Objetivos: - pesquisar os valores de referencia de eosinófilos e igE - pesquisar helmintos que fazem ciclo pulmonar -pesquisar possíveis causas para a urina de aspecto leitoso -pesquisar como ocorre a filtração da linfa -diferenciar o ciclo pulmonar dos vermes com a asma -pesquisar tecnicas de teste de função pulmonar -pesquisar testes laboratoriais mais pedidos para parasitologia e exames complementares para função pulmonarr e urina -pesquisar outras sintomatologias que causam essa simbilancia
Os beta- agonistas promovem o relaxamento da musculatura lisa das vias aéreas, protegem-nas contra inalação de estímulos constrictores e inibem a liberação de acetilcolina pré-formada. Atuam ao se ligar à porção protéica do receptor presente na membrana celular ativando a proteína estimuladora G, que aumenta a síntese de AMP cíclico causando o relaxamento muscular.Os beta-receptores encontrados nos pulmões são predominantemente do tipo beta-2.
JULIANA DIAS: Os valores normais de igE e eosinófilos: Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5% igE: < 0,35kU/L
Quanto aos vermes que fazem ciclo pulmonar, das que nós colocamos: Ascaris, ancilostomose, esquistossomose, tênia, a tênia não faz ciclo pulmonar.
sobre os testes de função pulmonar, achei alguns: -Espirometria A espirometria é um teste que mede quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Este teste pode ser realizado no consultório do especialista; é um exame simples na aparência, mas diversos requisitos precisam ser preenchidos para um teste adequado. O paciente senta-se em frente à maquina de espirometria que é ligada a um computador que mede o volume e o fluxo de ar que passa pela porta de entrada do sistema; o dispositivo tem um bocal de papelão ligado a um filtro descartável que retém partículas e bactérias. O paciente coloca o tubo dentro da boca, e após algumas respirações normais, inala o mais profundamente possível, e solta o ar o mais rápido que pode, por vários segundos, até que o computador assinale que não há mais ar para sair. No mínimo três manobras adequadas devem ser feitas e o melhor resultado é usado para avaliação. - Espirometria após broncodilatador Se a espirometria mostra que os brônquios estão obstrutidos, ou se o doente tem suspeita ou diagnóstico de asma, o teste é repetido após administração de um broncodilatador. -Volumes pulmonares Quando um indivíduo esvazia ao máximo o ar dos pulmões, permanece ainda assim uma quantidade de ar, que, portanto não pode ser medida por um espirômetro. Para medir a quantidade total de ar que os pulmões podem acomodar, um teste denominado “determinação dos volumes pulmonares” pode ser feito. O teste pode ser realizado de vários modos, mas o mais preciso é feito em um aparelho denominado pletismógrafo, que é semelhante a uma cabine telefônica fechada. Dentro do sistema o paciente inala e exala para um tubo. As variações de pressão no pletismógrafo são usadas para calcular os volumes pulmonares. Este aparelho também mede a resistência das vias aéreas à passagem do ar. A medida da Capacidade Pulmonar Total (volume de ar com pulmões cheios) pode mostrar que os pulmões são pequenos (ex. fibrose pulmonares) ou maiores do que deveriam ser como no enfisema. O volume que fica preso no pulmão após uma expiração máxima (volume residual) aumenta precocemente nas doenças que fecham os brônquios. Este aprisionamento de ar é detectado pela medida dos volumes pulmonares. Em portadores de DPOC, quanto mais ar preso nos pulmões, maior é a falta de ar. -Capacidade de Difusão É uma medida da capacidade dos pulmões de transferir gás dos alvéolos para os capilares. O paciente inala uma quantidade muito pequena (segura) de monóxido de carbono. O quanto do monóxido de carbono é captado pelo sangue é medido. Uma diminuição da capacidade de difusão é vista precocemente nas doenças que resultam em fibrose pulmonar e em casos de enfisema. -Teste de broncoprovocação O teste de provocação brônquica avalia quão sensível os brônquios de determinado indivíduo são. Uma espirometria é feita antes e depois de intervalos regulares, após a inalação de doses crescentes de uma substância que contrai os brônquios, tal como carbacol ou metacolina. O teste é seguro e dura de 30 a 60 minutos.
os testes mais pedidos para a detecção de parasitoses, é o exame parasitológico, que seria o exame de fezes, os métodos imunológicos, acompanhados do diagnóstico clínico.
os exames de urina, são basicamente tres tipos: a urinálise tipo 1, a urina 24 horas e a urocultura (mais comum para casos de infecção urinária.
A respeito da sibilancia bilateral:encontrei que os sibilos sao produzidos quando as vias aeras estao estreitadas.Ocorre durante a passagem do ar e o som é semelhante a um assobio agudo.Bilateral provavelmente é porque está presente nos dois pulmoes
Na asma os principais sinais clínicos são dispnéia, tosse crônica, sibilância, aperto no peito ou desconforto torácico, particularmente à noite ou nas primeiras horas da manhã Já as larvas de helmintos que migram para os pulmões determinam um quadro chamado de Sindrome de Loeffler caracterizado por um quadro pneumônico com febre, tosse, dispnéia e eosinofilia. Há edemaciação dos alvéolos com infiltrado parenquimatoso eosinofilico, manifestações alérgicas, febre, bronquite e pneumonia.Se a tosse for produtiva pode expelir sangue e larvas.
http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/016.pdf Parasitologia Humana- Neves
Estava lendo sobre os sintomas pulmonares e vi que tem um outro parasita que é o estagio larval do gênero Echinococcus que seria o cisto hidatico provocando hidatidose.Ele se instala principalmente no fígado e no pulmão onde ocorre um crescimento de tal cisto que pode comprimir brônquios e alvéolos. As manifestações mais relatadas são cansaço ao esforço fisico, dispnéia e tosse com expectoração Parasitologia Humana- Neves
coont. esqueci de dizer que a contaminação é atraves de caes que se infectaram ao comer viceras de animais como ovinos,bovinos,SUINOS,no entanto acho que não é o caso pois a doença não apresenta casos nem no norte nem nordeste sendo predominante no sul do país
Pelo que li a quilúria é a perda da linfa na urina que ocorre devido a ruptura ou fistulização de vasos linfáticos para o interior do sistema excretor urinário. Pode ter varias causas como neoplasia,doenças infecciosas,traumatismos,ma formações.O quadro clinico é acompanhado de astenia e perda de peso corporal que é justificado pela perda urinária de proteínas.No caso do paciente a perda de peso não é tão evidente assim. O aspecto leitoso é devido a gordura que é absorvida da dieta para linfa. Eu vi que a quilúria pode ser divida em quilúria tropical ou parasitaria ou quilúria não tropical ou não parasitaria.A maioria das vezes a quilúria tropical é causada pela Filariose por Wuchereria bancrofti e o rompimento se dá pelo aumento da pressão dentro dos vasos linfáticos dilatados pela doença.Outra causa porém bem mais rara seria a migração ectópica de parasitos intestinais.Outro fator pode ser devido a vermes adultos mortos podem sofrer calcificação no interior dos vasos linfáticos.
Estudando filariose, acabei achando várias coincidências com o caso em questão. Anotei alguns tópicos:
- É uma doença endêmica em áreas como Recife e região metropolitana (PE), Maceió (AL) e Belém (PA). (lembrando que o paciente veio de Belém para Recife)
- Manifestações iniciais envolvem FEBRE (presente no caso) e mal estar.
- Fenômenos alérgicos induzem à patogenia da filariose. Um exemplo típico é a Eosinofilia Pulmonar Tropical (EPT), no qual o paciente apresenta hiperresposta imunológica, com AUMENTO DE IgE e HIPEREOSINOFILIA (presentes no caso).
- A presença de vermes adultos nos vasos linfáticos pode provocar o extravasamento de linfa para as vias urinárias (QUILÚRIA, ou URINA LEITOSA)
- A suspeita de EPT se dá principalmente pela presença de ALTERAÇÕES PULMONARES, EOSINOFILIA SANGUÍNEA e ALTOS NÍVEIS DE IgE TOTAL - todos presentes no paciente.
- Durante a noite, o sangue apresenta um pico de microfilaremia (talvez por isso a tosse NOTURNA).
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
Concordo com a hipótese de Melina e sobre o objetivo "filtração da linfa":
A linfa se origina de um transudato capilar, mas, também pode se formar a partir da absorção intestinal de gorduras. Desta forma, a filtração capilar se dá por pressão hidrostática e ao filtrado se soma os produtos do meio extracelular que apresentam partículas de tamanho variável (como glóbulos de gordura, restos celulares, germes que invadem os tecidos) que ficam impedidas de retornar aos vasos venosos capilares (poros pequenos). Como os poros dos capilares linfáticos são bem maiores estes podem receber partículas de maior peso e tamanho. O material que entra pelos poros linfáticos é veiculado pelos vasos linfáticos em direção ao coração, porém, sempre terá que atravessar pelo menos um gânglio linfático no trajeto, e neste caso vai haver uma filtração do material, retendo partículas como as bactérias e destruindo-as (reação ganglionar linfática ou enfarte ganglionar, que recebe o nome popular de "íngua").Vários fatores podem afetar a dilatação vascular local e, como conseqüência, aumentar a filtração e o volume de líquido que se avoluma entre as células. Entre tais fatores podemos citar o calor localizado, a histamina e o acúmulo de CO2 este último é comum no chamado "choque circulatório"). Desse modo, Nos linfonodos, a linfa é filtrada através de células que fagocitam corpos estranhos ao organismo,como bactérias. Caso os microrganismos sejam patogênicos, podem produzir manifestações inflamatórias nos linfonodos, denominadas ínguas.
