clínico nos pacientes HIV que leva a uma progressiva deterioração do quadro clínico e piora na qualidade de vida deste. A alteração da lâmina própria intestinal predispõe estes pacientes às infecções entéricas; como resultado, estes são suscetíveis a níveis baixos de alguns patógenos, que produziriam somente infecções assintomáticas ou suaves em pessoas saudáveis. A incidência de Escherichia coli e Salmonella paratyphi pode estar associada a episódios de diarréia, que debilitam ainda mais a saúde do paciente portador de HIV/AIDS. Nossa avaliações mostraram elevada prevalência de Escherichia coli nesta população o que poderia estar contribuindo para diarréia crônica e até o desenvolvimento de outros patógenos. Entre os diversos processos oportunistas que podem acometer os pacientes, as infecções parasitárias têm um papel de destaque na evolução de sua história natural. Embora as parasitoses intestinais não estejam diretamente relacionadas com a mortalidade nesses pacientes, os parasitos intestinais contribuem de forma significativa para a morbidade, através de quadros de desnutrição crônica e emagrecimento. Isso agrava ainda mais a imunossupressão, acelerando o curso da doença e, em última instancia a morte desses pacientes, geralmente motivados por outros processos oportunistas associados. Vale ressaltar, ainda - que muitos pacientes têm diarréia de pouco volume que é controlada espontaneamente ou com um agente antimotilidade, resposta esta que concorda com a síndrome do colon irritável. Concordo,portanto, com o questionamento lançado por Johany.
Fonte: Enteropatógenos relacionados à diarréia em pacientes HIV que fazem uso de terapia anti-retroviral
PUPULIN, A.R. e Colaboradores. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 42(5):551-555, set-out, 2009
De acordo com as Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes do Ministério da Saúde, as gestantes infectadas pelo HIV deverão sempre receber profilaxia com drogas antiretrovirais com o objetivo de reduzir a transmissão vertical. A recomendação de tratamento, e não apenas de profilaxia, irá depender de critérios clínicos e laboratoriais. Assim, a zidovudina (AZT), sempre que ossível, deverá fazer parte de qualquer esquema terapêutico que venha a ser adotado para a gestante portadora do HIV. O uso de profilaxia com zidovudina oral deve ser iniciado a partir da 14ª semana de gestação e continuar durante o trabalho de parto e parto até o clampeamento do cordão imbilical.
fonte: Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes. Ministério da Saúde – CN–DST/AIDS 2004.
Os esquemas anti-retrovirais combinados utilizados na gestação devem conter sempre que possível, zidovudina e lamivudina, associados a nelfinavir ou nevirapina. A escolha entre o nelfinavir e a nevirapina deverá considerar a idade gestacional, o grau de imunodeficiência materna, a magnitude da carga viral,o potencial de adesão ao acompanhamento clínico e ao uso dos medicamentos.
O nelfinavir é o mais indicado em idades gestacionais inferiores a 28 semanas e para mulheres com imunodepressão mais acentuada. Por outro lado, a nevirapina, atravessa melhor a barreira placentária e deve ser considerada nos casos de início de TARV em idade gestacional avançada. Entretanto, a fraca barreira genética dessa droga, para o desenvolvimento de mutações que conferem resistência a toda a classe dos inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos atualmente disponíveis, tornam seu uso arriscado em pacientes com carga viral elevada e/ou baixo potencial de adesão.
... Por fim, pacientes virgens de tratamento anti-retroviral, não deverão fazer uso de esquemas que utilizem de forma combinada, drogas pertencentes as três classes de anti-retrovirais (inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos, inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos e inibidores de protease). Nevirapina só deverá ser empregada em terapia tripla, pois sua administração como monoterapia implica no desenvolvimento de resistência viral em proporção significativa dos pacientes expostos. Ademais,estudosexpeimentaisdemonstraramefeitos teratogênicos e/ou embriotóxicos graves associadosao EFAVIRENZ(EFV) e HIDROXIUREIA. A apresentação oral do amprenavir, que contém propilenoglicol, pode induzir acidose lácticagrave com risco fetal, deficiência na ossificação e alteraçõestímicas. Esses anti-retrovirais são, pois, contra-indicadosna gestaçãoe devem ser utilizados com precauções nas mulheresem idade fértil. Vale ressaltar que também deve ser evitado, à gestante, o indinavir(IDV), porque apresenta um risco levado de hiperbilirrubinemia e nefrolitíase,e a associação d4T(estavudina)/ddI(didanosina) pelo risco de acidose lactica, esteatose hpática e pancreatite.
fonte: Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes. Ministério da Saúde – CN–DST/AIDS 2004.
Quanto à negação e à atitudedo médico diante dessa situação:
Penso que- primeiro de tudo - é importante trabalharmos alguns "(PRE)CONCEITOS" construídos aolongo de nossas vidas, pois ainda há muitos estigmas relacionados aos indivíduos contaminados com o HIV. Pode-se pensar que não,mas o modo como o(a) médico(a) "enxerga" um paciente com HIV/AIDS influencia diretamente na dinâmica da clínica. É por isso que a Dra.Elisabeth Kubler-Ross,citada anteriormente por Luís, afirma que o(a) médico(a)não consegue contribuir quando um paciente nega a sua doença,porque o (a)próprio(a) medico(a) - incosciente ou conscientemente- não oferece segurança ao paciente quanto à terapêutica. Ou seja, é o estigma da morte que ronda os pacientes com HIV e que- sem perceber ( basta apenas um simples franzir de sobrancelhas) o médico ou a médica passa a imagem de que o paciente está - litealmente - condenado!!!
Assim, urge descontruímos a ideia de que o paciente é terminal; vale lembar também que não nos cabe nenhum juízo de valor quanto ao modo como o paciente se infectou. E-principalmente - sabermos que não conseguimos realizar nada sozinhos.Destarte, é imprescindível termos o apoio de outros profissionais da área de saúde para conseguimos à adesão do paciente ao tratmento e trabalhar a negação existente. Caberá,portanto, uma boa e longa escuta dos temores e motivos que o paciente apresenta para negar a doença e não aderir ao tratamento.Orientá-lo quanto aos benefícios do tratamento,mas também devemos esclarecer quanto àslimitações,para não parecermos mentirosos. Esclarecer que é possível conviver com o HIV. Todavia,só conseguiremos êxito nessa empreitada - ratificando o que já foi dito - se retirarmos a "capa" de preconceitos que "vestimos" quanto ao HIV/AIDS e outros estigmas. É impresncindível que trabalhemos em equipe multiprofssional para poder encaminhar o paciente a outros profssionais mais habilitados a lidar com a dinâmica da negação/aceitação. Assim, Adesão passa a ser entendida como o estabelecimento de uma atividade conjunta na qual o paciente não é um mero seguidor da orientação médica, mas entende e concorda com a prescrição recomendada. Nessa perspectiva, adesão deve ser compreendida como um processo dinâmico, multideterminado e de corresponsabilidade entre paciente e equipe de saúde. Atualmente, apesar dos esquemas terapêuticos estarem mais simplificados, com a disponibilidade de combinações de medicamentos cujo uso é mais fácil, permanecem vários desafios para a adesão ao TARV que requerem o envolvimento de todos: paciente, equipe de saúde, família e demais pessoas da rede social de apoio. Ademais, é fundamental considerar que, até o presente momento, o TARV é um tratamento para toda a vida, que pode trazer efeitos secundários para muitos pacientes, e que a enfermidade ainda não tem cura. Isso torna necessário uma atenção especial na preparação dos usuários ao iniciar o tratamento, a fim de que seus benefícios sejam compreendidos e que este assuma um significado positivo na vida da pessoa HIV+. É fundamental, ainda, que seja desenvolvida uma estrutura de seguimento e de apoio psicossocial para o paciente ao longo do tratamento, uma vez que os níveis de adesão tendem a diminuir após períodos prolongados de uso de medicamentos.
Fonte:/ Monitoramento e avaliação da adesão ao tratamento antirretroviral para HIV/aids: desafios e possibilidades Polejack,L.;Seidl,E.M.F. Ciência & Saúde Coletiva, 15(Supl. 1):1201-1208, 2010
Kubler-Ross,E. Sobre a Morte e o Morrer.SãoPaulo.Martins Fontes,2007.
Embora não esteja listado como objetivo, o texto abaixo serve como curiosidade, bem como levanta alguns pontos intrigantes: A terapia anti-retroviral tripla de alta potência (TARV), popularmente conhecida como “coquetel”, modificou radicalmente o curso clínico da aids e o perfil da epidemia. O acesso livre e universal à TARV, estabelecido pelo governo brasileiro em 1996, inaugurou uma nova fase: as pessoas vivendo com aids (PVA) passaram a ter alternativa às “sentenças de morte” decretadas ao longo dos anos oitenta. De fato, a introdução da TARV provocou grande redução na mortalidade, diminuição da freqüência e duração de internações hospitalares e também um aumento significativo na sobrevida. Foi também a partir do surgimento da TARV que a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a incluir a aids na categoria das “condições crônicas”, enquanto doença tratável e clinicamente “manejável”. A aids deixou, então, de ser concebida, em termos biomédicos, como uma doença aguda e passou a ser classificada como crônica. Neste novo cenário, novas questões emergiram; entre elas, os efeitos colaterais do uso prolongado da TARV, particularmente uma síndrome caracterizada por redistribuição anormal da gordura corporal, alterações no metabolismo glicêmico, resistência insulínica e dislipidemia, chamada de síndrome lipodistrófica do HIV. ...
...A síndrome lipodistrófica do HIV pode manifestar-se como lipodistrofia, um distúrbio na distribuição da gordura corporal, com acúmulos de gordura que podem aparecer na região abdominal, na parte posterior do pescoço e na região peitoral; ao lado da perda de gordura na face, braços, pernas e nádegas. O Brasil é o primeiro país a oferecer gratuitamente cirurgias reparadoras para doentes de aids que apresentarem um “grau de severidade de lipodistrofia”. Desde dezembro de 2004, a portaria no 2.582 do SUS incluiu oito procedimentos de intervenção cirúrgica: lipoaspiração de giba (gordura acumulada na base do pescoço), lipoaspiração da parede abdominal, redução mamária (retirada de glândulas e/ou tecido gorduroso acumulado na região mamária), tratamento de ginecomastia (aumento das mamas), lipoenxertia (aspiração de gordura de uma área doadora do paciente e depois transplantada para a região glútea), reconstrução glútea (feita com aspiração de gordura do próprio paciente ou com implante de próteses de silicone), preenchimento facial com tecido gorduroso e preenchimento facial com polimetilmetacrilato (PMMA).
