terça-feira, 10 de agosto de 2010

CASO CLÍNICO II

Instituto de Ciências Biológicas – ICB/ UPE
Módulo Doença I – 3M – 2º Semestre de 2010


JJS, sexo masculino 25 anos, motoboy, acordou tarde e saiu de casa sem tomar o seu café da manhã, já muito atrasado, para fazer as entregas da empresa para a qual presta serviços. Iniciou o trabalho num dia chuvoso e de muitos engarrafamentos. Por volta do meio dia, lembra de uma sensação de tonturas e foi perdendo o controle da moto e avançou, sem perceber um sinal vermelho e colidiu imediatamente com uma caminhonete cabine dupla no centro de um cruzamento de vias. O motoboy rolou pelo pavimento e se chocou violentamente contra a calçada. O motoboy usava capacete, mas foi encontrado em estado inconsciente pela equipe do SAMU que foi chamada ao atendimento. O paciente mostrava vários rasgões nas roupas em braços e pernas, que estavam molhadas de sangue. Na unidade de trauma do HR foram diagnosticadas abrasões cutâneas, equimoses em pernas e braços, palidez intensa, sudorese fria, taquicardia, taquipnéia e hipotensão arterial em 60 x 40mmHg, e hipoglicemia de 23g/l. A tomografia encefálica mostrou edema cerebral difuso e calota craniana íntegra. A radiografia do tórax mostrou fraturas e deslocamento dos 3 últimos arcos costais esquerdos. O paciente progrediu com choque hipovolêmico e a punção abdominal demonstrou sangue livre na cavidade peritonial. O paciente foi hemotransfundido e encaminhado à laparotomia exploradora de emergência quando foi constatado volumoso hemoperitônio e múltiplas lacerações esplênicas. Foi realizada esplenectomia e na revisão cirúrgica foi evidenciada a presença de rim em ferradura quando foi explorado o coxim adiposo perinefrético esquerdo que encontrava-se hemorrágico. O paciente foi encaminhado a UTI ainda inconsciente para o pós-operatório.

O CASO JÁ FOI POSTADO. MÃOS À OBRA.

52 comentários:

  1. Choque ou colapso circulatório é uma resposta a qualquer agressão grave sobre a homeostase corporal.Choque Hipovolêmico também denominado choque hemorrágico ocorre quando há perda de volume ou de liquido plasmático e é resposta a um quadro hemorrágico,queimaduras(desidratação) e ao traumatismo que pode ser observado no paciente tanto craniano quanto de cavidade abdominal fechada.
    Laparotomia é uma cirurgia onde há abertura do abdômen para exploração sendo então chamada laparotomia exploradora com o intuito de examinar e também tratar o paciente.
    Equimose:Devido a contusão ocorre uma ruptura de capilares que leva a um extravasamento de sangue para o tecido subcutâneo.Tal sangue coagula e sofre modificações que darão características na pele como manchas vermelhas,roxa,azulada,esverdeada,amarelada.



    Patologia estrutural e funcional – Robbins
    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/index.htm
    http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_06853.php

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  2. Gente só para facilitar estou copiando o post de João com os objetivos que estava na pagina do caso anterior:

    Por João Neto...
    Pessoal, o Prof. Anchieta ainda irá postar o Caso Clínico II, mas já estou publicando os termos desconhecidos e os objetivos - afim de falitar as pesquisas!


    Instituto de Ciências Biológicas – ICB/ UPE
    Módulo Doença I – 3M – 2º Semestre de 2010
    Tutoria do Caso Clinico II

    Termos desconhecidos:

    * CHOQUE HIPOVOLÊMICO;
    * LAPAROTOMIA;
    * EQUIMOSE;

    Objetivos:

    * CORRELACIONAR A TONTURA COM A HIPOGLICEMIA;
    * IDENTIFICAR O RIM EM FERRADURA COMO VARIAÇÃO ANATÔMICA E A SUA IMPORTÂNCIA NA CLÍNICA;
    * CONHECER OS ÓRGÃOS RETROPERITONIAIS;
    * RECONHECER AS CAUSAS DA TAQUIPNEIA, TAQUICARDIA E HIPOTENSÃO COMO RESPOSTAS AO TRAUMA;
    * CONHECER E CARACTERIZAR, DO PONTO DE VISTA MORFOFUNCIONAL, O BAÇO;
    * RECONHECER AS CONSEQUÊNCIAS DA AUSÊNCIA DO BAÇO.