Concordo com Mel sobre a Filariose,vi que a pessoa pode possuir o verme adulto que se instala principalmente na região pélvica (membros inferiores e saco escrotal(vasos linfáticos do cordao espermatico),mamas e braços sendo estes dois ultimos menos comum,e pode possuir também as microfilárias que durante o dia permanecem em capilares profundos principalmente do PULMÃO e durante a noite saem para a circulação sanguinea. A doença apresenta 4 tipos de apresentação: 1.assintomatica ou subclinica com danos aos vasos linfaticos e do sistema renal 2.aguda : linfagite retrograda,adenite,mau-estar ,febre estando este último presente no caso com já foi dito por Mel. 3.crônica : linfadema,hidrocele,quilúria (presente no caso),elefantiase. 4.Eosinofilia pulmonar tropical (EPT) cujo os sintomas são identicos ao de asma bronquica o que pode ter levado o médico a tratá-lo com beta agonistas As microfilárias também podem provocar um processo imunoinflamatório. Já os vermes possuem dois tipos de ação: 1.Mecanica :que provoca a estase linfática e o derramamento linfático que quando adcionado ao dano do sistema renal resulta na quilúria. 2.Irritativa : resposta a presença do proprio verme e dos produtos liberados por eles.
Na eosinofilia pulmonar tropical(EPT) ocorre o aumento de IgE,hipereusinofilia,abcessos eosinofilicos com microfilarias além do aparecimento de fibrose intersticial cronica pulmonar,sendo os dois primeiros já presentes,e os dois ultimos provavelmente apareceriam em exames. O paciente apresenta manifestações clinicas agudas e de EPT e a quilúria que ja seria uma manifestação cronica.O que me intriga é ausência de sintomas como linfadema e hidrocele que assim como a quiluria estão presentes na fase cronica. O que vocês acham?
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
Várias causas podem se exteriorizar por tosse e/ou sibilância recidivantes. Anamnese detalhada, exame físico e avaliação laboratorial auxiliam na identificação de um diagnóstico alternativo para asma.
Causas de sibilância e/ou tosse recidivante em lactentes: Asma brônquica, infecções das vias aéreas superiores, aspiração de corpo estranho, displasia broncopulmonar, fibrose cística, anomalias vasculares, insuficiência cardíaca esquerda, massas mediastinais, tuberculose, imunodeficiência, Síndrome de Löeffles, alérgenos poluentes, etc.
Jornal de pediatria: http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S48/port_print.htm
Minha opinião sobre o questionamento de Luciana sobre a ausência de sintomas como linfadema e hidrocele: Eu acho que as manifestações clinicas variam de individuo para individuo, e a progressão da doença também. Ele pode ainda não ter demonstrado esse sintomas por estar numa fase de transição - fase aguda para crônica -. Vou procurar saber se todos esses sintomas são obrigatórios na fase crônica.
Complementando um pouco sobre o que Luciana já havia falado a respeito da quilúria: O diagnóstico é feito pela presença de linfócitos (análise de sedimento urinário).Também pode ser observado presença de microfilárias durante a sedimentoscopia no caso de uma infecção ativa. Através de ultra-sonografia pode observar-se calcificações dependendo do padrão pode se fazer diagnóstico diferencial entre bancroftose (filariose) e tuberculose. No caso da bancroftose, as calcificações causadas por vermes mortos segue o trajeto dos vasos linfáticos renais, já na tuberculose as calcificações são pleomórficas incluindo padrões, granulares, amorfos ou lobulares, pode também ser vista como uma opacificação mal definida.
Gente, como exploramos na aula os exames de diagnóstico para a filariose, eu dei uma pesquisada maior: -exite a pesquisa de microfilárias no sangue periférico, que é feita no perido das 22-24 horas. Pode ser feita pela técnica da gota espessa, onde se colhe o sangue por punção capilar digital. Pela técnica de filtração de sangue em membrana de policarbonato, e quando as microfilarias são ausentes no sangue, podem estar presentes na urina ou líquidos da hidrocele. - As pesquisas de antígenos pelos métodos imunológicos é preferível as de anticorpos. - A técnica do PCR é sensível - Ultra- sonografia para a detecção de vermes adultos principalmente no escroto.
Em estágio avançado da filariose surge a Eosinofilia Pulmonar Tropical que caracteriza-se de uma peculiar bronquite asmatiforme ( crises de tosse noturna),acompanhada sempre de Eosinofilia sanguinea elevada e persistente. Isso acontece porque há reações alérgicas que podem surgir de sensibilizações por parasitos adultos ou das formas larvárias. ((microfilárias – nos pulmões ).
A EPT é uma síndrome causada pela migração de microfilárias de W. bancrofti para o pulmão. Essa migração origina uma doença intersticial pulmonar, e aumento importante de eosinófilos na corrente sanguinea. Essa manifestação resulta de uma exacerbada resposta imunológica.
.A faixa etária mais acometida é dos 20 aos 40 anos, sendo mais comum no sexo masculino. Os pacientes freqüentemente não apresentam microfilárias no sangue periférico. Em alguns casos a imagem de vermes adultos pode ser visualizada, por meio de ultra-sonografia, no sistema linfático
Na tomografia computadorizada do pulmão podem ser visualizadas opacidades reticulonodulares pulmonares, bronquiectasias, calcificação e linfadenopatia mediastinal, aspectos que também contribuem para o diagnóstico, embora não sejam específicos.
A eosinofilia geralmente é superior a 3.000 eos/mm3 e, além disso, ocorrem habitualmente altos títulos de anticorpos circulantes (IgE e IgG). Em geral, os pacientes respondem bem ao tratamento com dietilcarbamazina. Quando evolui para a forma crônica, a EPT é marcada por fibrose pulmonar e doença pulmonar restritiva. Casos atípicos de EPT podem existir
A EPT é apenas uma das várias síndromes causadas pela passagem de diferentes espécies de parasitos pelo pulmão, sendo uma expressão clínica raríssima da filariose, e que geralmente ocorre em pessoas residentes em áreas endêmicas.
É oportuno ressaltar que essa síndrome pode levar o paciente a óbito pelo desenvolvimento de fibrose intersticial pulmonar. Dessa forma, existindo dúvidas quanto ao diagnóstico diferencial em relação a outras síndromes pulmonares eosinofílicas, o teste terapêutico com a DEC se faz imperativo. É importante frisar que corticoesteróides não estão indicados para o tratamento de EPT, por reduzirem o efeito microfilaricida da DEC e por proporcionarem uma melhora passageira com agravamento posterior do quadro clínico.
FONTE: GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E ELIMINAÇÃO DA FILARIOSE LINFÁTICA
Os vermes adultos machos e fêmeas permanecem juntos nos vasos e gânglios linfáticos humanos, vivendo, principalmente na região abdominal, pélvica( atingindo pernas e escroto),mamas e braços. As microfilárias, elimanadas pelas fêmeas, saem dos ductos linfáticos e ganham a circulação sanguinea do hospedeiro. Uma importante característica deste parasito é a periodicidade noturna de suas microfilárias no sangue periférico do hospedeiro. Durante o dia, elas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e durante a noite, começam a aparecer no sangue periférico. Interessante que o pico da microfilaremia periférica, em torno de meia-noite, é o horário preferência do hematofagismo do principal inseto transmissor, a fêmea do Culex. Quando o inseto vetor vai fazer um novo repasto sanguineo, as larvas penetram pela solução de continuidade da pele do hospedeiro (não são inoculadas pelos mosquitos), migram para os vasos linfáticos, tornam-se vermes adultos e,sete a oito meses depois, as fêmeas grávidas produzem as primeiras microfilárias. A microfilária é o embrião, a fêmea grávida faz a postura de microfilárias,sendo que estas se movimentam ativamente na corrente sanguinea do hospedeiro. As larvas são encontradas no inseto vetor e é originária da transformação da microfilária.
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
No caso, o paciente diz que o aspecto leitoso da urina era observado principalmente após as refeições. A linfa perdida na urina quilosa é rica em quilomicrons. É essa substancia que confere a urina o seu aspecto leitoso. Os quilomicrons são formados por lipoproteínas que transportam para o sangue os triglicerídeos e o colesterol. Após uma refeição rica em gorduras os vasos linfáticos intestinais absorvem a gordura que se ligam aos quilomicrons e são enviados então para o sangue.