Fonte:
Transformações da “aids aguda” para a “aids crônica”: percepção corporal e intervenções cirúrgicas entre pessoas vivendo com HIV e aids
Alencar,T. M. D. e Colaboradores.Ciência & Saúde Coletiva, 13(6):1841-1849, 2008
Sabe-se que a reação em cadeia pelapolimerase (PCR) é uma técnica in vitro que permite a amplificação de uma região específica do DNA que fica compreendida entre duas regiões de uma sequencia conhecida do DNA. É uma técnica potencialmente sensível,possibilitando detectar até uma única molécula de ácido nucléicom pois o método amplifica milhaes de vezes o trecho do DNA alvo, com o uso de uma enzima termoestável. Assim, O objectivo da PCR é produzir uma quantidade apreciável de um segmento específico de DNA a partir de uma quantidade mínima. O DNA molde sofre uma amplificação controlada por enzimas, obtendo-se milhões de cópias do fragmento de DNA de interesse. O molde pode ser qualquer forma de DNA de cadeia dupla, como o DNA genómico: pode usar-se uma gota de sangue, um fio de cabelo, uma célula do epitélio oral, um blastómero… ...
...Logo, A PCR é frequentemente utilizada na detecção de polimorfismos, mutações pontuais e infecção por microorganismos bacterianos ou virais antes da exteriorização patológica da sua presença. É particularmente importante na detecção da AIDS, pois consegue detectar o vírus HIV nas primeiras semanas após a infecção e mais rapidamente do que o método normalmente utilizado, o teste ELISA. A PCR procura directamente pelo DNA do vírus enquanto que o teste ELISA é mais indirecto, pois procura anticorpos que o organismo possa ter produzido contra o vírus.
Fontes: REAÇÃO DE AMPLIFICAÇÃO DE ÁCIDOS NUCLEÍCOS . CARVALHO, T.T.R.Bol. Inst. adolfo Lutz,ano 16 , n. 1. p. 1 - 48,2006.
pessoal, achei este artigo bem interessante: A candidíase oral é uma das doenças oportunistas mais fortemente associadas à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Vários relatos epidemiológicos enfatizam a prevalência da candidíase em pacientes HIV positivos e ressaltam a sua importância como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunodepressão. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada por severa imunossupressão do hospedeiro, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), manifestando-se por uma grande variedade de sintomas e sinais clínicos, muitos deles tendo a boca como sítio dessas manifestações. O espectro das alterações bucais em pacientes HIV positivos é vasto, compreendendo mais de 40 lesões, as quais inúmeras vezes aparecem como as primeiras manifestações da doença. Verifica-se na literatura que há predominância de alguns tipos de lesões, onde a candidíase entre as diversas apresentações clínicas. Depois temos as doenças periodontais, a leucoplasia pilosa, o sarcoma de Kaposi e o herpes simples que se situam entre as mais freqüentemente citadas pelos autores A candidíase é uma infecção fúngica devido à presença de levedura do gênero Candida, o qual é um membro da família Cryptococcaceae; 81 espécies são admitidas no gênero Candida sendo a Candida albicans a mais conhecida e a mais comum. As infecções fúngicas se instalam em grande número de pacientes portadores do HIV, devido às profundas alterações que ocorrem na função imunológica mediada por linfócitos T, com redução da imunidade do paciente. Quanto à freqüência da candidíase oral nos pacientes HIV positivos, há variação entre diferentes relatos, mas pode atingir até 94% dos indivíduos infectados, dependendo do estágio da infecção e da população analisada. Ressaltam a importância da candidíase oral como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunossupressão. A candidíase oral está associada com a xerostomia, severidade da doença, imunossupressão e idade do paciente acima de 35 anos. É caracterizada por quatro subtipos clínicos como: eritematosa; pseudomembranosa; hiperplásica e queilite angular. A forma eritematosa é representada por áreas avermelhadas, localizadas principalmente no palato, língua e mucosa jugal enquanto a queilite angular acomete as comissuras labiais com variados aspectos clínicos, desde os fissurais a ulcerados, associados ao tipo eritematoso ou pseudo-membranoso. A candidíase hiperplásica representada sob a forma de placas ou nódulos esbranquiçados, firmemente aderidas às áreas eritematosas são menos freqüentes e importantes, podendo ocorrer mais na língua e ser confundida com a leucoplasia pilosa .
Fonte: Candidíase oral como marcador de prognóstico em pacientes portadores do HIV Valdinês Gonçalves dos Santos Cavassani1,V.G.S e colaboradores. REVISTA BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA 68 (5) PARTE 1 SETEMBRO/OUTUBRO 2002 http://www.sborl.org.br / e-mail: revista@sborl.org.br
pessoal, achei este artigo bem interessante: A candidíase oral é uma das doenças oportunistas mais fortemente associadas à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Vários relatos epidemiológicos enfatizam a prevalência da candidíase em pacientes HIV positivos e ressaltam a sua importância como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunodepressão. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada por severa imunossupressão do hospedeiro, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), manifestando-se por uma grande variedade de sintomas e sinais clínicos, muitos deles tendo a boca como sítio dessas manifestações. O espectro das alterações bucais em pacientes HIV positivos é vasto, compreendendo mais de 40 lesões, as quais inúmeras vezes aparecem como as primeiras manifestações da doença. Verifica-se na literatura que há predominância de alguns tipos de lesões, onde a candidíase entre as diversas apresentações clínicas. Depois temos as doenças periodontais, a leucoplasia pilosa, o sarcoma de Kaposi e o herpes simples que se situam entre as mais freqüentemente citadas pelos autores A candidíase é uma infecção fúngica devido à presença de levedura do gênero Candida, o qual é um membro da família Cryptococcaceae; 81 espécies são admitidas no gênero Candida sendo a Candida albicans a mais conhecida e a mais comum. As infecções fúngicas se instalam em grande número de pacientes portadores do HIV, devido às profundas alterações que ocorrem na função imunológica mediada por linfócitos T, com redução da imunidade do paciente. Quanto à freqüência da candidíase oral nos pacientes HIV positivos, há variação entre diferentes relatos, mas pode atingir até 94% dos indivíduos infectados, dependendo do estágio da infecção e da população analisada. Ressaltam a importância da candidíase oral como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunossupressão. A candidíase oral está associada com a xerostomia, severidade da doença, imunossupressão e idade do paciente acima de 35 anos. É caracterizada por quatro subtipos clínicos como: eritematosa; pseudomembranosa; hiperplásica e queilite angular. A forma eritematosa é representada por áreas avermelhadas, localizadas principalmente no palato, língua e mucosa jugal enquanto a queilite angular acomete as comissuras labiais com variados aspectos clínicos, desde os fissurais a ulcerados, associados ao tipo eritematoso ou pseudo-membranoso. A candidíase hiperplásica representada sob a forma de placas ou nódulos esbranquiçados, firmemente aderidas às áreas eritematosas são menos freqüentes e importantes, podendo ocorrer mais na língua e ser confundida com a leucoplasia pilosa .
Fonte: Candidíase oral como marcador de prognóstico em pacientes portadores do HIV Valdinês Gonçalves dos Santos Cavassani1,V.G.S e colaboradores. REVISTA BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA 68 (5) PARTE 1 SETEMBRO/OUTUBRO 2002 http://www.sborl.org.br / e-mail: revista@sborl.org.br
Bom, sobre a diarréria, eu achei que nos pacientes com AIDS, elas são frequentes e podem ter múltiplas causas: - Infecções: Cryptosporidium, Microsporydium, Mycobacterium avium, Cytomegalovírus, giardia, salmonella. - Anti- virais - Dieta:muitos pacientes com AIDS desenvolvem intolerância a lactose - infecção pelo próprio HIV: a diarréia pode ser um resultado direto dos tecidos linfáticos intestinais atingidos pelo HIV - outras causas: a diarréia pode ser causada pelo sarcoma de kaposi.
- Algumas causas de diarréia foram eliminadas pelos exames, mas o cytomegalovirus e o mycobacterium Avium frequentes causas presentes em pacientes com HIV mais avançados (CD4 menor que 100) ainda nao foram descartados. também é descartada a presença de diarréia por uso de terapia anti- viral, já que o paciente nao faz uso da terapia. O sarcoma de kaposi causa eritema inicial seguidas por placas e nódulos que ulceram e sangram facilmente. Como no exame do cólon não foram observados ulcerações nem sangramentos, presumo que essa hipótese poderia ser descartadas.
Achei algo muito interessante sobre doença definidora de AIDS. Pelo que eu entendi, uma pessoa tem HIV quando contrai tal vírus. Porém, a pessoa só adquire AIDS quando seu sistema imunológico está tao enfraquecido que a pessoa apresenta doenças definidoras de AIDS. As doenças definidoras de AIDS mais importantes são: Candidíase O cancro do colo do útero (invasiva) Coccidioidomicose, Criptococose, Criptosporidiose Doença por citomegalovírus Encefalopatia (relacionados com o HIV) Herpes simplex (infecção grave) Histoplasmose Isosporíase sarcoma de Kaposi Linfoma (alguns tipos) complexo Mycobacterium avium Pneumocystis carinii / Pneumocystis jiroveci Pneumonia (recorrente) Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva Salmonella septicemia (recorrente) Toxoplasmose do cérebro Tuberculose Síndrome de emaciaçao
-o aparecimento dessas doenças implicam na introduçao de tratamentos anti-virais contra a AIDS
A PCR em vírus de RNA recebe o nome de "reaçäo de polimerizaçäo em cadeia precedida de retrotranscriçäo (RT-PCR)" e uma fita simples de RNA viral é utilizada como fita molde para a transcrição reversa, seguida da amplificação.
Sobre a linfometria (contagem de linfócitos), achei que a contagem pode ser feita por dois métodos: por percentagem e por contagem absoluta. A percentagem células linfócitos T que são CD4 positivas é feita com as medidas pela citometria de fluxo, é um preditor melhor da suscetibilidade à infecção do que do que a contagem absoluta de linfócitos, variando menos de semana a semana. A contagem absoluta de linfócitos é feita pela multiplicação da percentagem de CD4 pelo número absoluto de linfócitos e é mais consistente e acurada como um indicador de suscetibilidade à infecção. Os infectologistas estão mais familiarizados com a contagem absoluta dos linfócitos CD4.