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  3. Rim em ferradura: É uma variação anatomica que pode ser descoberta com laparotomia exploradora.Ocorre em cada 1 em 600 fetos.Caracteriza-se pela junçao dos dois rins atraves principalmente dos polos inferiores,no entanto,também pode ser pelos polos superiores.Geralmente encontra-se altura das vertebras L3 a L5 .Inferior a localização normal que é para o rim esquerdo 11 e 12 arco costal e para o rim direito 12 arco costal.Em relação a sua influencia na clinica sabe-se que pode provocar a obstrução do ureter.

    Baço:
    Localiza-se no hipocondrio esquerdo relacionando-se com
    Estomago : anteriormente
    Diafragma: Posteriormente
    Flexura cólica esquerda :inferiormente
    rim esquerdo :medialmente
    Na altura da 9 e 11 costela.
    É uma massa vascular considerada o maior órgão linfático e nele ocorre a proliferação de linfocitos,supervisao a resposta imune alem de reciclagem de hemaceas.Também funciona como reservatori sanguineo e armazenamento de hemaceas e plaquetas.Por ser dificil de reparar e durante lesão sangrar bastante é realizado a esplenectomia pois assim evita que o paciente sangre até a morte.
    Apesar de sua importancia ele não é um orgão vital pois sua função é assumida por órgãos como fígado e medula óssea.No entanto é observado uma maior suceptibilidade a infecção bacteria após realizada tal cirurgia.

    Keith L. Moore
    Grey's Anatomia

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  4. JULIANA DIAS
    Sobre os termos desconhecidos:
    Como Luciana já disse, o choque hipovolemico é uma condição onde o coração é incapaz de fornecer sangue suficiente para o corpo, devido a múltiplos fatores, como a perda de sangue, distúrbio circulatório ou volume sanguíneo inadequado. No caso do paciente a perda de sangue devido aos traumatismos seria a causa de tal choque.
    - Laparotomia exploradora: laparotomia, significa basicamente `abrir o abdomem` e exploradora quer dizer que se pretende explorar o abdomem para esclarecer um diagnóstico e eventualmente fazer uma manobra terapêutica cirúrgica necessária.
    - equimose: lesão subcutânea (tipo de hematoma) com mais de 2 cm.

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  5. sim pessoal vocês falaram do baço e por que neste paciente em questão não sutura o baço como ocorre com os demais órgãos?

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  6. pesoal também esclareçam os objetivos e termos desconhecidos.
    abraços a todos.

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  7. Como o baço está localizado na parte superior esquerda do abdômen, um golpe forte sobre o estômago pode rompê-lo, lacerando a cápsula que o recobre e o tecido interno. A ruptura do baço é a complicação grave mais freqüente de lesões abdominais causadas por acidentes automobilísticos, por acidentes esportivos ou por agressões. Quando o baço rompe, um grande volume de sangue pode extravasar para o interior da cavidade abdominal. A resistente cápsula externa do baço pode conter o sangramento temporariamente, mas é necessária a realização imediata de uma cirurgia para evitar uma hemorragia potencialmente letal.Esta situação é uma emergência que exige a administração imediata de transfusões de sangue para se manter uma circulação adequada e a cirurgia para interromper o sangramento. Sem essas ações, o indivíduo pode entrar em choque e morrer.Comumente, todo o baço é removido, mas, algumas vezes, o cirurgião é capaz de suturar uma PEQUENA ruptura e salvar o órgão.