Os avanços na Medicina vem ajudando o CPqAM no combate à filariose. Entre eles, destaca-se a ultrassonografia, capaz de captar movimentos sugestivos do parasita adulto dentro dos vasos linfáticos, a chamada dança da filária. Por meio desse método, pode-se determinar a localização do verme adulto da filária, sendo possível, quando indicado, a sua retirada através de cirurgia. É possível ainda, através do acompanhamento seriado pela ultrassonografia, determinar a efetividade do tratamento medicamentoso, ou seja, a morte do verme sugerida indiretamente pela ausência dos referidos movimentos nos exames de controle. A ultra-sonografia integrou-se ao armamentário diagnóstico na filariose bancroftiana. Hoje, dispõe-se de uma ferramenta não invasiva para se identificar a presença de vermes adultos vivos. Através do seu uso foi possível verificar-se que, os vermes adultos apresentam movimentos contínuos dentro de um determinado seguimento do vaso linfático. Esse movimento detectado pelo ultra-som denominou-se de Sinal da Dança da Filária. Verificou-se, subseqüentemente, que os vermes têm uma localização determinada em um dado segmento do vaso linfático, não migrando, mesmo sob a ação dos variados estímulos. Pôde-se também observar, posteriormente, que 80% dos indivíduos microfilarêmicos do sexo masculino, sem qualquer queixa urológica, têm parasitos nos vasos linfáticos de localização intra-escrotal.
A ruptura e a conseqüente fistulização de vasos linfáticos dilatados para dentro de qualquer segmento do trato urinário leva ao extravasamento de linfa, que se junta à urina e produz clinicamente o que é denominado de quilúria. Cerca de 80% a 90% da gordura da dieta é absorvida pelos linfáticos lácteos do intestino na forma de quilomícrons*, o que confere o aspecto leitoso à linfa e, conseqüentemente, à urina que contém essas partículas. Esta lipoproteína é sintetizada na mucosa intestinal e transporta a gordura absorvida via canais lácteos, ducto torácico, até o coração direito, ganhando o sistema sangüíneo. A quilúria é normalmente classificada como tropical (ou parasitária) e não tropical (ou não parasitária). Normalmente, o termo “tropical” é usado como sinônimo de quilúria determinada pela filariose bancroftiana, que é endêmica em mais de 80 países e acomete cerca de 100 milhões de pessoas. A ruptura ou fistulização de vasos linfáticos para o interior do sistema excretor urinário dá origem à quilúria, que tem na bancroftose a sua principal etiologia. Pode ser, raramente, também causada por neoplasia, malformação linfática, traumatismo abdominal, assim como outras doenças infecciosas como a tuberculose. Na grande maioria dos casos, o controle da quilúria está basicamente fundamentado na educação e na adequação do paciente a uma dieta hipolipídica/hiperprotéica e rica em líquidos.
Concordo com os comentários anteriores quanto ao diagnóstico de Filaríose, embora saiba que não é objetivo da discussão traçarmos um perfil diagnóstico. Todavia, identificar a patologia como contribui de forma significativa para a pesquisa, no caso em tela a Filaríose. Assim, a Filaríose bancroftiana, uma doença exclusiva do homem, também conhecida como elefantíase, é causada por um nematódio intravascular, Wuchereria bancrofti, transmitido por um mosquito que - na maioria das regiões do mundo , é o Culex quinquefasciatus, conhecido nas áreas endêmicas do Brasil como muriçoca e carapnã. Sabe-se Que as manifstações clínicas da filaríose podem ser derivadas tanto dos vermes adultos quanto das microfilárias. Enquanto os vermes adultos causam lesão, primariamente, no vaso linfático, as microfilárias são imputadas como responsáveis pela produção de manifestações extralinfáticas . Dependendo do sexo e da idade dos indivíduos infectados, os parasitas adultos têm sítios de localizações diferentes. Destarte, na pré-puberdade, o local de predileção são os linfonodos mais periféricos. Nessa idade, os vermes adultos podem ser encontrados em qualquer cadeia de drenagem, desde a submandibular, as axilares e até as cadeias inguinais.
Já na população adulta, masculina e feminina, esse estágio do parasita pode, apenas, eventualmente, ser encontrado em linfonodos. Em mulheres com idade pós-puberal, a localização mais freqüente dos vermes adultos é em linfáticos periféricos que drenam os linfonodos crurais, inguinais, epitrocleanos e mamários, não parecendo haver predileção desses sítios entre si. Em homens com idade adulta, a grande maioria dos parasitas se localiza em linfáticos que drenam o conteúdo escrotal, promovendo o aparecimento de linfangiectasias clinicas ou, apenas, subclínicas. É devido a essa predileção dos linfáticos que drenan o conteúdo intra-escrotal que explica a ocorrência da forma clínica mais prevalente nessa população: a hidrocele testicular. Existe uma outra forma clínica crônica, comum aos dois sexos, a quilúria, o aspecto leitoso da urina que é dado pelo rico conteúdo linfático de quilomicrons, resultantes da absorção de gordura intestinal e pelo conseqüente refluxo para os vasos que drenam e que se rompem para dentro do sistema excretor do aparelho urinário. Dessa forma, a localização do vaso linfático dilatado, roto ou íntegro, influencia no tipo de forma clínica que o paciente irá desenvolver, porque, quando o vaso linfático vai drenar a pele, há o risco de se desenvolver o linfedema, devido à possibilidade de estar mais susceptível a infecções bacterianas secundárias causadas pela disfunção linfática, produzida pela linfagiectasia. Agora quando a linfagiectasia compromete linfáticos de drenagem de segmentos internos do corpo, onde, normalmente, não há bactérias, como ocorre com o conteúdo escrotal e com o trato urinário, a rotura do vaso determina o aparecimento de síndromes de fistulização, como a quilúria e a quilocele.
Vale ressaltar que a rotura ou a fistulização dos vasos linfáticos dilatados para dentro do sistema excretor-urinário leva ao extravazamento de linfa, que se junta à urina, produzindo a quilúria. Sabe-se que em regiões endêmicas a causa mais comum da quilúria é a filariose, apesar da existência de inúmeras etiologias: doenças inflamatórias crônicas como a tuberculose, malformações congênitas podem ocorrer em idades mais precoces após o nascimento, traumatismo abdominal, gravidez, etc. Quando a urina assume um aspecto turvo-esbranquiçado, por piúra ou fosfatúria, ela pode ser confundida com a urina leitosa da quilúria, todavia para a diferenciação, basta deixar a urina em repouso e observa-la após alguns minutos: a urina quilosa permanecerá com aspecto homogêneo, ou seja, não se visualizará uma camada de urina normal e de sedimentos; enquanto nas outras situações haverá uma nítida diferenciação entre o sedimento e o sobrenadante, que assume o aspecto de urina normal. Vale lembrar ainda que, ao mesmo tempo, na quilúria há sempre algum grau de microematúria, resultado da rotura dos vasos sanguíneos nutridores da parede dos vasos linfáticos. Logo, quanto mais clibroso for o vaso sanguíneo, tanto mais importante será a hematúria, que poderá passar a ser macroscópica, conferindo um aspecto rosado ou sanguinolento à urina leitosa, denominando-se de hematoquilúria. O tratamento da quilúria é principalmente clínico, consistindo em dieta hipolipídica e hiperproteica.
Fonte: Dreyer, G. e colaboradores. Filariose bancroftiana. in Condutas em Clínica Médica 2004 Ed. MEDSI.
Uma curiosidade quanto à epidemiologia da filariose: A filariose bancroftiana só foi considerada endêmica no Recife, pelo Ministério da Saúde, a partir de 1952, após a realização de um inquérito de prevalência de microfilaremia em um dos bairros da cidade . Em 1956 concluía-se um outro inquérito de abrangência nacional, conduzido pelo Ministério da Saúde e coordenado por René Rachou. A cidade do Recife foi então apontada como um dos dois focos endêmicos de maior importância no país, ao lado de Belém, no Estado do Pará, com uma prevalência de microfilaremia de 6,9% para a cidade como um todo . A partir de então, foram iniciadas as ações de controle, empreendidas, primeiramente, pelo Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu) e, depois de 1970, pela Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam). No Recife, o Programa de Controle da Filariose esteve sempre fundamentado no tratamento seletivo dos indivíduos infectados e em ações esporádicas de combate ao vetor (Azevedo, 1967; Morais, 1982; MS, 1985). A identificação dos indivíduos infectados, microfilarêmicos, vem sendo realizada através da "busca ativa", isto é, de inquéritos hemoscópicos anuais em bairros da cidade, e da demanda espontânea aos postos de saúde ligados ao Programa de Controle, atividade esta denominada "busca passiva". A partir de 1983, as intervenções de controle passaram a ser realizadas também em Olinda e, a partir de 1989, em outros municípios da área metropolitana do Recife. Isto veio a demonstrar que algumas destas cidades, como, por exemplo, Olinda, Jaboatão e Paulista, são áreas endêmicas de filariose (MS, 1983, 1989). Os relatórios anteriores das instituições responsáveis pelo Programa de Controle descrevem um declínio da endemia em Pernambuco, tendo o índice de lâminas positivas (ILP) para microfilárias decrescido de 6,9%, em 1954, para 1,5%, em 1983. Este fato levou à conclusão de que "a endemia vem sendo controlada de forma satisfatória" (MS, 1985). Um estudo realizado em 1982 já levantava algumas questões em relação a este suposto controle, na medida em que demonstrava que o declínio observado nos índices de microfilaremia, de 1954 até o início da década de 80, não era constatado quando decomposto para os vários distritos da cidade. Além disso, em alguns deles, na realidade, a prevalência havia aumentado ao longo do período (Morais, 1982). O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), da Fundação Oswaldo Cruz, com a colaboração da Organização Mundial da Saúde, desde 1986 vem realizando inquéritos de prevalência da infecção, identificando as áreas de maior endemicidade na cidade. É preciso ressaltar que, em 1990, ano em que o percentual de positividade alcançou 6,2%, só foram efetuadas atividades de busca ativa em 32 bairros, considerados assentamentos populares pela Prefeitura do município. Este inquérito, realizado pelo CPqAM, em convênio com a Sucam e com a Prefeitura da cidade, utilizou procedimentos metodológicos diferentes dos habitualmente empregados pelo Programa de Controle (MS, 1990).