Fonte: Patella FJ Jr, Delaney KM, Moorman AC et al – Reducing morbidity and mortality among patients with advanced human immunodeficiency virus infection. N Engl J Med. 1998;338:853-860.
O termo "violácea" se refere apenas à coloração da lesão eritematosa, não tendo maior significado clínico.
Fonte: - Niwa ABM, Pimentel ERA. Carcinoma basocelular em localizações incomuns. An Bras Dermatol. 2006;81(5 Supl 3):S281-4. - Dicionário Digital de Termos Médicos 2007 Organizado por Érida Maria Diniz Leite, enfermeira do Hospital Universitário Onofre Lopes ( UFRN ).
Eu também vi que doenças definidoras de AIDS são um critério importante para iniciar a TARV. Em recente estudo, feito no Reino Unido, alguns pesquisadores propuseram mudanças nas definições de diagnóstico de AIDS levando em conta as doenças definidoras. Segundo o estudo, "utilizar apenas a contagem de células CD4 por si só não identificava todos os pacientes que morreriam dentro de três meses após o diagnóstico. Apenas um terço dos indivíduos que tinham uma contagem de células CD4 inferior a 50 células/mm3 e 51% dos que tinham uma contagem de células CD4 inferior a 200 células/mm3 teriam sido identificados se fosse utilizado apenas o critério da contagem das células CD4.". Eles concluíram que a combinação de contagem de células CD4 com características clínicas é uma maneira mais confiável e que permite a identificação de mais de dois terços dos pacientes que morreram durante o estudo.
Fonte: - site da Sociedade Brasileira de Infectologia - http://www.infectologia.org.br/default.asp?site_Acao=&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=13647 - Late diagnosis in the HAART era: proposed common definitions and associations with mortality. The UK Collaborative HIV Cohort (UK CHIC) Steering Committee AIDS. 24(5):723-727, March 13, 2010.
Lista de doenças definidores de AIDS: - Câncer cervical invasivo · Candidíase em esôfago, brônquios, traquéia ou pulmões · Coccidioidomicose, histoplasmose, criptococose disseminada/ extrapulmonar · Tuberculose em qualquer local ou outras micobacterioses disseminadas/ extrapulmonares · Criptosporidiose, isosporáse intestinal crônica (> 1 mês) · CMV em órgãos além do fígado, baço ou linfonodos e com perda da visão no caso de retinite · Encefalopatia relacionada com HIV · Herpes-simples com úlceras crônicas (>1 mês) · Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP) · Complexo demência-AIDS · Linfoma cerebral primário, linfoma de Burkitt, linfoma não-Hodgkin · Pneumonia recorrente ou por Pneumocystis carinii · Sarcoma de Kaposi · Toxoplasmose cerebral · Síndrome de emaciação devida ao HIV (perda ponderal involuntária maior que 10% do peso associada a febre e diarréia ou fadiga há mais de 30 dias, na ausência de causa detectável, além da infecção pelo HIV). · Septicemia recorrente por Salmonella
Concordo com a opinião de Luciana sobre uma possível forma de atuação de um medicamento para combater a infecção pelo HIV. Pelo que encontrei, essas drogas são chamadas genericamente de "inibidores de entrada". Algumas drogas estão sendo testadas atualmente: PRO140 (Progenics), Vicriviroc (Schering Plough), Aplaviroc (GW-873140) (GlaxoSmithKline) and Maraviroc (UK-427857) (Pfizer).
O problema principal desse tipo de droga é que apesar de o HIV usar principalmente a proteína codificada pelo gene CXCR5, ele não usa APENAS ela. Ou seja, quando há uma inibição dessa "porta" o vírus vai se ligar a outra proteína para conseguir entrar na célula.
Achei um site bem interessante que trata desse tema, entre tantos outros.
O livro que falei sobre hiv Depois daquela viagem -Valeria Polizzi Não é muito grande e a leitura é bem facil...
Palavras da autora: "Pensar e escrever o livro foi um processo de três anos, no qual cresci muito. Em primeiro lugar, tive de trabalhar muitas questões dentro de mim, para depois colocá-las no papel. O intuito era mostrar que as pessoas podem viver com o HIV, para ajudar outros soropositivos como eu. E também mostrar que a AIDS pode acontecer com qualquer um".
"A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por se perder, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não conseguimos entendê-la direito", reflete Valéria
Termos desconhecidos:
ResponderExcluir- Linfometria
- PCR quantitativo
Objetivos:
1. Relacionar diarreia com o HIV
2. Buscar as possíveis origens da lesão eritematosa
3. Caracterizar as fases do HIV
4. Critérios para instituir a terapia antiretroviral
5. Doenças oportunistas
6. Relação da neoplasia com doenças diarreicas
7. Aceitação da doença (AIDS)
E como curiosidade:
- Qual a relação do estresse com o aparecimento de doenças oportunistas?
Termos Desconhecidos
ResponderExcluirPCR -Reação em cadeia de polimerase é uma tecnica que consiste na amplificação de fragmentos de DNA presentes nas amostras do paciente.No caso da PCR quantitativa ,solicitada para HIV em questão,ela determina a quantidade de DNA amplificado em relação a um padrão.
FONTE:
http://www.imtsp.usp.br/proto/aula3.pdf
OBJETIVO 1
ResponderExcluirEu vi que a diarréia está fortemente associada a infecção pelo vírus HIV,em países desenvolvidos chega a 50% das doenças gastrointestinais e nos subdesenvolvidos até 95%!!A principal causa são as infecções por parasitas como exemplo a Giardia,essas infecçoes são tidas como infecçoes oportunistas devido a imunosupressão do paciente.Há também outras causas.Pode ser :
*efeito colateral das drogas antivirais o que não é o caso já que ele não faz uso de medicação
*dieta o que se relaciona com a má alimentação do paciente
*infecção direta do vírus nas células intestinais
*e associada a doenças neoplásicas
FONTE:
http://boasaude.uol.com.br/realce/showdoc.cfm?libdocid=11839&ReturnCatID=1798
Perfil das enteroparasitoses diagnosticadas em pacientes
com infecção pelo vírus HIV na era da terapia
antiretroviral potente em um centro de referência
em São Paulo, Brasil – Sérgio Cirmeman e colaboradores
OBJETIVO 3
ResponderExcluirDidaticamente a AIDS é dividida em três fases: síndrome retroviral aguda (ou fase aguda), fase assintomática e fase sintomática (esta se sub-divide em precoce e tardia ou avançada). Vale salientar que a evolução da doença não ocorre de forma idêntica para todos os infectados.
FASE AGUDA: (2-3 semanas após a infecção) Apresenta sinais, sintomas e achados laboratoriais inespecificos e comuns a outras patologias. Os sintomas duram em média 2 semanas.
FASE ASSINTOMÁTICA: (ocorre após a fase aguda, e, pode durar de 8 a 10 anos). Há a presença de linfadenopatia generalizada persistente, e/ou nenhuma manifestação clínica ligada à infecção pelo HIV. Contudo, a replicação viral continua ocorrendo.
FASE SINTOMÁTICA: As características dessa fase são decorrentes da progressiva deterioração do sistema imunológico, que ocorre se não houver intervenção terapêutica adequada. Este declínio é constatado pela queda dos níveis de CD4.
* A fase sintomática precoce tem os seguintes sinais de alerta: perda progressiva de peso (PRESENTE NO CASO), febre intermitente, sudorese noturna,infecções ou afecções de pele e mucosas (PRESENTE NO CASO), diarréia persistente e sem causa aparente (PRESENTE NO CASO), entre outras manifestações (adenite tuberculosa, síndrome consumptiva, infecções de repetição por S. pneumoniae e infecções por Salmonella spp.). Estes sinais podem ocorrer isoladamente, seqüencialmente ou simultaneamente.
* Na fase sintomática avançada, ocorrem as infecções oportunistas e/ou neoplasias relacionadas.
FONTE:
http://www.hiv.org.br/internas_materia.asp?cod_secao=atualiza&cod_materia=608
http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/olho_vivo/aids/hiv.htm
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO benefício da terapia anti-retroviral altamente ativa já foi claramente demonstrado em pacientes com doença sintomática avançada e naqueles que, apesar de assintomáticos, apresentam imunodeficiência acentuada expressa na contagem de linfócitos T-CD4+ abaixo de 200/mm³. Atualmente, em nosso país, estão disponíveis quatro classes de anti-retrovirais, mais potentes, menos tóxicos e com posologia confortável, em esquemas que tornam possível apenas uma ou duas doses diárias.
ResponderExcluirEm pessoas assintomáticas com contagem de linfócitos T-CD4+ acima de 350/mm3 não se recomenda iniciar o tratamento, já que os benefícios não estão suficientemente claros para contrabalançar potenciais riscos da terapia anti-retroviral.
O tratamento deve ser recomendado em indivíduos assintomáticos, com contagem de linfócitos T-CD4+ (LT-CD4+) entre 200 e 350/mm3. Quanto mais próxima de 200 células/mm3 estiver a contagem de T-CD4+, maior é o risco de progressão para aids, especialmente se associada à carga viral plasmática elevada (maior que 100.000 cópias/mm3). Nesses indivíduos, a decisão de iniciar o tratamento dependerá da tendência de queda da contagem de linfócitos T-CD4+ e/ou de elevação da carga viral, da motivação do paciente para iniciar o tratamento, sua capacidade de adesão e a presença de co-morbidades.
***Quando não for possível a realização freqüente da contagem de linfócitos T-CD4+, nos indivíduos assintomáticos com contagens T-CD4+ entre 200 e 350/mm3, o tratamento deve ser iniciado para evitar as deteriorações clínica e imunológica (esta última definida como uma queda da contagem de linfócitos T-CD4+ superior a 25%) nas semanas ou meses subseqüentes***
A presença de sintomas ou manifestações clínicas associadas à imunodeficiência relacionada ao HIV, mesmo quando não definidoras de aids, sugere a necessidade de iniciar o tratamento anti-retroviral, independentemente dos parâmetros imunológicos, devendo essa decisão ser considerada individualmente.