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  8. * RECONHECER AS CAUSAS DA TAQUIPNEIA, TAQUICARDIA E HIPOTENSÃO COMO RESPOSTAS AO TRAUMA.


    No choque hipovolêmico os sinais clínicos dependem da velocidade e volume da perda de sangue ou fluídos,sendo que a perda de cerca de 25% do volume circulante está associado com sinais clínicos moderados. Ocorre diminuição do débito cardíaco, da pressão arterial e da pressão venosa central, taquicardia com pulso rápido e fraco, taquipneia, hipersudorese e sinais de hipoperfusão periférica como sejam a palidez,a cianose, extremidades frias e húmidas, oligúria, acidose metabólica, alterações sensoriais e do estado de consciência.

    A hipotensão pós-traumática, apresentada pelo paciente, pode ser de origem hipovolêmica. Como resposta à hipovolemia/hipotensão os baro-receptores ou presso-receptores localizados nos seios carotídeos e arco aórtico diminuem os estímulos aferentes ao sistema nervoso central. Em resposta á redução na atividade vagal eferente com predomínio do tono simpático. Este induz taquicardia e vasoconstrição que é mais acentuada na pele, músculo esquelético, rins e leito vascular esplâncnico que são ricos em alfa receptores. Deste modo o sangue é dirigido para a circulação central mantendo órgãos essenciais à sobrevivência imediata, como coração, sistema nervoso central e pulmões.
    A pressão arteriolar baixa também estimula os quimioreceptores periféricos sensíveis a anóxia que se instala pela perfusão diminuída nos tecidos. O estímulo desses receptores acentua a vasoconstrição periférica e produz taquipnéia. Este estímulo respiratório melhora o retorno venoso devido a ação bombeadora auxiliar determinada pelo pulmão, durante a inspiração.


    http://www6.ufrgs.br/favet/lacvet/restrito/pdf/choque_hipovolemico.pdf
    http://fisiologia.med.up.pt/Textos_Apoio/cardiaco/Choque.pdf

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  9. http://www.ufpe.br/ijd/index.php/exemplo/article/view/73/63

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  10. JULIANA DIAS
    Ausência do baço: Asplenia.
    O baço é um órgão linfático que contém o maior acúmulo de tecido linfóide do corpo. Ele encontra-se interposto na circulação sanguínea o que lhe confere uma atividade de órgão de defesa contra microorganismos circulantes no sangue, sendo também um órgão destruidor de hemáceas envelhecidas, devido a grande concentração de macrófagos.
    Seu parenquima é envolvido por uma cápsula, que emite várias trabéculas que dividem incompletamente o mesmo. Tal parenquima (ou polpa esplênica ) é constituido pela polpa branca( formada pelos nódulos linfáticos e bainha linfática periarterial ) e a polpa vermelha (formada pelos cordões esplenicos e os sinusóides ). Entre a polpa branca e a vermelha existe o seio marginal, onde se localizam macrófagos, linfócitos, e células apresentadoras de antígenos, sendo este o principal local de defesa.

    O baço pode ser removido sem grandes prejuízos, já que os outros órgãos linfáticos podem sumprir o seu papel de defesa e o fígado e a medula óssea podem assumir a degradação das hemáceas, pois possuem muitos macrófagos.

    Uma coisa que também encontrei é que o baço é um órgão que armazena sangue. Pensei na possibilidade de a ausencia de suas funções agravar o choque hipovolemico do paciente.

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  11. Histologia básica- Luiz C. Junqueira

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  12. Sobre a tontura que ele teve antes do acidente, pode ter relação com a hipoglicemia, já que ele não se alimentou antes de sair para o trabalho.