A filariose corresponde a um grupo de doenças associadas a helmintos do filo Nematoda, superfamília Filarioidea. No Brasil encontram se as espécies Wuchereria, Onchocerca, e Mansonella, causando variado espectro clinico-patológico. A denominação "filariose linfática" está relacionada a três parasitos, Wuchereria bancrofti, Brugia timori, e Brugia malayi. Embora a filariose bancroftiana possa ocasionar considerável grau de morbidade, relacionado às formas agudas e crônicas da patologia, a mortalidade é quase nula. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (1992), três bilhões de pessoas vivem em países endêmicos, 75 milhões estão infectadas, entre as quais, 72 milhões por W. bancrofti. A distribuição geográfica da infecção/doença pela W. bancrofti atinge países como China, Indonésia, Índia e países africanos (WHO, 1992). A filariose teria chegado ao Brasil pelo tráfico de escravos; entretanto, os primeiros estudos sobre a doença só vieram a ser efetuados na década de 1940 (Parahym, 1961). O maior número de pesquisas sobre a endemia foi realizado por Rachou que, entre l952 e l957, implementou inquéritos epidemiológicos, identificando focos autóctones em várias cidades, de norte a sul do Brasil (Rachou, 1954, 1957a, 1957b; Rachou et al., 1952, 1957). Focos endêmicos de filariose permanecem nas cidades de Recife, Belém e Maceió. De l954 a l985, o Serviço Nacional de Campanhas de Filariose da Superitendência de Campanhas de Saúde Pública, atualmente Fundação Nacional de Saúde (FNS), realizou vários inquéritos epidemiológicos, incluindo o Recife, afirmando os boletins de 1985 que a endemia estaria controlada no Brasil, pois apresentava índices considerados de "baixa endemicidade" (MS, 1985). Para toda a cidade do Recife a taxa era de 1,5% (MS, 1985). Entretanto, pesquisas posteriores feitas pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fiocruz evidenciaram que a endemia continua a ser um sério problema de saúde pública, havendo grande número de indivíduos expostos, infectados e doentes, com considerável aumento endêmico em extensão e intensidade, e, portanto, número crescente tanto de portadores de microfilaremia como de pessoas com formas agudas e crônicas na área metropolitana (Dreyer, 1987). Admite-se a hipótese de que, em áreas endêmicas de filariose, correspondentes a regiões metropolitanas do Recife, possa haver diferenças no comportamento da infecção/doença devido não só a pecularidades na ocupação de espaço pelas populações, mas, principalmente, em relação às medidas pouco eficazes de controle, historicamente efetuadas em diversas áreas, que, de comum, possuem apenas o baixo padrão sócio-econômico. Não há informações precisas sobre a forma de ocupação das áreas metropolitanas do Recife em relação à procedência das populações, embora a instalação mais recente dessas comunidades date de, aproximadamente, duas décadas, enquanto a ocupação antiga remonta a cerca de cinco décadas. Nestas últimas, o programa de controle da filariose vem sendo realizado pela FNS (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública - Sucam) desde os anos 50, por meio de identificação e tratamento dos casos positivos e combate ao vetor utilizando inseticidas, enquanto nas áreas de ocupação mais recente nenhum programa de controle foi iniciado até o momento
Esse estudo comparativo entre Recife e Olinda mostra que o sexo masculino é fator predisponente à infecção parasitária quer em Recife, quer em Olinda, sem nos permitir discussões mais aprofundadas sobre infecção/doença, pois a maioria dos estudos já realizados na Região Metropolitana do Recife é demanda de ambulatórios especializados em filariose, não envolvendo, portanto, a população em geral. Na Índia, em populações urbanas, a microfilaremia também está relacionada ao sexo masculino (Pani et al., 1991), enquanto, na Indonésia, há apenas moderado aumento da microfilaremia no sexo masculino, mas sem significância estatística (Dennis et al., 1976). Acima de 60 anos,entretanto, em ambas as áreas, o sexo feminino apresentou índices mais elevados do que o masculino, o que pode ser analisado por diferentes aspectos. Nessa faixa etária, o número de mulheres examinadas foi maior do que o de homens. A esperança de vida do sexo feminino ao nascer é maior do que a do masculino, para a região metropolitana do Recife (IBGE, 1980). É importante destacar também os fatores que afetam a transmissão da endemia, como a biologia do vetor, fatores ambientais (saneamento, habitação), fatores ralacionados ao hospedeiro, proteção individual, nível de exposição (especula-se que homens tendem a expor mais o corpo do que as mulheres), parâmetros que influenciam a prevalência, densidade parasitária e morbidade. Em Olinda, área de ocupação mais recente, embora se desconheça a procedência e as condições da população que ali se instalou, surpreendem as taxas semelhantes de infecção que verificamos em relação a Recife, fato agravado pelo predomínio de maior densidade microfilarêmica que vem a ser responsável por maior morbidade. As verificações de maior densidade microfilarêmica em Olinda em relação a Recife corroboram as de Medeiros et al. (1992), que observaram índices mais altos de infectividade do Culex quinquefasciatus em bairros de Olinda comparados a bairros de Recife. Antes da realização das visitas domiciliares noturnas, como também durante o tratamento dos microfilarêmicos, eram realizadas palestras nas associações de bairro para explicar a importância do nosso estudo e o cumprimento do tratamento. Pelos resultados, depreende-se que os trabalhos de controle efetuados institucionalmente devem ter contribuído para alguma redução da densidade parasitária, porém não asseguraram a redução dos níveis endêmicos nem a delimitação geográfica da endemia que, ao contrário, se estende para novas áreas. Em 1952, o bairro de Santo Amaro (Recife) apresentava 9,7% de prevalência. Durante o período de 1960 a 1985, os índices foram declinando até chegar a 1,5% segundo os últimos boletins da Sucam (MS, 1985). No entanto, segundo nossos resultados, essas taxas atingem 13,5% (1991). Diante disso, concluímos que as campanhas de controle realizadas pela Sucam devem ser reavaliadas em áreas de alta endemicidade, já que não alcançaram resultados satisfatórios. A reflexão a respeito da relação existente entre a filariose e a desigualdade social também deve ser feita, sobretudo considerando sua nítida associação com as condições sócio-econômicas da população, já que a cadeia epidemiológica de transmissão nos bolsões de pobreza encontra condições mais favoráveis pela deficiência ou ausência de saneamento, habitação precária e desproteção ao vetor. Os autores concluem que a área metropolitana do Recife é endêmica de filariose linfática; contudo, não se sabe com certeza qual a sua extensão, embora os índices apresentados sugiram o baixo nível de saúde em que se encontra a população, oferecendo, no que tange à pesquisa, amplas investigações no campo da biologia e do social, voltadas preferencialmente para o controle da endemia.
Termos desconhecidos:
ResponderExcluir- simbilância bilateral
-beta- agonistas
Objetivos:
- pesquisar os valores de referencia de eosinófilos e igE
- pesquisar helmintos que fazem ciclo pulmonar
-pesquisar possíveis causas para a urina de aspecto leitoso
-pesquisar como ocorre a filtração da linfa
-diferenciar o ciclo pulmonar dos vermes com a asma
-pesquisar tecnicas de teste de função pulmonar
-pesquisar testes laboratoriais mais pedidos para parasitologia e exames complementares para função pulmonarr e urina
-pesquisar outras sintomatologias que causam essa simbilancia
Os beta- agonistas promovem o relaxamento da musculatura lisa das vias aéreas, protegem-nas contra inalação de estímulos constrictores e inibem a liberação de acetilcolina pré-formada. Atuam ao se ligar à porção protéica do receptor presente na membrana celular ativando a proteína estimuladora G, que aumenta a síntese de AMP cíclico causando o relaxamento muscular.Os beta-receptores encontrados nos pulmões são predominantemente do tipo beta-2.