O paciente deve ter clareza sobre a importância do primeiro esquema anti-retroviral como o momento de maior possibilidade de supressão da replicação viral e da resposta imunológica. A taxa de resposta virológica a tratamentos subseqüentes é progressivamente menor após cada falha.
fonte : http://new.paho.org/hq/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=4719&Itemid=
ResponderExcluirUm quadro resumindo os critérios, pelo menos no que diz respeito ao número de linfocitos, ou o risco de doenças oportunistas.
ResponderExcluirhttp://uploaddeimagens.com.br/imagem/index/24035Sem-ttulo.jpg
No episódio 2 do programa Parasitas Assassinos do canal Animal Planet, foi mostrado que o criptosporideo é um parasita que se transmite através da água potável cujos sintomas clínicos são como os de uma gripe, associados à diarréia em 400mil pessoas em Milwalk 1993, e foram infectadas por ele. A diarréia é causada pelo parasita ao se instalar ao longo do trato gastrointestinal, maiormente no intestino delgado, lá eles se alojam se multiplicam e atacam outras partes do TGI. Como forma de combater e eliminar o parasita o corpo reage provocando diarréia, porém a diarréia não leva com ela todos os parasitas.
ResponderExcluirEm pessoas saudáveis é possível tratar essa diarréia sintomaticamente e repor os líquidos perdidos, nas pessoas imunodeprimidas como as com HIV positivo esse tratamento não é suficiente, e se não for tratada a causa pode levar a morte, neste caso mais de 100 pessoas. Normalmente estão presentes na água de Nova Iorque 10 parasitas a cada 37 litros.
OBJETIVO 5 (INCOMPLETO)
ResponderExcluirSão muitas as doenças oportunistas que acometem os infectados pelo HIV e são elas as principais causas de morbimortalidade nesses pacientes.
Partindo do principio que o principal órgão afetado durante a infecção pelo HIV é a pele, decidi especificar as doenças oportunistas que provocam lesões cutâneas e da mucosa oral.
Essas manifestações cutâneas podem ser categorizadas em virais, bacterianas, fúngicas, neoplásicas e dermatites inespecíficas.
*As virais podem ser por: herpes simples, herpes-zoster, citomegalovírus, papilomavírus humano, entre outros.
*As fúngicas podem ser: cândida sp., dermatófitos, criptococose, histoplasmose. As bacterianas podem ser Staphylococcus sp. , MAC, entre outras.
*As neoplásicas podem ser SARCOMA DE KAPOSI, Carcinoma basocelular e Carcinoma espinocelular.
*As inespecíficas são dermatite seborreica, psoríase, uso de AZT, etc.
FONTE:Condutas em CLINICA MÉDICA (2ª edicao); Norma Arteiro Filgueira, José Iran Costa Júnior e outros.
ResponderExcluirA professora tinha falado sobre o Sarcoma de Kaposi e eu procurei a respeito e encontrei algumas informações interessantes:
ResponderExcluirSarcoma de Kaposi (SK):
É a malignidade mais frequentemente associada ao HIV. É uma neoplasia vascular multissistêmica associada à infecção pelo herpes-vírus humano. A maioria das lesões são palpáveis, assintomáticas e com consistência dura. Lesões violáceas no palato e/ou gengivas são indicativos de SK. Além dessas lesões há também comprometimento visceral em aproximadamente 75% dos pacientes.
FONTE:
Condutas em CLINICA MÉDICA (2ª edicao); Norma Arteiro Filgueira, José Iran Costa Júnior e outros.
*(?) GENTE, eu não sei o que é uma lesão violácea e não sei, portanto, se é semelhante à lesão eritematosa do palato do paciente em questão. Alguém sabe se existe diferença entre LESÃO ERITEMATOSA E LESÃO VIOLÁCEA? E o que vocês acham da possibilidade de ele apresentar esse sarcoma?
Esclarecendo o quadro de diarréia farei algumas colocações com base em um artigo intitulado infecções parasitárias oportunistas em pacientes infectados por HIV com diarréia por nível de imunossupressão, cujo objetivo foi estudar a prevalência de parasitoses intestinais e sua associação com o nível imunológico em paciente infectados pelo HIV.
ResponderExcluirAs infecções gastrointestinais são muito comuns em paciente com HIV e a diarréia é uma apresentação clínica frequênte que ocorre em 30-60% dos casos em países desenvolovidos e em cerca de 90% nos não desenvolvidos e em desenvolvimento.O espectro etiológico inclui bactérias, fungos, vírus e parasitas. Interessantemente, o artigo relata que a presença de parasitas como E. histolytica, G lamblia, A. lumbricóides, S. stercolaris e A. duodenale não é cosiderada oportunista devido à alta frequência destes, especialmente nos países subdesenvolvidos.A estudo utilizou-se de 137 pacientes que tiveram amostras de fezes coletadas e examinadas por microscopia. A presença de parasitas foi comparada à contagem de células CD4. Nos pacientes com contagem de células < 200 células/microlitro, 30 (46%) tiveram parasitas identificados e destes 24 (37%) do tipo oportunistas. Os principais patógenos observados foram os protozoários Cryptosporidium parvum e Isospora belli. O número de infecções deste tipo foi significativamente maior no grupo com menos de 200 cel/ul do que naquelas com número de células mais elevados. O que confirma a predisposição a diarréias (geralmente acompanhada de perda de peso) desses pacientes. Dessa forma, a detecção da etiologia dos patógenos causadores dessas infecções pode ajudar clinicamente na tomada de decisões apropriadas nas estratégias de tratamento
Kulkarni, S.V. et al. Opportunistic parasitic infections in HIV/AIDS patients presenting with diarrhoea by the level of immunesuppression, Indian J Med Research 130, Jujy 2009, pp 63-66.
Complementando o comentário de Luisa sobre o Sarcoma Kaposi, o Harrison mensiona que quando essa condição está associada a transplantes de órgãos e à infecções pelo HIV, ambas as situações com estado de imunossupressão tem-se um o SK como uma doença oportunísta. Sua patogenia envolve a proliferação excessiva de células fusiformes possivelmente de origem vascular, que exibem características de células endoteliais e/ou de musculares lisas. Fatores como a liberação excessiva de citocinas durante a ativação imune, persistente na Aids, estão associados ao crescimento do Sarcoma
ResponderExcluirHarrison Medicina interna, Doenças causadas pelo vírus da imunodeficiência humana: AIDS e distúrbios relacionados, cap.128 - 17ª edição. - Rio de Janeiro:McGraw-Hill, pg.1162, 2008
Um pouco mais sobre métodos laboratoriais de dignóstico:
ResponderExcluirEm termos de diagnóstico sorológico de infecção
pelo HIV, o Ministério da Saúde do Brasil preconiza que seja realizado o ELISA, em duplicata, como método de triagem, e um outro método como teste confirmatório de positividade, que pode ser a aglutinação de partículas de látex, ou a Imunofluorescência Indireta, na dependência das condições do laboratório.
O ELISA tem como princípio a captura de anticorpos, porém com antígenos
específicos do HIV, previamente separados eletroforeticamente.
Como Luciana comentou no início a PCR-quantitativo é um teste de amplificação do genoma do HIV em especial para o
diagnóstico de infecção pelo HIV-1. A PCR-RNA qualitativo consiste na quantificação do RNA viral que, no sangue, pode estar associado
às células, sob forma de provírus integrado ao genoma celular, mas aparece, também, sob a forma livre(virion infeccioso), produto da replicação ativa do vírus.A carga viral corresponde à quantidade de vírus replicativo ou latente presente em um indivíduo infectado.
MACHADO AA & COSTA JC. Laboratory methods for the diagnosis of human immunodeficiency virus (HIV)infection. Medicina, Ribeirão Preto, 32: 138-146, apr./june 1999.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirElisabeth Kubler-Ross, autora de "Sobre a Morte e o Morrer", considera que, ao tomar conhecimento de ser portador de uma moléstia fatal, o ser humano passa por cinco diferentes estágios com relação à sua atitude diante da morte.
ResponderExcluirO primeiro estágio seria o da negação e do isolamento. Nesse momento, o paciente nega sua doença ou a gravidade de seu quadro. A negação por vezes cumpre a função de um amortecedor que entra em ação com o choque da notícia sobre a doença, e possibilita que o paciente se recobre e mobilize outras defesas para encarar o seu diagnóstico.
O segundo estágio, o da ira, é caracterizado pela revolta, inveja e ressentimento. Sua mais clara manifestação se dá com a pergunta: "Por que eu?". Nesta fase, a pessoa é bastante hostil com quem quer que esteja por perto.
Um período de barganha seria o terceiro estágio. Nesta fase o indivíduo se entrega a promessas, em troca de mais tempo de vida. As barganhas, dirigidas comumente a Deus, têm por base sentimentos de culpa. Cada vez que se supera um período que tenha sido "pedido" na barganha, o sentimento de culpa se intensifica e novas promessas, geralmente de cumprimento impossível, são feitas.
O estágio da depressão seria o quarto, e se refere ao momento em que o paciente sofre com a idéia do afastamento das pessoas e das atribuições que desempenha ou desempenhava. Esse é um momento preparatório para o quinto e último estágio, o da aceitação.
Durante a fase da aceitação geralmente os familiares precisam de mais ajuda do que o paciente em questão. Este período é geralmente caracterizado por uma diminuição no leque de interesses. É uma fase na qual há um desejo, mesmo que não explícito, de morrer, ou viver o que ainda lhe resta em paz. Nessa fase o paciente muitas vezes se dedica à tentativa de que seus familiares mais próximos se adaptem à sua falta.
As pessoas que alcançaram o estágio da aceitação têm muito a nos ensinar, pois sua lucidez já não é mais abalada pelas aflições e medos que, muitas vezes, ofuscam nossa capacidade de discernimento, principalmente no que diz respeito às questões do fim da vida, pela angústia que despertam.
Fonte: http://www.portalmedico.org.br/revista/bio1v1/aidsataq.html
As manifestações orais mais comuns nos pacientes soros positivos são: infecções de origens fúngicas como a candidíase; infecções bacterianas: GUNA (Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda), gengivite e periodontite; infecções virais: herpes simples, varicella zoster, papiloma vírus, leucoplasia pilosa; manifestações de origem desconhecida: estomatite aftosa recorrente e aumento das glândulas salivares; doenças neoplásicas: Sarcoma de Kaposi.