    A sintomatologia devido à hipoglicemia geralmente aparece com níveis glicêmicos de 60 mg/dl e a diminuição da função cerebral, a partir de 50 mg/dl. Os sintomas decorrem da ativação do sistema nervoso autônomo (sudorese, tremores, ansiedade, nervosismo, sensação de calor, fome, náuseas, etc) ou da neuroglicopenia (sonolência, tontura, confusão, dificuldade para falar, cefaléia, inabilidade para se concentrar, convulsões, etc). Esta sintomatologia varia de pessoa para pessoa, não havendo uma ordem cronológica para seu aparecimento e podendo, inclusive, inexistir.
    http://www.angelfire.com/ri/josivan/hipoglicemia.html

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  13. Eu concordo com Juliana sobre a condição do baço agravar o choque hipovolemico eu li que diante de uma hemorragia o baço atua como um fornecedor de sangue.tanto que em alguns animais que não o homem o baço possui celulas musculares para auxiliar nessa expulsão de sangue para circulação sistemica.
    Eu vi também que o choque hipovolemico pode depender nao so da porcentagem de sangue perdido (mais de 20%) mas também da velocidade com que o sangue é perdido.Logo se o sangue foi perdido de maneira muito rápida pode ocorrer choque hipovolemico

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  14. Um pouco mais sobre a esplenectomia e o baço...

    O baço, como maior órgão linfóide do corpo humano, apresenta funções imunológicas relevantes, tais como depuração de bactérias da corrente sangüínea e produção precoce de anticorpos contra várias partículas antigênicas. Fígado, pulmão e baço apresentam mais de 95% da atividade fagocitária em humanos.

    Apesar de ser protegido pelas 9ª-12ª costelas, o baço é o órgão mais frequentemente lesado no abdome. Golpes fortes na região lateral esquerda podem fraturar uma ou mais dessas costelas, produzindo fragmentos ósseos cortantes que podem lacerar o baço. Além disso, o traumatismo contundente de outras regiões do abdome que causam um aumento súbito da pressão intra-abdominal pode causar a ruptura da cápsula fina e do peritônio sobrejacente do baço, rompendo seu parênquima ou polpa macia (ruptura do baço). Na ruptura, há grande sangramento (hemorragia intraperitoneal) e CHOQUE. ( MAIS UMA EVIDÊNCIA DO QUE JULIANA E LUCIANA AFIRMARAM SOBRE A RELAÇÃO DO CHOQUE COM AS CONDIÇÕES DO BAÇO)

    É difícil reparar uma ruptura do baço; com freqüência, portanto, realiza-se a remoção do baço para evitar a hemorragia até a morte. Quando possível, a esplenectomia subtotal (parcial) é seguida por rápida regeneração. Após esplenectomia total, porém, ocorre uma maior vulnerabilidade a infecções bacterianas, sendo muito comum a infecção fulminante pós-esplenectomia (IFPE). Vale salientar que os órgãos reticuloendoteliais, como o fígado e a medula, podem assumir grande parte das funções do baço.

    O artigo “IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DE TECIDO ESPLÊNICO PARA A FAGOCITOSE BACTERIANA” de Ruy Garcia Marques ,Andy Petroianu (...) sugere ocorrer alguma falha no sistema mononuclear fagocitário em sua adaptação à ausência do baço e afirma sobre a necessidade de desenvolvimento de técnicas cirúrgicas alternativas à esplenectomia total para emprego em pacientes em que seja necessária a remoção esplênica.
    Interessante nesse artigo foi a pesquisa feita com a bactérias Escherichia coli AB1157, por ser a bactéria gram-negativa mais bem estudada e por fazer parte da flora intestinal normal, em humanos. É importante ressaltar que a E. coli é responsável por cerca de 12% dos casos de IFPE. As bactérias gram-negativas são também os principais agentes etiológicos de infecções em pacientes esplenectomizados idosos e debilitados por doenças crônicas.

    BIBLIOGRAFIA
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-86502002000600006&script=sci_arttext

    Anatomia Orientada para Clínica; Keith L. Moore


    LUÍSA DE CASTRO CORREIA

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  15. CONHECER OS ÓRGÃOS RETROPERITONIAIS

    Órgãos retroperitoniais ou extraperitoniais ou subperitoniais : são órgãos que estão localizados fora da cavidade peritoneal - externamente, posteriormente ou inferiormente a ela - e são cobertos parcialmente por peritônio.