ResponderExcluirhttp://www.jped.com.br/conteudo/96-72-01-14/port.pdf
http://www.asmabronquica.com.br/medical/tratamento_asma_broncodilatadores.html
JULIANA DIAS:
ResponderExcluirOs valores normais de igE e eosinófilos:
Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5%
igE: < 0,35kU/L
Quanto aos vermes que fazem ciclo pulmonar, das que nós colocamos: Ascaris, ancilostomose, esquistossomose, tênia, a tênia não faz ciclo pulmonar.
sobre os testes de função pulmonar, achei alguns:
-Espirometria
A espirometria é um teste que mede quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Este teste pode ser realizado no consultório do especialista; é um exame simples na aparência, mas diversos requisitos precisam ser preenchidos para um teste adequado. O paciente senta-se em frente à maquina de espirometria que é ligada a um computador que mede o volume e o fluxo de ar que passa pela porta de entrada do sistema; o dispositivo tem um bocal de papelão ligado a um filtro descartável que retém partículas e bactérias. O paciente coloca o tubo dentro da boca, e após algumas respirações normais, inala o mais profundamente possível, e solta o ar o mais rápido que pode, por vários segundos, até que o computador assinale que não há mais ar para sair. No mínimo três manobras adequadas devem ser feitas e o melhor resultado é usado para avaliação.
- Espirometria após broncodilatador
Se a espirometria mostra que os brônquios estão obstrutidos, ou se o doente tem suspeita ou diagnóstico de asma, o teste é repetido após administração de um broncodilatador.
-Volumes pulmonares
Quando um indivíduo esvazia ao máximo o ar dos pulmões, permanece ainda assim uma quantidade de ar, que, portanto não pode ser medida por um espirômetro. Para medir a quantidade total de ar que os pulmões podem acomodar, um teste denominado “determinação dos volumes pulmonares” pode ser feito. O teste pode ser realizado de vários modos, mas o mais preciso é feito em um aparelho denominado pletismógrafo, que é semelhante a uma cabine telefônica fechada. Dentro do sistema o paciente inala e exala para um tubo. As variações de pressão no pletismógrafo são usadas para calcular os volumes pulmonares. Este aparelho também mede a resistência das vias aéreas à passagem do ar. A medida da Capacidade Pulmonar Total (volume de ar com pulmões cheios) pode mostrar que os pulmões são pequenos (ex. fibrose pulmonares) ou maiores do que deveriam ser como no enfisema.
O volume que fica preso no pulmão após uma expiração máxima (volume residual) aumenta precocemente nas doenças que fecham os brônquios. Este aprisionamento de ar é detectado pela medida dos volumes pulmonares. Em portadores de DPOC, quanto mais ar preso nos pulmões, maior é a falta de ar.
-Capacidade de Difusão
É uma medida da capacidade dos pulmões de transferir gás dos alvéolos para os capilares. O paciente inala uma quantidade muito pequena (segura) de monóxido de carbono. O quanto do monóxido de carbono é captado pelo sangue é medido. Uma diminuição da capacidade de difusão é vista precocemente nas doenças que resultam em fibrose pulmonar e em casos de enfisema.
-Teste de broncoprovocação
O teste de provocação brônquica avalia quão sensível os brônquios de determinado indivíduo são. Uma espirometria é feita antes e depois de intervalos regulares, após a inalação de doses crescentes de uma substância que contrai os brônquios, tal como carbacol ou metacolina. O teste é seguro e dura de 30 a 60 minutos.
JULIANA DIAS
ResponderExcluiros testes mais pedidos para a detecção de parasitoses, é o exame parasitológico, que seria o exame de fezes, os métodos imunológicos, acompanhados do diagnóstico clínico.
os exames de urina, são basicamente tres tipos: a urinálise tipo 1, a urina 24 horas e a urocultura (mais comum para casos de infecção urinária.
A respeito da sibilancia bilateral:encontrei que os sibilos sao produzidos quando as vias aeras estao estreitadas.Ocorre durante a passagem do ar e o som é semelhante a um assobio agudo.Bilateral provavelmente é porque está presente nos dois pulmoes
ResponderExcluirhttp://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003070.htm
Na asma os principais sinais clínicos são dispnéia, tosse crônica,
ResponderExcluirsibilância, aperto no peito ou desconforto torácico, particularmente
à noite ou nas primeiras horas da manhã
Já as larvas de helmintos que migram para os pulmões determinam um quadro chamado de Sindrome de Loeffler caracterizado por um quadro pneumônico
com febre, tosse, dispnéia e eosinofilia. Há edemaciação dos
alvéolos com infiltrado parenquimatoso eosinofilico, manifestações
alérgicas, febre, bronquite e pneumonia.Se a tosse for produtiva pode expelir sangue e larvas.
http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/016.pdf
Parasitologia Humana- Neves
Estava lendo sobre os sintomas pulmonares e vi que tem um outro parasita que é o estagio larval do gênero Echinococcus que seria o cisto hidatico provocando hidatidose.Ele se instala principalmente no fígado e no pulmão onde ocorre um crescimento de tal cisto que pode comprimir brônquios e alvéolos. As
ResponderExcluirmanifestações mais relatadas são cansaço ao esforço fisico,
dispnéia e tosse com expectoração
Parasitologia Humana- Neves
coont. esqueci de dizer que a contaminação é atraves de caes que se infectaram ao comer viceras de animais como ovinos,bovinos,SUINOS,no entanto acho que não é o caso pois a doença não apresenta casos nem no norte nem nordeste sendo predominante no sul do país
ResponderExcluirPelo que li a quilúria é a perda da linfa na urina que ocorre devido a ruptura ou fistulização de vasos linfáticos para o interior do sistema excretor urinário. Pode ter varias causas como neoplasia,doenças infecciosas,traumatismos,ma formações.O quadro clinico é acompanhado de astenia e perda de peso corporal que é justificado pela perda urinária de proteínas.No caso do paciente a perda de peso não é tão evidente assim.
ResponderExcluirO aspecto leitoso é devido a gordura que é absorvida da dieta para linfa.
Eu vi que a quilúria pode ser divida em quilúria tropical ou parasitaria ou quilúria não tropical ou não parasitaria.A maioria das vezes a quilúria tropical é causada pela Filariose por Wuchereria bancrofti e o rompimento se dá pelo aumento da pressão dentro dos vasos linfáticos dilatados pela doença.Outra causa porém bem mais rara seria a migração ectópica de parasitos intestinais.Outro fator pode ser devido a vermes adultos mortos podem sofrer calcificação no interior dos vasos linfáticos.
Quilúria Gerusa Dreyer*; Denise Mattos; Joaquim Norões http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
Estudando filariose, acabei achando várias coincidências com o caso em questão. Anotei alguns tópicos:
ResponderExcluir- É uma doença endêmica em áreas como Recife e região metropolitana (PE), Maceió (AL) e Belém (PA).
(lembrando que o paciente veio de Belém para Recife)
- Manifestações iniciais envolvem FEBRE (presente no caso) e mal estar.
- Fenômenos alérgicos induzem à patogenia da filariose. Um exemplo típico é a Eosinofilia Pulmonar Tropical (EPT), no qual o paciente apresenta hiperresposta imunológica, com AUMENTO DE IgE e HIPEREOSINOFILIA (presentes no caso).
- A presença de vermes adultos nos vasos linfáticos pode provocar o extravasamento de linfa para as vias urinárias (QUILÚRIA, ou URINA LEITOSA)
- A suspeita de EPT se dá principalmente pela presença de ALTERAÇÕES PULMONARES, EOSINOFILIA SANGUÍNEA e ALTOS NÍVEIS DE IgE TOTAL - todos presentes no paciente.
- Durante a noite, o sangue apresenta um pico de microfilaremia (talvez por isso a tosse NOTURNA).
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
E aí, o que vocês acham?
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ResponderExcluirConcordo com a hipótese de Melina
ResponderExcluire sobre o objetivo "filtração da linfa":
A linfa se origina de um transudato capilar, mas, também pode se formar a partir da absorção intestinal de gorduras. Desta forma, a filtração capilar se dá por pressão hidrostática e ao filtrado se soma os produtos do meio extracelular que apresentam partículas de tamanho variável (como glóbulos de gordura, restos celulares, germes que invadem os tecidos) que ficam impedidas de retornar aos vasos venosos capilares (poros pequenos). Como os poros dos capilares linfáticos são bem maiores estes podem receber partículas de maior peso e tamanho. O material que entra pelos poros linfáticos é veiculado pelos vasos linfáticos em direção ao coração, porém, sempre terá que atravessar pelo menos um gânglio linfático no trajeto, e neste caso vai haver uma filtração do material, retendo partículas como as bactérias e destruindo-as (reação ganglionar linfática ou enfarte ganglionar, que recebe o nome popular de "íngua").Vários fatores podem afetar a dilatação vascular local e, como conseqüência, aumentar a filtração e o volume de líquido que se avoluma entre as células. Entre tais fatores podemos citar o calor localizado, a histamina e o acúmulo de CO2 este último é comum no chamado "choque circulatório").