ResponderExcluirA candidíase é uma infecção fúngica causada pela cândida albicans. O desenvolvimento da candidíase bucal ocorre em 20 a 90% dos indivíduos com infecção pelo HIV em algum estágio da doença, aumentando a sua prevalência com o evoluir da mesma, portanto constitui um sinal clínico importante de diagnostico bem como indicador da evolução da doença. Dentre as lesões causadas por fungos, a candidíase é uma das que merecem redobrada atenção, pois age como um verdadeiro sinalizador da evolução da doença e até do seu prognóstico.
A candidíase manifesta-se de muitas maneiras podendo notar-se áreas brancas elevadas, coaguladas e que aparecem freqüentemente agrupadas. A mucosa pode adquirir vários aspectos de acordo com o tipo: pseudomembranosa, eritematosa ou hiperplásica. Destes, o tipo mais comumente encontrado é o eritematoso, característico de pacientes portadores do HIV, caracterizado clinicamente por uma coloração vermelha.
Quanto ao Sarcoma de Kaposi, complementando Luisa, SCULLY et al (1991) salientam que o descobrimento do sarcoma de Kaposi na boca de pessoas que não estejam recebendo tratamento imunodepressor, é agora, sinal patognomônico de AIDS. Os autores afirmam que o sarcoma de Kaposi está presente no palato com maior freqüência e apresenta-se com coloração avermelhada, azulada ou de nódulos roxos, podendo estar associado a ulcerações.
fontes:
ResponderExcluirhttp://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=31
http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=333
JULIANA DIAS
ResponderExcluirSobre linfometria de células T eu não achei uma definição completa, mas acredito, pelo que eu li nas pesquisas,que seja a pesquisa do número total de células T.
Um pouco mais sobre o PCR quantitativo para HIV: Eu achei que o RNA do vírus é tratado com transcriptase reversa para que o DNA seja transcrito. O DNA é então ampificado (usando-se primers únicos no genoma viral). Após a amplificação os seguimentos de DNA ligam-se ao recipiente e podem então ser visualizado. Isso permite a quantificação de vírus.
JULIANA DIAS:
ResponderExcluirCom relação as doenças oportunistas, encontrei as mais frequentes:
*infecções causadas por vírus: citomegalovírus, herpes simples,Epstein- barr
*infecções causadas por bactérias: Mycobacterium, avium-intracelulare, mycobacterium tuberculosis, salmonella.
*infecções causadas por fungos: candidíase da boca e do esôfago, criptococose, histoplasmose, coccidiomicose.
*infecções causadas parasitas: toxoplasmose, criptosporidiose.
*infecções causadas por neoplasias: linfoma de Hodkin, sarcoma de Kaposi.
JULIANA DIAS:
ResponderExcluirFalando um pouco sobre a instalação das doenças oportunistas, o vírus HIV (vírus humano de imunodecifiência) destroem os linfócitos T, diminuindo a imunidade celular no paciente e aumentando as chances do paciente de contrair doenças oportunistas, que podem ser de baixa virulência para imunocompetentes, mas são altamente perigosos para pacientes imunodeprimidos, como os portadores de HIV.
Complementando um pouco o que Carol ja falou sobre as possiveis causas das lesões bucais,li sobre as apresentações da candidiase oral que pode ser subdividida em:
ResponderExcluir1.pseudomembranosa : começa com pontos esbranquiçados que se unem formando uma pseudomembrana de cor esbranquiçada e fundo eritematoso.É a forma clássica,essas pseudomembranas podem ser removidas deixando a amostra o fundo eritematoso,o que deve acontecer no caso do paciente pois por ser medico deve realizar uma boa higiene bucal removendo tais pontos esbranquiçados.
2.artrofica aguda :evolução da anterior com eritema no dorso da lingua.
3.Hiperplasica Cronica-placas de coloração também branca de contorno eritematoso,principalmente nas bochechas,lingua e labios a diferença da pseudomembranosa é que essas placas sao fortemente aderidas as mucosas.
4.queilite angular e candidosica - maceração/fissuras nas junçoes do labio inferior e superior (canto da boca)
5.Lingua negra pilosa:enegrecimento e hipertrofia das papilas anteriores ao v da lingua.acredita-se que pode ser causada por outros agentes também.
Fonte:
Fundamentos Clínicos e Laboratorias da Micologia Médica
CURIOSIDADE estresse x imunidade
ResponderExcluirO estresse crônico esta relacionado a diversas patologias como distúrbios cardiovasculares,metabólicas,gastrointestinais,distúrbios no crescimento,reprodutivas(amnorreia,abortos,impotência),infecciosas,reumáticas,depressão e até mesmo o câncer.O estresse pode ser físico (ex.correr maratona) ou psicologico onde mecanismo cognitivos ativam o sistema nervoso central (ex.FAZER EXAMES NA ESCOLA!)
Segundo o artigo que li o estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal:
a hipófise anterior libera o hormônio ACTH, que induz a liberação de cortisol – principal hormônio regulador do sistema imunológico pois o cortisol se liga a receptores do linfócitos provocando:
• distribui leucócitos pelos tecidos
• diminui proliferação linfocitária
• diminui fagocitose
• altera produção de citocinas
• reduz produção de anticorpos
• reduz atividade natural killer
No artigo há vários pontos interessantes,como curiosidade fica aqui o site para quem quiser dar uma olhadinha http://www.dbm.ufpb.br/~marques/Artigos/Estresse.pdf
RESULTADO DOS EXAMES
ResponderExcluir1. PCR quantitativo para HIV (Carga viral): 150 mil cópias
2. Linfometria: Linfócitos T CD4: 65 Cél/mm3
Linfócitos T CD8: 260 Cél/mm3
3. Coproparasitológico de fezes 03 amostras seriadas:negativo
4. Coprocultura: flora normal(negativo para salmonela e fungos)
5. Pesquisa para Criptosporidium, Isospora belli e Microspora :
-negativa
-Colonoscopia + Biópsia de colon: colón de aspecto hiperemiado com atrofia da mucosa colônica, ausência de lesões granulomatosas e ou ulcerações.o
6. lesões do palato raspado de mucosa oral: presença de levedura compatível com Cândida sp
Com base nos resultados, qual o diagnóstico mais provável do paciente?
ResponderExcluirPara levar para o fechamento:
ResponderExcluir-qt a fisiopatologia da diarréia, o que causa essa perda de eletrólitos e a evacuação mais frequente, existe um mecanismo básico?
-Vocês viram o que é doença definidora de AIDS?
Esse termo pode ser usado para auxiliar na introdução de tto TARV?
-Se o virus é RNA e a reacao em cadeia da polimerase (PCR) necessita sempre de uma fita molde de DNA como é feita essa PCR, tem outro nome?
- Para mulher grávida soropositiva sem indicação de tratamento é realizada a TARV profilática com qual(is) medicamentos?
- Foi discutido sobre a negação da doença, como se deve conduzir o paciente nesse caso?
- A linfometria é específica para linfócitos T totais? Tanto duplo positivos, como linfocito T gama delta?
- A mutação no hospedeiro pra CXCR5 pode constituir uma proteção contra o virus, como poderiamos desenhar uma droga a partir dessa informação?
Patricia Moura
Vi que existem três mecanismos basicos causadores da diarréia.
ResponderExcluirDIARRÉIA SECRETORA: intenso movimento de água e eletrólitos para luz intestinal. Se a capacidade absorvedora do colon for ultrapassada em função do grande volume desta secreção, instala-se um estado de diarréia.
DIARRÉIA OSMÓTICA: o fenômeno encontrado é a retenção de substâncias solúveis dentro da luz intestinal. Existem três tipos: ingestão de substâncias solúveis não absorvíveis, defeito no transporte ativo de solutos e eletrólitos e defeito na digestão de nutrientes.
O mecanismo conhecido como produtor de diarréia é o da inibição do processo ativo de absorção de um determinado íon com conseqüente não absorção de água. Outro defeito de transporte é a não absorção de sódio pelo mecanismo de troca de Na+/H+.
DIARRÉIA MOTORA: alterações da motilidade intestinal com redução do tempo de trânsito intestinal, levando a diarréia por redução da absorção de água conseqüente à redução do tempo de contato.
www.sistemanervoso.com/pagina.php?...
ResponderExcluirnessa pagina tem algumas imagens e esquemas interessantes!
Nos resultados dos exames do paciente vi que ele tem um atrofia na mucosa do colon. Logo, provavelmente a diarréia do paciente é do tipo motora.
ResponderExcluirO intestino grosso é responsável pela absorçao de aproximadamente 20% dos liquidos ingeridos. Assim, uma deficiencia nessa absorção geraria uma diarreia pelo excesso de liquidos que não é absorvido pela mucosa atrofiada.
Na minha opinião o paciente pode apresentar SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL(distúrbio na motilidade intestinal não associado a alterações estruturais ou bioquímicas) tem com causas presentes no paciente: resposta ao estresse, infecções, processos inflamatórios, depressão e ansiedade. O paciente deve receber orientação alimentar no sentido de ter uma alimentação saudável e em horários regulares.
*Alguém concorda com o minha opinião?
HIV(vírus da imunodeficiência humana)é o causador da AIDS,porém muitos individuos podem conviver com o vírus sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença.
ResponderExcluirPara se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo vírus, ter um acontagem de linfócitos TCD4 menos que 200 céluas/mm3 ou apresentar uma das doenças definidoras como: Candidíase pulmonar ou traqueal, Candidíase de esôfago, Câncer de colo uterino invasivo,Coccidioidomicose disseminada,Criptococose extra-pulmonar...(doenças tipicas de pacientes com imunosupressão)
Como já foi cometado por Luis, a taxa de linfócitos para diagnostico de AIDS é a mesma para indicação de tratamento com antiretroviral.
www.mdsaude.com/.../sintomas-hiv-aids-sida.html
http://www.aids.gov.br/pagina/o-que-e-hiv
Achei um artigo bem interessante sobre o gene CXCR5 pelo que eu entendi tal gene é fruto de uma deleção.O gene ''normal'' expressa uma proteina que esta envolvida na entrada no virus na celula logo com essa deleção e a produção de uma proteina ''defeituosa'' o hiv nao consegue entrar dentro da celula (homozigose/contaminaçao com pouca quantidade de virus) ou retardaria o progresso da doença(heterozigotos/contaminaçao com muito virus como numa transfusao)
ResponderExcluirDiante disso EU acho que uma possivel droga seria de atuação no DNA,com enzimas bloqueadoras de determinado gene ou entao enzimas que podem clivar sitio especifico provocando uma deleção.Enfim acho que a atuação seria com intuito de diminuir esses receptores que são necessarios para a entrada do virus na celula.
O artigo que encontrei explica bem a questão do gene mas não entra na parte de possiveis tratamentos portanto o que escrevi a respeito disso é o que eu acho que pode acontecer,vocês concordam comigo??
DETERMINAÇÃO DO POLIMORFISMO DE Δccr5 E
COMPARAÇÃO COM A DISTRIBUIÇÃO DE
FREQÜÊNCIAS ENCONTRADAS EM INDIVÍDUOS
INFECTADOS PELO HIV-1 NA POPULAÇÃO DE
PERNAMBUCO
http://www.liber.ufpe.br/teses/arquivo/20050308135729.pdf
A respeito da TARV em gestantes:
ResponderExcluirOs medicamentos indicados por atravessarem a barreira placentária são zidovudina (AZT), a lamivudina e a nevirapina. A zidovudina é indicada para estar presente em qualquer esquema terapêutico e deve ser iniciada na 14 semana de gestação e continuar durante/depois do parto até o clampeamento do cordão umbilical.No caso de uma paciente soropositiva sem indicação de tratamento inicar com dito anteriormente após a 14 semana zidovudina oral (300mg a cada 12hs). Quando os resultados estiverem disponíveis, a mulher deverá ser
reavaliada, permanecendo em uso da zidovudina isoladamente ou iniciando TARV combinada, a depender dos resultados de TCD4+ e carga viral.A terapia combina seria com a adição de nelfinavir e a nevirapina a escolha depende de vários fatores como carga viral da paciente,idade gestacional,grau de imunossupressão da gestante entre outros.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestante2.pdf
Em relação ao diagnostico como exposto por Luisa anteriormente acredito que seja AIDS em fase sintomática
ResponderExcluirSabe-se que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) foi inicialmente considerado causa dos sintomas intestinais em pacientes HIV com ausência de patógenos causadores de diarréia. É comum em pacientes HIV/AIDS o encontro de apoptose, abcessos, atrofia das vilosidades, má absorção e digestão. A presença da diarréia patógeno-negativa depende de extensa investigação diagnóstica e da definição de diarréia.
ResponderExcluirDestarte, a etiologia do processo diarréico na AIDS é variável, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos, protozoários e helmintos4, assim como pelo próprio HIV que determina efeitos diretos sobre a mucosa intestinal, produzindo a enteropatia da AIDS.
Muitas espécies de enteroparasitas passaram a ter importância como agentes potencialmente patogênicos para os pacientes infectados com o HIV, principalmente nos doentes com número de linfócitos T CD4 menor que 200 células/mm3.
Parasitas intestinais como o Cryptosporidium parvum, assumem lugar de destaque causando doenças graves nestes pacientes, destacando-se ainda microsporídiose e isosporíase. Bactérias e fungos leveduriformes principalmente espéciesdo gênero Candida são também apontados como agentes de diarréias. Algumas fontes, afirmam que a prevalência de Candida sp em pacientes HIV/AIDS varia de 7,6% a 39,1%.
Devido ás condições socioeconômicas os países subdesenvolvidos e as nações em desenvolvimento como o Brasil apresentam maior contingente de casos de parasitoses intestinais tanto em imunodeprimidos quanto em imunocompetentes7.
A incidência de infecções hospitalares por fungos tem aumentado substancialmente nas últimas décadas acarretando altos índices de mortalidade que atingem até 60% dos óbitos por infecções hospitalares. Até alguns anos atrás Candida albicans era a espécie de maior interesse clínico, contudo, paralelamente ao aumento geral das candidemias observou-se aumento das infecções de corrente sanguinea por espécies de Candida não-albicans, sendo Candida parapsilosis e Candida tropicalis os patógenos mais importantes. As razões para essa inversão no padrão de distribuição das espécies pode estar fortemente relacionadas com o potencial de virulência destes microrganismos e ao uso profilático e empírico de drogas antifúngicas.
Uma das principais causas de infecção por leveduras nos pacientes hospitalizados pode ser de origem endógena associada ás condições em que este paciente se encontra (pacientes internados em unidades de terapia intensiva, submetidos á procedimentos invasivos, entre outros). Entre os patógenos entéricos, a Escherichia coli foi reconhecida como sendo fortemente associada com a diarréia persistente. Além disso, pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana apresentam um grande risco de contrair salmoneloses quando comparados à população em geral. Devido à dificuldade de erradicar infecções causadas por Salmonella em pacientes portadores de HIV/AIDS o longo tratamento com antibióticos é justificado.
...
ResponderExcluirA diarréia é relatada como um importante problema clínico nos pacientes HIV que leva a uma progressiva deterioração do quadro clínico e piora na qualidade de vida deste. A alteração da lâmina própria intestinal predispõe estes pacientes às infecções entéricas; como resultado, estes são suscetíveis a níveis baixos de alguns patógenos, que produziriam somente infecções assintomáticas ou suaves em pessoas saudáveis. A incidência de Escherichia coli e Salmonella paratyphi pode estar associada a episódios de diarréia, que debilitam ainda mais a saúde do paciente portador de HIV/AIDS. Nossa avaliações mostraram elevada prevalência de Escherichia coli nesta população o que poderia estar contribuindo para diarréia crônica e até o desenvolvimento de outros patógenos.
Entre os diversos processos oportunistas que podem acometer os pacientes, as infecções parasitárias têm um papel de destaque na evolução de sua história natural. Embora as parasitoses intestinais não estejam diretamente relacionadas com a mortalidade nesses pacientes, os parasitos intestinais contribuem de forma significativa para a morbidade, através de quadros de desnutrição crônica e emagrecimento. Isso agrava ainda mais a imunossupressão, acelerando o curso da doença e, em última instancia a morte desses pacientes, geralmente motivados por outros processos oportunistas associados.
Vale ressaltar, ainda - que
muitos pacientes têm diarréia de pouco volume que é controlada espontaneamente ou com um agente antimotilidade, resposta esta que concorda com a síndrome do colon irritável.
Concordo,portanto, com o questionamento lançado por Johany.
Fonte:
Enteropatógenos relacionados à diarréia em pacientes HIV que fazem uso de terapia anti-retroviral
PUPULIN, A.R. e Colaboradores. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 42(5):551-555, set-out, 2009
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirHIV e Gestantes:
ResponderExcluirDe acordo com as Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes do Ministério da Saúde,
as gestantes infectadas pelo HIV deverão sempre receber profilaxia com drogas antiretrovirais com o objetivo de reduzir a transmissão vertical. A recomendação de tratamento, e não apenas de profilaxia, irá depender de critérios clínicos e laboratoriais.
Assim, a zidovudina (AZT), sempre que ossível, deverá fazer parte de qualquer esquema terapêutico que venha a ser adotado para a gestante portadora do HIV.
O uso de profilaxia com zidovudina oral deve ser iniciado a partir da 14ª semana de
gestação e continuar durante o trabalho de parto e parto até o clampeamento do cordão imbilical.
fonte:
Recomendações para Profilaxia da Transmissão
Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em
Gestantes.
Ministério da Saúde – CN–DST/AIDS
2004.
Algumas Observações:
ResponderExcluirOs esquemas anti-retrovirais combinados utilizados na gestação devem conter sempre que possível, zidovudina e lamivudina, associados a nelfinavir ou nevirapina. A escolha entre o nelfinavir e a nevirapina deverá considerar a idade gestacional, o grau de imunodeficiência materna, a magnitude da carga viral,o potencial de adesão ao acompanhamento clínico e ao uso dos medicamentos.
O nelfinavir é o mais indicado em idades gestacionais inferiores a 28 semanas e para mulheres com imunodepressão mais acentuada. Por outro lado, a nevirapina, atravessa melhor a barreira placentária e deve ser considerada nos casos de início de TARV em idade gestacional avançada.
Entretanto, a fraca barreira genética dessa droga, para o desenvolvimento de mutações
que conferem resistência a toda a classe dos inibidores de transcriptase reversa não
nucleosídeos atualmente disponíveis, tornam seu uso arriscado em pacientes com carga
viral elevada e/ou baixo potencial de adesão.
...
ResponderExcluirPor fim, pacientes virgens de tratamento anti-retroviral, não deverão fazer uso de esquemas que utilizem de forma combinada, drogas pertencentes as três classes de anti-retrovirais (inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos, inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos e inibidores de protease).
Nevirapina só deverá ser empregada em terapia tripla, pois sua administração como
monoterapia implica no desenvolvimento de resistência viral em proporção significativa
dos pacientes expostos.
Ademais,estudosexpeimentaisdemonstraramefeitos teratogênicos e/ou embriotóxicos graves associadosao EFAVIRENZ(EFV) e HIDROXIUREIA. A apresentação oral do amprenavir, que contém propilenoglicol, pode induzir acidose lácticagrave com risco fetal, deficiência na ossificação e alteraçõestímicas. Esses anti-retrovirais são, pois, contra-indicadosna gestaçãoe devem ser utilizados com precauções nas mulheresem idade fértil.
Vale ressaltar que também deve ser evitado, à gestante, o indinavir(IDV), porque apresenta um risco levado de hiperbilirrubinemia e nefrolitíase,e a associação d4T(estavudina)/ddI(didanosina) pelo risco de acidose lactica, esteatose hpática e pancreatite.
fonte:
Recomendações para Profilaxia da Transmissão
Vertical do HIV e Terapia Anti-retroviral em
Gestantes.
Ministério da Saúde – CN–DST/AIDS
2004.
Quanto à negação e à atitudedo médico diante dessa situação:
ResponderExcluirPenso que- primeiro de tudo - é importante trabalharmos alguns "(PRE)CONCEITOS" construídos aolongo de nossas vidas, pois ainda há muitos estigmas relacionados aos indivíduos contaminados com o HIV.
Pode-se pensar que não,mas o modo como o(a) médico(a) "enxerga" um paciente com HIV/AIDS influencia diretamente na dinâmica da clínica.
É por isso que a Dra.Elisabeth Kubler-Ross,citada anteriormente por Luís, afirma que o(a) médico(a)não consegue contribuir quando um paciente nega a sua doença,porque o (a)próprio(a) medico(a) - incosciente ou conscientemente- não oferece segurança ao paciente quanto à terapêutica. Ou seja, é o estigma da morte que ronda os pacientes com HIV e que- sem perceber ( basta apenas um simples franzir de sobrancelhas) o médico ou a médica passa a imagem de que o paciente está - litealmente - condenado!!!