Desse modo, Nos linfonodos, a linfa é filtrada através de células que fagocitam corpos estranhos ao organismo,como bactérias. Caso os microrganismos sejam patogênicos, podem produzir manifestações inflamatórias nos linfonodos, denominadas ínguas.
Fonte: http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/linfa.htm
http://aafronio.vilabol.uol.com.br/conj.html
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ResponderExcluirConcordo com Mel sobre a Filariose,vi que a pessoa pode possuir o verme adulto que se instala principalmente na região pélvica (membros inferiores e saco escrotal(vasos linfáticos do cordao espermatico),mamas e braços sendo estes dois ultimos menos comum,e pode possuir também as microfilárias que durante o dia permanecem em capilares profundos principalmente do PULMÃO e durante a noite saem para a circulação sanguinea.
ResponderExcluirA doença apresenta 4 tipos de apresentação:
1.assintomatica ou subclinica com danos aos vasos linfaticos e do sistema renal
2.aguda : linfagite retrograda,adenite,mau-estar ,febre estando este último presente no caso com já foi dito por Mel.
3.crônica : linfadema,hidrocele,quilúria (presente no caso),elefantiase.
4.Eosinofilia pulmonar tropical (EPT) cujo os sintomas são identicos ao de asma bronquica o que pode ter levado o médico a tratá-lo com beta agonistas
As microfilárias também podem provocar um processo imunoinflamatório.
Já os vermes possuem dois tipos de ação:
1.Mecanica :que provoca a estase linfática e o derramamento linfático que quando adcionado ao dano do sistema renal resulta na quilúria.
2.Irritativa : resposta a presença do proprio verme e dos produtos liberados por eles.
Na eosinofilia pulmonar tropical(EPT) ocorre o aumento de IgE,hipereusinofilia,abcessos eosinofilicos com microfilarias além do aparecimento de fibrose intersticial cronica pulmonar,sendo os dois primeiros já presentes,e os dois ultimos provavelmente apareceriam em exames.
O paciente apresenta manifestações clinicas agudas e de EPT e a quilúria que ja seria uma manifestação cronica.O que me intriga é ausência de sintomas como linfadema e hidrocele que assim como a quiluria estão presentes na fase cronica.
O que vocês acham?
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
Várias causas podem se exteriorizar por tosse e/ou sibilância recidivantes. Anamnese detalhada, exame físico e avaliação laboratorial auxiliam na identificação de um diagnóstico alternativo para asma.
ResponderExcluirCausas de sibilância e/ou tosse recidivante em lactentes:
Asma brônquica, infecções das vias aéreas superiores, aspiração de corpo estranho, displasia broncopulmonar, fibrose cística, anomalias vasculares, insuficiência cardíaca esquerda, massas mediastinais, tuberculose, imunodeficiência, Síndrome de Löeffles, alérgenos poluentes, etc.
Jornal de pediatria:
http://www.jped.com.br/conteudo/98-74-S48/port_print.htm
Minha opinião sobre o questionamento de Luciana
ResponderExcluirsobre a ausência de sintomas como linfadema e hidrocele: Eu acho que as manifestações clinicas variam de individuo para individuo, e a progressão da doença também. Ele pode ainda não ter demonstrado esse sintomas por estar numa fase de transição - fase aguda para crônica -. Vou procurar saber se todos esses sintomas são obrigatórios na fase crônica.
Complementando um pouco sobre o que Luciana já havia falado a respeito da quilúria:
ResponderExcluirO diagnóstico é feito pela presença de linfócitos (análise de sedimento urinário).Também pode ser observado presença de microfilárias durante a sedimentoscopia no caso de uma infecção ativa. Através de ultra-sonografia pode observar-se calcificações dependendo do padrão pode se fazer diagnóstico diferencial entre bancroftose (filariose) e tuberculose. No caso da bancroftose, as calcificações causadas por vermes mortos segue o trajeto dos vasos linfáticos renais, já na tuberculose as calcificações são pleomórficas incluindo padrões, granulares, amorfos ou lobulares, pode também ser vista como uma opacificação mal definida.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000500025&script=sci_arttext
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ResponderExcluirJULIANA DIAS:
ResponderExcluirGente, como exploramos na aula os exames de diagnóstico para a filariose, eu dei uma pesquisada maior:
-exite a pesquisa de microfilárias no sangue periférico, que é feita no perido das 22-24 horas. Pode ser feita pela técnica da gota espessa, onde se colhe o sangue por punção capilar digital. Pela técnica de filtração de sangue em membrana de policarbonato, e quando as microfilarias são ausentes no sangue, podem estar presentes na urina ou líquidos da hidrocele.
- As pesquisas de antígenos pelos métodos imunológicos é preferível as de anticorpos.
- A técnica do PCR é sensível
- Ultra- sonografia para a detecção de vermes adultos principalmente no escroto.
Sobre EPT e suas manifestações clínicas:
ResponderExcluirEm estágio avançado da filariose surge a Eosinofilia Pulmonar Tropical que caracteriza-se de uma peculiar bronquite asmatiforme ( crises de tosse noturna),acompanhada sempre de Eosinofilia sanguinea elevada e persistente. Isso acontece porque há reações alérgicas que podem surgir de sensibilizações por parasitos adultos ou das formas larvárias. ((microfilárias – nos pulmões ).
A EPT é uma síndrome causada pela migração de microfilárias de W. bancrofti
para o pulmão. Essa migração origina uma doença intersticial pulmonar, e aumento importante de eosinófilos na corrente sanguinea. Essa manifestação resulta de uma exacerbada resposta imunológica.
.A faixa etária mais acometida é dos 20 aos 40 anos, sendo mais comum no sexo masculino. Os pacientes freqüentemente não apresentam microfilárias no sangue periférico. Em alguns casos a imagem de vermes adultos pode ser visualizada, por meio de ultra-sonografia, no sistema linfático
Na tomografia computadorizada do pulmão podem ser visualizadas opacidades
reticulonodulares pulmonares, bronquiectasias, calcificação e linfadenopatia mediastinal, aspectos que também contribuem para o diagnóstico, embora não sejam específicos.
A eosinofilia geralmente é superior a 3.000 eos/mm3 e, além disso, ocorrem
habitualmente altos títulos de anticorpos circulantes (IgE e IgG). Em geral, os
pacientes respondem bem ao tratamento com dietilcarbamazina. Quando evolui
para a forma crônica, a EPT é marcada por fibrose pulmonar e doença pulmonar
restritiva. Casos atípicos de EPT podem existir
A EPT é apenas uma das várias síndromes causadas pela passagem de diferentes
espécies de parasitos pelo pulmão, sendo uma expressão clínica raríssima da filariose, e que geralmente ocorre em pessoas residentes em áreas endêmicas.
É oportuno ressaltar que essa síndrome pode levar o paciente a óbito pelo desenvolvimento de fibrose intersticial pulmonar. Dessa forma, existindo dúvidas quanto ao diagnóstico diferencial em relação a outras síndromes pulmonares eosinofílicas, o teste terapêutico com a DEC se faz imperativo. É importante frisar que corticoesteróides não estão indicados para o tratamento de EPT, por reduzirem o efeito microfilaricida da DEC e por proporcionarem uma melhora passageira com agravamento posterior do quadro clínico.
FONTE: GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E ELIMINAÇÃO DA FILARIOSE LINFÁTICA
Sobre a filariose...
ResponderExcluirOs vermes adultos machos e fêmeas permanecem juntos nos vasos e gânglios linfáticos humanos, vivendo, principalmente na região abdominal, pélvica( atingindo pernas e escroto),mamas e braços. As microfilárias, elimanadas pelas fêmeas, saem dos ductos linfáticos e ganham a circulação sanguinea do hospedeiro.
Uma importante característica deste parasito é a periodicidade noturna de suas microfilárias no sangue periférico do hospedeiro. Durante o dia, elas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e durante a noite, começam a aparecer no sangue periférico.
Interessante que o pico da microfilaremia periférica, em torno de meia-noite, é o horário preferência do hematofagismo do principal inseto transmissor, a fêmea do Culex.
Quando o inseto vetor vai fazer um novo repasto sanguineo, as larvas penetram pela solução de continuidade da pele do hospedeiro (não são inoculadas pelos mosquitos), migram para os vasos linfáticos, tornam-se vermes adultos e,sete a oito meses depois, as fêmeas grávidas produzem as primeiras microfilárias.
A microfilária é o embrião, a fêmea grávida faz a postura de microfilárias,sendo que estas se movimentam ativamente na corrente sanguinea do hospedeiro. As larvas são encontradas no inseto vetor e é originária da transformação da microfilária.
(Fonte: NEVES, DP et al. Parasitologia Humana. 11ed. São Paulo: Atheneu, 2005.)