Assim, urge descontruímos a ideia de que o paciente é terminal; vale lembar também que não nos cabe nenhum juízo de valor quanto ao modo como o paciente se infectou.
ResponderExcluirE-principalmente - sabermos que não conseguimos realizar nada sozinhos.Destarte, é imprescindível termos o apoio de outros profissionais da área de saúde para conseguimos à adesão do paciente ao tratmento e trabalhar a negação existente.
Caberá,portanto, uma boa e longa escuta dos temores e motivos que o paciente apresenta para negar a doença e não aderir ao tratamento.Orientá-lo quanto aos benefícios do tratamento,mas também devemos esclarecer quanto àslimitações,para não parecermos mentirosos. Esclarecer que é possível conviver com o HIV.
Todavia,só conseguiremos êxito nessa empreitada - ratificando o que já foi dito - se retirarmos a "capa" de preconceitos que "vestimos" quanto ao HIV/AIDS e outros estigmas.
É impresncindível que trabalhemos em equipe multiprofssional para poder encaminhar o paciente a outros profssionais mais habilitados a lidar com a dinâmica da negação/aceitação.
Assim, Adesão passa a ser entendida como o estabelecimento de uma atividade conjunta na qual o paciente não é um mero seguidor da orientação médica, mas entende e concorda com a prescrição recomendada. Nessa perspectiva, adesão deve ser compreendida como um processo dinâmico, multideterminado e de corresponsabilidade entre paciente e equipe de saúde.
Atualmente, apesar dos esquemas terapêuticos estarem mais simplificados, com a disponibilidade de combinações de medicamentos cujo uso é mais fácil, permanecem vários desafios para a adesão ao TARV que requerem o envolvimento de todos: paciente, equipe de saúde, família e demais pessoas da rede social de apoio. Ademais, é fundamental considerar que, até o presente momento, o TARV é um tratamento para toda a vida, que pode trazer efeitos secundários para muitos pacientes, e que a enfermidade ainda não tem cura. Isso torna necessário uma atenção especial na preparação dos usuários ao iniciar o tratamento, a fim de que seus benefícios sejam compreendidos e que este assuma um significado positivo na vida da pessoa HIV+. É fundamental, ainda, que seja desenvolvida uma estrutura de seguimento e de apoio psicossocial para o paciente ao longo do tratamento, uma vez que os níveis de adesão tendem a diminuir após períodos prolongados de uso de medicamentos.
Fonte:/
Monitoramento e avaliação da adesão ao tratamento antirretroviral para HIV/aids: desafios e possibilidades
Polejack,L.;Seidl,E.M.F.
Ciência & Saúde Coletiva, 15(Supl. 1):1201-1208, 2010
Kubler-Ross,E. Sobre a Morte e o Morrer.SãoPaulo.Martins Fontes,2007.
Embora não esteja listado como objetivo, o texto abaixo serve como curiosidade, bem como levanta alguns pontos intrigantes:
ResponderExcluirA terapia anti-retroviral tripla de alta potência (TARV), popularmente conhecida como “coquetel”, modificou radicalmente o curso clínico da aids e o perfil da epidemia.
O acesso livre e universal à TARV, estabelecido pelo governo brasileiro em 1996, inaugurou
uma nova fase: as pessoas vivendo com aids (PVA) passaram a ter alternativa às “sentenças
de morte” decretadas ao longo dos anos oitenta.
De fato, a introdução da TARV provocou grande redução na mortalidade, diminuição da freqüência e duração de internações hospitalares e também um aumento significativo na sobrevida.
Foi também a partir do surgimento da TARV que a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a incluir a aids na categoria das “condições crônicas”, enquanto doença tratável e clinicamente “manejável”. A aids deixou, então, de ser concebida, em termos biomédicos, como uma doença aguda e passou a ser classificada como crônica.
Neste novo cenário, novas questões emergiram; entre elas, os efeitos colaterais do uso prolongado da TARV, particularmente uma síndrome caracterizada por redistribuição anormal da gordura corporal, alterações no metabolismo glicêmico, resistência insulínica e dislipidemia,
chamada de síndrome lipodistrófica do HIV.
...
...A síndrome lipodistrófica do HIV pode manifestar-se como lipodistrofia, um distúrbio na distribuição da gordura corporal, com acúmulos de gordura que podem aparecer na região
ResponderExcluirabdominal, na parte posterior do pescoço e na região peitoral; ao lado da perda de gordura na
face, braços, pernas e nádegas.
O Brasil é o primeiro país a oferecer gratuitamente cirurgias reparadoras para doentes de aids
que apresentarem um “grau de severidade de lipodistrofia”.
Desde dezembro de 2004, a portaria no 2.582 do SUS incluiu oito procedimentos de
intervenção cirúrgica: lipoaspiração de giba (gordura acumulada na base do pescoço), lipoaspiração da parede abdominal, redução mamária (retirada de glândulas e/ou tecido gorduroso acumulado na região mamária), tratamento de ginecomastia (aumento das mamas), lipoenxertia (aspiração de gordura de uma área doadora do paciente e depois transplantada para a região glútea), reconstrução glútea (feita com aspiração de gordura do próprio paciente ou com implante de próteses de silicone), preenchimento facial com tecido gorduroso e preenchimento facial com polimetilmetacrilato (PMMA).
Fonte:
Transformações da “aids aguda” para a “aids crônica”: percepção corporal e intervenções cirúrgicas entre pessoas vivendo com HIV e aids
Alencar,T. M. D. e Colaboradores.Ciência & Saúde Coletiva, 13(6):1841-1849, 2008
JONH KERLLE:
ResponderExcluirSabe-se que a reação em cadeia pelapolimerase (PCR) é uma técnica in vitro que permite a amplificação de uma região específica do DNA que fica compreendida entre duas regiões de uma sequencia conhecida do DNA. É uma técnica potencialmente sensível,possibilitando detectar até uma única molécula de ácido nucléicom pois o método amplifica milhaes de vezes o trecho do DNA alvo, com o uso de uma enzima termoestável.
Assim, O objectivo da PCR é produzir uma quantidade apreciável de um segmento específico de DNA a partir de uma quantidade mínima. O DNA molde sofre uma amplificação controlada por enzimas, obtendo-se milhões de cópias do fragmento de DNA de interesse. O molde pode ser qualquer forma de DNA de cadeia dupla, como o DNA genómico: pode usar-se uma gota de sangue, um fio de cabelo, uma célula do epitélio oral, um blastómero… ...
jonh kerlle
ResponderExcluir...Logo, A PCR é frequentemente utilizada na detecção de polimorfismos, mutações pontuais e infecção por microorganismos bacterianos ou virais antes da exteriorização patológica da sua presença. É particularmente importante na detecção da AIDS, pois consegue detectar o vírus HIV nas primeiras semanas após a infecção e mais rapidamente do que o método normalmente utilizado, o teste ELISA. A PCR procura directamente pelo DNA do vírus enquanto que o teste ELISA é mais indirecto, pois procura anticorpos que o organismo possa ter produzido contra o vírus.
Fontes:
REAÇÃO DE AMPLIFICAÇÃO DE ÁCIDOS NUCLEÍCOS .
CARVALHO, T.T.R.Bol. Inst. adolfo Lutz,ano 16 , n. 1. p. 1 - 48,2006.
jonh kerlle,
ResponderExcluirpessoal, achei este artigo bem interessante:
A candidíase oral é uma das doenças oportunistas mais fortemente associadas à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Vários relatos epidemiológicos enfatizam a prevalência da candidíase em pacientes HIV positivos e ressaltam a sua importância como
marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunodepressão.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada por severa imunossupressão do hospedeiro, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), manifestando-se por uma grande variedade de sintomas e sinais clínicos, muitos deles tendo a boca como sítio dessas manifestações. O espectro das alterações bucais em pacientes HIV positivos é vasto, compreendendo mais de 40 lesões, as quais inúmeras vezes aparecem como as primeiras
manifestações da doença. Verifica-se na literatura que há predominância de alguns tipos de lesões, onde a candidíase entre as diversas apresentações clínicas. Depois temos as doenças
periodontais, a leucoplasia pilosa, o sarcoma de Kaposi e o herpes simples que se situam entre as mais freqüentemente citadas pelos autores A candidíase é uma infecção fúngica devido à
presença de levedura do gênero Candida, o qual é um membro da família Cryptococcaceae; 81 espécies são admitidas no gênero Candida sendo a Candida albicans a mais conhecida e a mais comum. As infecções fúngicas se instalam em grande número de pacientes portadores do HIV, devido às profundas alterações que ocorrem na função imunológica mediada por linfócitos T, com redução da imunidade do paciente. Quanto à freqüência da candidíase oral nos pacientes HIV positivos, há variação entre diferentes relatos, mas pode atingir até 94% dos indivíduos infectados, dependendo do estágio da infecção e da população analisada. Ressaltam a importância da candidíase oral como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunossupressão. A candidíase oral está associada com a xerostomia, severidade da doença, imunossupressão e idade do paciente acima de 35 anos. É caracterizada por quatro subtipos clínicos como: eritematosa; pseudomembranosa; hiperplásica e queilite angular. A forma eritematosa é representada por áreas avermelhadas, localizadas principalmente no palato, língua e mucosa jugal enquanto a queilite angular acomete as comissuras labiais com variados aspectos clínicos, desde os fissurais a ulcerados, associados ao tipo eritematoso ou pseudo-membranoso. A candidíase hiperplásica representada sob a forma de placas ou nódulos esbranquiçados, firmemente aderidas às áreas eritematosas são menos freqüentes e importantes, podendo ocorrer mais na língua e ser confundida com a leucoplasia pilosa .
Fonte:
Candidíase oral como marcador de prognóstico em
pacientes portadores do HIV
Valdinês Gonçalves dos Santos Cavassani1,V.G.S e colaboradores.