No caso, o paciente diz que o aspecto leitoso da urina era observado principalmente após as refeições. A linfa perdida na urina quilosa é rica em quilomicrons. É essa substancia que confere a urina o seu aspecto leitoso. Os quilomicrons são formados por lipoproteínas que transportam para o sangue os triglicerídeos e o colesterol. Após uma refeição rica em gorduras os vasos linfáticos intestinais absorvem a gordura que se ligam aos quilomicrons e são enviados então para o sangue.
ResponderExcluirOs avanços na Medicina vem ajudando o CPqAM no combate à filariose. Entre eles, destaca-se a ultrassonografia, capaz de captar movimentos sugestivos do parasita adulto dentro dos vasos linfáticos, a chamada dança da filária. Por meio desse método, pode-se determinar a localização do verme adulto da filária, sendo possível, quando indicado, a sua retirada através de cirurgia. É possível ainda, através do acompanhamento seriado pela ultrassonografia, determinar a efetividade do tratamento medicamentoso, ou seja, a morte do verme sugerida indiretamente pela ausência dos referidos movimentos nos exames de controle.
ResponderExcluirA ultra-sonografia integrou-se ao armamentário diagnóstico na filariose bancroftiana. Hoje, dispõe-se de uma ferramenta não invasiva para se identificar a presença de vermes adultos vivos. Através do seu uso foi possível verificar-se que, os vermes adultos apresentam movimentos contínuos dentro de um determinado seguimento do vaso linfático. Esse movimento detectado pelo ultra-som denominou-se de Sinal da Dança da Filária. Verificou-se, subseqüentemente, que os vermes têm uma localização determinada em um dado segmento do vaso linfático, não migrando, mesmo sob a ação dos variados estímulos. Pôde-se também observar, posteriormente, que 80% dos indivíduos microfilarêmicos do sexo masculino, sem qualquer queixa urológica, têm parasitos nos vasos linfáticos de localização intra-escrotal.
http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=107&sid=6
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0037-86821997000300010&script=sci_arttext
A ruptura e a conseqüente fistulização de vasos linfáticos dilatados para dentro de qualquer segmento do trato urinário leva ao extravasamento de linfa, que se junta à urina e produz clinicamente o que é denominado de quilúria. Cerca de 80% a 90% da gordura da dieta é absorvida pelos linfáticos lácteos do intestino na forma de quilomícrons*, o que confere o aspecto leitoso à linfa e, conseqüentemente, à urina que contém essas partículas. Esta lipoproteína é sintetizada na mucosa intestinal e transporta a gordura absorvida via canais lácteos, ducto torácico, até o coração direito, ganhando o sistema sangüíneo.
ResponderExcluirA quilúria é normalmente classificada como tropical (ou parasitária) e não tropical (ou não parasitária). Normalmente, o termo “tropical” é usado como sinônimo de quilúria determinada pela
filariose bancroftiana, que é endêmica em mais de 80 países e acomete cerca de 100 milhões de pessoas.
A ruptura ou fistulização de vasos linfáticos para o interior do sistema excretor urinário dá origem à quilúria, que tem na
bancroftose a sua principal etiologia. Pode ser, raramente, também causada por neoplasia, malformação linfática, traumatismo
abdominal, assim como outras doenças infecciosas como a tuberculose.
Na grande maioria dos casos, o controle
da quilúria está basicamente fundamentado na educação e na adequação do paciente a uma dieta hipolipídica/hiperprotéica
e rica em líquidos.
http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n5/a25v53n5.pdf
Concordo com os comentários anteriores quanto ao diagnóstico de Filaríose, embora saiba que não é objetivo da discussão traçarmos um perfil diagnóstico. Todavia, identificar a patologia como contribui de forma significativa para a pesquisa, no caso em tela a Filaríose.
ResponderExcluirAssim, a Filaríose bancroftiana, uma doença exclusiva do homem, também conhecida como elefantíase, é causada por um nematódio intravascular, Wuchereria bancrofti, transmitido por um mosquito que - na maioria das regiões do mundo , é o Culex quinquefasciatus, conhecido nas áreas endêmicas do Brasil como muriçoca e carapnã.
Sabe-se Que as manifstações clínicas da filaríose podem ser derivadas tanto dos vermes adultos quanto das microfilárias. Enquanto os vermes adultos causam lesão, primariamente, no vaso linfático, as microfilárias são imputadas como responsáveis pela produção de manifestações extralinfáticas . Dependendo do sexo e da idade dos indivíduos infectados, os parasitas adultos têm sítios de localizações diferentes.
Destarte, na pré-puberdade, o local de predileção são os linfonodos mais periféricos. Nessa idade, os vermes adultos podem ser encontrados em qualquer cadeia de drenagem, desde a submandibular, as axilares e até as cadeias inguinais.
Já na população adulta, masculina e feminina, esse estágio do parasita pode, apenas, eventualmente, ser encontrado em linfonodos.
ResponderExcluirEm mulheres com idade pós-puberal, a localização mais freqüente dos vermes adultos é em linfáticos periféricos que drenam os linfonodos crurais, inguinais, epitrocleanos e mamários, não parecendo haver predileção desses sítios entre si.
Em homens com idade adulta, a grande maioria dos parasitas se localiza em linfáticos que drenam o conteúdo escrotal, promovendo o aparecimento de linfangiectasias clinicas ou, apenas, subclínicas.
É devido a essa predileção dos linfáticos que drenan o conteúdo intra-escrotal que explica a ocorrência da forma clínica mais prevalente nessa população: a hidrocele testicular.
Existe uma outra forma clínica crônica, comum aos dois sexos, a quilúria, o aspecto leitoso da urina que é dado pelo rico conteúdo linfático de quilomicrons, resultantes da absorção de gordura intestinal e pelo conseqüente refluxo para os vasos que drenam e que se rompem para dentro do sistema excretor do aparelho urinário.
Dessa forma, a localização do vaso linfático dilatado, roto ou íntegro, influencia no tipo de forma clínica que o paciente irá desenvolver, porque, quando o vaso linfático vai drenar a pele, há o risco de se desenvolver o linfedema, devido à possibilidade de estar mais susceptível a infecções bacterianas secundárias causadas pela disfunção linfática, produzida pela linfagiectasia.
Agora quando a linfagiectasia compromete linfáticos de drenagem de segmentos internos do corpo, onde, normalmente, não há bactérias, como ocorre com o conteúdo escrotal e com o trato urinário, a rotura do vaso determina o aparecimento de síndromes de fistulização, como a quilúria e a quilocele.
Vale ressaltar que a rotura ou a fistulização dos vasos linfáticos dilatados para dentro do sistema excretor-urinário leva ao extravazamento de linfa, que se junta à urina, produzindo a quilúria. Sabe-se que em regiões endêmicas a causa mais comum da quilúria é a filariose, apesar da existência de inúmeras etiologias: doenças inflamatórias crônicas como a tuberculose, malformações congênitas podem ocorrer em idades mais precoces após o nascimento, traumatismo abdominal, gravidez, etc.
ResponderExcluirQuando a urina assume um aspecto turvo-esbranquiçado, por piúra ou fosfatúria, ela pode ser confundida com a urina leitosa da quilúria, todavia para a diferenciação, basta deixar a urina em repouso e observa-la após alguns minutos: a urina quilosa permanecerá com aspecto homogêneo, ou seja, não se visualizará uma camada de urina normal e de sedimentos; enquanto nas outras situações haverá uma nítida diferenciação entre o sedimento e o sobrenadante, que assume o aspecto de urina normal.
Vale lembrar ainda que, ao mesmo tempo, na quilúria há sempre algum grau de microematúria, resultado da rotura dos vasos sanguíneos nutridores da parede dos vasos linfáticos. Logo, quanto mais clibroso for o vaso sanguíneo, tanto mais importante será a hematúria, que poderá passar a ser macroscópica, conferindo um aspecto rosado ou sanguinolento à urina leitosa, denominando-se de hematoquilúria.
O tratamento da quilúria é principalmente clínico, consistindo em dieta hipolipídica e hiperproteica.
Fonte: Dreyer, G. e colaboradores. Filariose bancroftiana. in Condutas em Clínica Médica 2004 Ed. MEDSI.
Uma curiosidade quanto à epidemiologia da filariose:
ResponderExcluirA filariose bancroftiana só foi considerada endêmica no Recife, pelo Ministério da Saúde, a partir de 1952, após a realização de um inquérito de prevalência de microfilaremia em um dos bairros da cidade .
Em 1956 concluía-se um outro inquérito de abrangência nacional, conduzido pelo Ministério da Saúde e coordenado por René Rachou. A cidade do Recife foi então apontada como um dos dois focos endêmicos de maior importância no país, ao lado de Belém, no Estado do Pará, com uma prevalência de microfilaremia de 6,9% para a cidade como um todo .
A partir de então, foram iniciadas as ações de controle, empreendidas, primeiramente, pelo Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu) e, depois de 1970, pela Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam).