REVISTA BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA 68 (5) PARTE 1 SETEMBRO/OUTUBRO 2002
http://www.sborl.org.br / e-mail: revista@sborl.org.br
jonh kerlle,
ResponderExcluirpessoal, achei este artigo bem interessante:
A candidíase oral é uma das doenças oportunistas mais fortemente associadas à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Vários relatos epidemiológicos enfatizam a prevalência da candidíase em pacientes HIV positivos e ressaltam a sua importância como
marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunodepressão.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é caracterizada por severa imunossupressão do hospedeiro, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), manifestando-se por uma grande variedade de sintomas e sinais clínicos, muitos deles tendo a boca como sítio dessas manifestações. O espectro das alterações bucais em pacientes HIV positivos é vasto, compreendendo mais de 40 lesões, as quais inúmeras vezes aparecem como as primeiras
manifestações da doença. Verifica-se na literatura que há predominância de alguns tipos de lesões, onde a candidíase entre as diversas apresentações clínicas. Depois temos as doenças
periodontais, a leucoplasia pilosa, o sarcoma de Kaposi e o herpes simples que se situam entre as mais freqüentemente citadas pelos autores A candidíase é uma infecção fúngica devido à
presença de levedura do gênero Candida, o qual é um membro da família Cryptococcaceae; 81 espécies são admitidas no gênero Candida sendo a Candida albicans a mais conhecida e a mais comum. As infecções fúngicas se instalam em grande número de pacientes portadores do HIV, devido às profundas alterações que ocorrem na função imunológica mediada por linfócitos T, com redução da imunidade do paciente. Quanto à freqüência da candidíase oral nos pacientes HIV positivos, há variação entre diferentes relatos, mas pode atingir até 94% dos indivíduos infectados, dependendo do estágio da infecção e da população analisada. Ressaltam a importância da candidíase oral como marcador da progressão da doença e preditivo para o aumento da imunossupressão. A candidíase oral está associada com a xerostomia, severidade da doença, imunossupressão e idade do paciente acima de 35 anos. É caracterizada por quatro subtipos clínicos como: eritematosa; pseudomembranosa; hiperplásica e queilite angular. A forma eritematosa é representada por áreas avermelhadas, localizadas principalmente no palato, língua e mucosa jugal enquanto a queilite angular acomete as comissuras labiais com variados aspectos clínicos, desde os fissurais a ulcerados, associados ao tipo eritematoso ou pseudo-membranoso. A candidíase hiperplásica representada sob a forma de placas ou nódulos esbranquiçados, firmemente aderidas às áreas eritematosas são menos freqüentes e importantes, podendo ocorrer mais na língua e ser confundida com a leucoplasia pilosa .
Fonte:
Candidíase oral como marcador de prognóstico em
pacientes portadores do HIV
Valdinês Gonçalves dos Santos Cavassani1,V.G.S e colaboradores.
REVISTA BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA 68 (5) PARTE 1 SETEMBRO/OUTUBRO 2002
http://www.sborl.org.br / e-mail: revista@sborl.org.br
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ResponderExcluirJULIANA DIAS:
ResponderExcluirBom, sobre a diarréria, eu achei que nos pacientes com AIDS, elas são frequentes e podem ter múltiplas causas:
- Infecções: Cryptosporidium, Microsporydium, Mycobacterium avium, Cytomegalovírus, giardia, salmonella.
- Anti- virais
- Dieta:muitos pacientes com AIDS desenvolvem intolerância a lactose
- infecção pelo próprio HIV: a diarréia pode ser um resultado direto dos tecidos linfáticos intestinais atingidos pelo HIV
- outras causas: a diarréia pode ser causada pelo sarcoma de kaposi.
- Algumas causas de diarréia foram eliminadas pelos exames, mas o cytomegalovirus e o mycobacterium Avium frequentes causas presentes em pacientes com HIV mais avançados (CD4 menor que 100) ainda nao foram descartados. também é descartada a presença de diarréia por uso de terapia anti- viral, já que o paciente nao faz uso da terapia. O sarcoma de kaposi causa eritema inicial seguidas por placas e nódulos que ulceram e sangram facilmente. Como no exame do cólon não foram observados ulcerações nem sangramentos, presumo que essa hipótese poderia ser descartadas.
JULIANA DIAS:
ResponderExcluirAchei algo muito interessante sobre doença definidora de AIDS. Pelo que eu entendi, uma pessoa tem HIV quando contrai tal vírus. Porém, a pessoa só adquire AIDS quando seu sistema imunológico está tao enfraquecido que a pessoa apresenta doenças definidoras de AIDS.
As doenças definidoras de AIDS mais importantes são:
Candidíase
O cancro do colo do útero (invasiva) Coccidioidomicose, Criptococose, Criptosporidiose Doença por citomegalovírus
Encefalopatia (relacionados com o HIV)
Herpes simplex (infecção grave)
Histoplasmose
Isosporíase
sarcoma de Kaposi
Linfoma (alguns tipos)
complexo Mycobacterium avium
Pneumocystis carinii / Pneumocystis jiroveci Pneumonia (recorrente)
Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva Salmonella septicemia (recorrente)
Toxoplasmose do cérebro
Tuberculose
Síndrome de emaciaçao
-o aparecimento dessas doenças implicam na introduçao de tratamentos anti-virais contra a AIDS
A PCR em vírus de RNA recebe o nome de "reaçäo de polimerizaçäo em cadeia precedida de retrotranscriçäo (RT-PCR)" e uma fita simples de RNA viral é utilizada como fita molde para a transcrição reversa, seguida da amplificação.
ResponderExcluirhttp://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=282581&indexSearch=ID
ResponderExcluirSobre a linfometria (contagem de linfócitos), achei que a contagem pode ser feita por dois métodos: por percentagem e por contagem absoluta. A percentagem células linfócitos T que são CD4 positivas é feita com as medidas pela citometria de fluxo, é um preditor melhor da suscetibilidade à infecção do que do que a contagem absoluta de linfócitos, variando menos de semana a semana. A contagem absoluta de linfócitos é feita pela multiplicação da percentagem de CD4 pelo número absoluto de linfócitos e é mais consistente e acurada como um indicador de suscetibilidade à infecção. Os infectologistas estão mais familiarizados com a contagem absoluta dos linfócitos CD4.
ResponderExcluirFonte:
Patella FJ Jr, Delaney KM, Moorman AC et al – Reducing morbidity and mortality among patients with advanced human immunodeficiency virus infection. N Engl J Med. 1998;338:853-860.
O termo "violácea" se refere apenas à coloração da lesão eritematosa, não tendo maior significado clínico.
ResponderExcluirFonte:
- Niwa ABM, Pimentel ERA. Carcinoma basocelular em localizações incomuns. An Bras Dermatol.
2006;81(5 Supl 3):S281-4.
- Dicionário Digital de Termos Médicos 2007
Organizado por Érida Maria Diniz Leite, enfermeira do Hospital Universitário Onofre Lopes ( UFRN ).
Eu também vi que doenças definidoras de AIDS são um critério importante para iniciar a TARV. Em recente estudo, feito no Reino Unido, alguns pesquisadores propuseram mudanças nas definições de diagnóstico de AIDS levando em conta as doenças definidoras.
Segundo o estudo, "utilizar apenas a contagem de células CD4 por si só não identificava todos os pacientes que morreriam dentro de três meses após o diagnóstico. Apenas um terço dos indivíduos que tinham uma contagem de células CD4 inferior a 50 células/mm3 e 51% dos que tinham uma contagem de células CD4 inferior a 200 células/mm3 teriam sido identificados se fosse utilizado apenas o critério da contagem das células CD4.".
Eles concluíram que a combinação de contagem de células CD4 com características clínicas é uma maneira mais confiável e que permite a identificação de mais de dois terços dos pacientes que morreram durante o estudo.
Fonte:
- site da Sociedade Brasileira de Infectologia - http://www.infectologia.org.br/default.asp?site_Acao=&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=13647
- Late diagnosis in the HAART era: proposed common definitions and associations with mortality. The UK Collaborative HIV Cohort (UK CHIC) Steering Committee AIDS. 24(5):723-727, March 13, 2010.
Lista de doenças definidores de AIDS:
- Câncer cervical invasivo
· Candidíase em esôfago, brônquios, traquéia ou pulmões
· Coccidioidomicose, histoplasmose, criptococose disseminada/ extrapulmonar
· Tuberculose em qualquer local ou outras micobacterioses disseminadas/
extrapulmonares
· Criptosporidiose, isosporáse intestinal crônica (> 1 mês)
· CMV em órgãos além do fígado, baço ou linfonodos e com perda da visão no caso de
retinite
· Encefalopatia relacionada com HIV
· Herpes-simples com úlceras crônicas (>1 mês)
· Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP)
· Complexo demência-AIDS
· Linfoma cerebral primário, linfoma de Burkitt, linfoma não-Hodgkin
· Pneumonia recorrente ou por Pneumocystis carinii
· Sarcoma de Kaposi
· Toxoplasmose cerebral
· Síndrome de emaciação devida ao HIV (perda ponderal involuntária maior que 10% do
peso associada a febre e diarréia ou fadiga há mais de 30 dias, na ausência de causa
detectável, além da infecção pelo HIV).
· Septicemia recorrente por Salmonella
Concordo com a opinião de Luciana sobre uma possível forma de atuação de um medicamento para combater a infecção pelo HIV. Pelo que encontrei, essas drogas são chamadas genericamente de "inibidores de entrada". Algumas drogas estão sendo testadas atualmente: PRO140 (Progenics), Vicriviroc (Schering Plough), Aplaviroc (GW-873140) (GlaxoSmithKline) and Maraviroc (UK-427857) (Pfizer).
ResponderExcluirO problema principal desse tipo de droga é que apesar de o HIV usar principalmente a proteína codificada pelo gene CXCR5, ele não usa APENAS ela. Ou seja, quando há uma inibição dessa "porta" o vírus vai se ligar a outra proteína para conseguir entrar na célula.
Achei um site bem interessante que trata desse tema, entre tantos outros.
http://www.aidsmap.com/resources/Entry-inhibitors/page/1281297/
O livro que falei sobre hiv
ResponderExcluirDepois daquela viagem -Valeria Polizzi
Não é muito grande e a leitura é bem facil...
Palavras da autora: "Pensar e escrever o livro foi um processo de três anos, no qual cresci muito. Em primeiro lugar, tive de trabalhar muitas questões dentro de mim, para depois colocá-las no papel. O intuito era mostrar que as pessoas podem viver com o HIV, para ajudar outros soropositivos como eu. E também mostrar que a AIDS pode acontecer com qualquer um".
"A vida é uma daquelas coisas tão presentes que passa despercebida. Às vezes nós precisamos quase perdê-la, ou achar que está por se perder, para lhe darmos o devido valor e dimensão. E, ainda assim, não conseguimos entendê-la direito", reflete Valéria