No Recife, o Programa de Controle da Filariose esteve sempre fundamentado no tratamento seletivo dos indivíduos infectados e em ações esporádicas de combate ao vetor (Azevedo, 1967; Morais, 1982; MS, 1985). A identificação dos indivíduos infectados, microfilarêmicos, vem sendo realizada através da "busca ativa", isto é, de inquéritos hemoscópicos anuais em bairros da cidade, e da demanda espontânea aos postos de saúde ligados ao Programa de Controle, atividade esta denominada "busca passiva".
A partir de 1983, as intervenções de controle passaram a ser realizadas também em Olinda e, a partir de 1989, em outros municípios da área metropolitana do Recife. Isto veio a demonstrar que algumas destas cidades, como, por exemplo, Olinda, Jaboatão e Paulista, são áreas endêmicas de filariose (MS, 1983, 1989).
Os relatórios anteriores das instituições responsáveis pelo Programa de Controle descrevem um declínio da endemia em Pernambuco, tendo o índice de lâminas positivas (ILP) para microfilárias decrescido de 6,9%, em 1954, para 1,5%, em 1983. Este fato levou à conclusão de que "a endemia vem sendo controlada de forma satisfatória" (MS, 1985).
Um estudo realizado em 1982 já levantava algumas questões em relação a este suposto controle, na medida em que demonstrava que o declínio observado nos índices de microfilaremia, de 1954 até o início da década de 80, não era constatado quando decomposto para os vários distritos da cidade. Além disso, em alguns deles, na realidade, a prevalência havia aumentado ao longo do período (Morais, 1982).
O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), da Fundação Oswaldo Cruz, com a colaboração da Organização Mundial da Saúde, desde 1986 vem realizando inquéritos de prevalência da infecção, identificando as áreas de maior endemicidade na cidade.
É preciso ressaltar que, em 1990, ano em que o percentual de positividade alcançou 6,2%, só foram efetuadas atividades de busca ativa em 32 bairros, considerados assentamentos populares pela Prefeitura do município. Este inquérito, realizado pelo CPqAM, em convênio com a Sucam e com a Prefeitura da cidade, utilizou procedimentos metodológicos diferentes dos habitualmente empregados pelo Programa de Controle (MS, 1990).
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X1993000400009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
A filariose corresponde a um grupo de doenças associadas a helmintos do filo Nematoda, superfamília Filarioidea. No Brasil encontram se as espécies Wuchereria, Onchocerca, e Mansonella, causando variado espectro clinico-patológico. A denominação "filariose linfática" está relacionada a três parasitos, Wuchereria bancrofti, Brugia timori, e Brugia malayi.
ResponderExcluirEmbora a filariose bancroftiana possa ocasionar considerável grau de morbidade, relacionado às formas agudas e crônicas da patologia, a mortalidade é quase nula.
Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (1992), três bilhões de pessoas vivem em países endêmicos, 75 milhões estão infectadas, entre as quais, 72 milhões por W. bancrofti. A distribuição geográfica da infecção/doença pela W. bancrofti atinge países como China, Indonésia, Índia e países africanos (WHO, 1992).
A filariose teria chegado ao Brasil pelo tráfico de escravos; entretanto, os primeiros estudos sobre a doença só vieram a ser efetuados na década de 1940 (Parahym, 1961). O maior número de pesquisas sobre a endemia foi realizado por Rachou que, entre l952 e l957, implementou inquéritos epidemiológicos, identificando focos autóctones em várias cidades, de norte a sul do Brasil (Rachou, 1954, 1957a, 1957b; Rachou et al., 1952, 1957). Focos endêmicos de filariose permanecem nas cidades de Recife, Belém e Maceió.
De l954 a l985, o Serviço Nacional de Campanhas de Filariose da Superitendência de Campanhas de Saúde Pública, atualmente Fundação Nacional de Saúde (FNS), realizou vários inquéritos epidemiológicos, incluindo o Recife, afirmando os boletins de 1985 que a endemia estaria controlada no Brasil, pois apresentava índices considerados de "baixa endemicidade" (MS, 1985). Para toda a cidade do Recife a taxa era de 1,5% (MS, 1985). Entretanto, pesquisas posteriores feitas pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fiocruz evidenciaram que a endemia continua a ser um sério problema de saúde pública, havendo grande número de indivíduos expostos, infectados e doentes, com considerável aumento endêmico em extensão e intensidade, e, portanto, número crescente tanto de portadores de microfilaremia como de pessoas com formas agudas e crônicas na área metropolitana (Dreyer, 1987).
Admite-se a hipótese de que, em áreas endêmicas de filariose, correspondentes a regiões metropolitanas do Recife, possa haver diferenças no comportamento da infecção/doença devido não só a pecularidades na ocupação de espaço pelas populações, mas, principalmente, em relação às medidas pouco eficazes de controle, historicamente efetuadas em diversas áreas, que, de comum, possuem apenas o baixo padrão sócio-econômico. Não há informações precisas sobre a forma de ocupação das áreas metropolitanas do Recife em relação à procedência das populações, embora a instalação mais recente dessas comunidades date de, aproximadamente, duas décadas, enquanto a ocupação antiga remonta a cerca de cinco décadas. Nestas últimas, o programa de controle da filariose vem sendo realizado pela FNS (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública - Sucam) desde os anos 50, por meio de identificação e tratamento dos casos positivos e combate ao vetor utilizando inseticidas, enquanto nas áreas de ocupação mais recente nenhum programa de controle foi iniciado até o momento
Esse estudo comparativo entre Recife e Olinda mostra que o sexo masculino é fator predisponente à infecção parasitária quer em Recife, quer em Olinda, sem nos permitir discussões mais aprofundadas sobre infecção/doença, pois a maioria dos estudos já realizados na Região Metropolitana do Recife é demanda de ambulatórios especializados em filariose, não envolvendo, portanto, a população em geral. Na Índia, em populações urbanas, a microfilaremia também está relacionada ao sexo masculino (Pani et al., 1991), enquanto, na Indonésia, há apenas moderado aumento da microfilaremia no sexo masculino, mas sem significância estatística (Dennis et al., 1976).
ResponderExcluirAcima de 60 anos,entretanto, em ambas as áreas, o sexo feminino apresentou índices mais elevados do que o masculino, o que pode ser analisado por diferentes aspectos. Nessa faixa etária, o número de mulheres examinadas foi maior do que o de homens. A esperança de vida do sexo feminino ao nascer é maior do que a do masculino, para a região metropolitana do Recife (IBGE, 1980).
É importante destacar também os fatores que afetam a transmissão da endemia, como a biologia do vetor, fatores ambientais (saneamento, habitação), fatores ralacionados ao hospedeiro, proteção individual, nível de exposição (especula-se que homens tendem a expor mais o corpo do que as mulheres), parâmetros que influenciam a prevalência, densidade parasitária e morbidade.
Em Olinda, área de ocupação mais recente, embora se desconheça a procedência e as condições da população que ali se instalou, surpreendem as taxas semelhantes de infecção que verificamos em relação a Recife, fato agravado pelo predomínio de maior densidade microfilarêmica que vem a ser responsável por maior morbidade. As verificações de maior densidade microfilarêmica em Olinda em relação a Recife corroboram as de Medeiros et al. (1992), que observaram índices mais altos de infectividade do Culex quinquefasciatus em bairros de Olinda comparados a bairros de Recife.
Antes da realização das visitas domiciliares noturnas, como também durante o tratamento dos microfilarêmicos, eram realizadas palestras nas associações de bairro para explicar a importância do nosso estudo e o cumprimento do tratamento.
Pelos resultados, depreende-se que os trabalhos de controle efetuados institucionalmente devem ter contribuído para alguma redução da densidade parasitária, porém não asseguraram a redução dos níveis endêmicos nem a delimitação geográfica da endemia que, ao contrário, se estende para novas áreas. Em 1952, o bairro de Santo Amaro (Recife) apresentava 9,7% de prevalência. Durante o período de 1960 a 1985, os índices foram declinando até chegar a 1,5% segundo os últimos boletins da Sucam (MS, 1985). No entanto, segundo nossos resultados, essas taxas atingem 13,5% (1991). Diante disso, concluímos que as campanhas de controle realizadas pela Sucam devem ser reavaliadas em áreas de alta endemicidade, já que não alcançaram resultados satisfatórios.
A reflexão a respeito da relação existente entre a filariose e a desigualdade social também deve ser feita, sobretudo considerando sua nítida associação com as condições sócio-econômicas da população, já que a cadeia epidemiológica de transmissão nos bolsões de pobreza encontra condições mais favoráveis pela deficiência ou ausência de saneamento, habitação precária e desproteção ao vetor.
Os autores concluem que a área metropolitana do Recife é endêmica de filariose linfática; contudo, não se sabe com certeza qual a sua extensão, embora os índices apresentados sugiram o baixo nível de saúde em que se encontra a população, oferecendo, no que tange à pesquisa, amplas investigações no campo da biologia e do social, voltadas preferencialmente para o controle da endemia.