    Keith Moore - Anatomia orientada para clínica

    Exemplo de órgão retroperitoneal são: rins, bexiga (há controversas), pancreas, duodeno, colo descendente e ascendente.
    Acredito que tenham mais órgãos, mas não achei nas referências bibliograficas que usei. Alguém sabe de outros? O Keith cita: rins, bexiga e colo descendente.

    http://www.medsara.hpg.ig.com.br/abdome.htm

    Luísa de Castro

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. O Choque Hipovolêmico assim como outros tipos de choques pode ser enquadrado em alguns estágios
    a 1 fase é a não progressiva inicial onde são desenvolvidos mecanismos compensatórios para manter a oxigenação nos órgãos vitais
    a 2 fase é quando o choque começa a progredir causando danos
    e a 3 fase é quando o dano celular e tecidual é muito extenso e não é possível mais reverter

    Na 1º fase ocorre diversas alterações para manter o bombeamento de sangue adequado através da manuntenção do debito cardíaco e pressão arterial assim ocorre uma estimulação do sistema simpático.Como Laís falou anteriormente ocorrerá vasoconstricção periférica ,taquicardia e taquipneia.Além da ativação do sistema renina-angiontensina para ocorrer uma conservação dos líquidos corporais.A palidez e a sudorese fria ocorre porque o sistema simpático é responsável pela inervação das glândulas sudoríparas o que leva ao aumento sudorese.O motivo da suderese ser fria e a palidez ocorre porque os vasos periféricos se contraem para que o sangue possa ser desviado para os órgãos vitais.
    Na 2 fase devido a hipoxia nos tecidos ocorre a ativação da atividade anaeróbica o que leva ao aumento na produção de acido lático e pode causar uma acidose lática metabólica o que pode ser também responsável pela taquipnéia.Acredito também que essa acidose pode ter colaborado para o estado de coma do paciente apesar do traumatismo craniano ser uma causa mais direta no caso de tal paciente.

    Patologia Estrutural e Funcional - Robbins
    Fisiologia- Guyton

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  18. COMPLEMENTANDO O QUE LUÍS FALOU SOBRE TONTURA/HIPOGLICEMIA:

    O ouvido interno possui intensa atividade metabólica, pouca reserva de energia armazenada, e depende para sua atividade do suprimento constante do oxigênio e da glicose sangüínea. Então, os distúrbios no metabolismo da glicose causam transtornos vestibulococleares, promovendo sintomas como a tontura.

    A endolinfa, presente no ouvido interno, possui muito potássio, o que só acontece dentro das células. O excesso de insulina no sangue (que ocorre nos casos de HIPOGLICEMIA, diabetes e outros distúrbios do metabolismo do carboidrato) provoca um bloqueio da atividade da enzima (Na+K+)ATPase, que aumenta a concentração de sódio na endolinfa. Esse sódio expulsa o potássio e carreia uma maior quantidade de água para a endolinfa aumentando a pressão endolinfática (hipertensão da endolinfa) e provoca tontura e distúrbios da audição.

    A tontura pode ser o primeiro sinal de alguma doença ou estado orgânico importante. Como o ouvido consume grande quantidade de energia (açúcar e oxigênio), qualquer mínima falta dela já pode ser percebido como tontura.

    bibliografia

    http://www.medicinageriatrica.com.br/category/doencas-nao-transmissiveis/page/3/

    http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/otorrino.html



    Luísa de Castro

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  19. JULIANA DIAS
    Para entender o caso, pesquisei também o conceito de trauma e achei que o trauma são todas as lesões provocadas por agentes externos, como por exemplo queimaduras, batidas, choques e etc.
    Falando um pouco mais de choque ele é caracterizado como uma hipoperfusão sistemica do organismo. Existem vários tipos de choque além do hipovolemico, comö: o choque anafilático, provocado por alergias, o choque séptico, cusado por infecções, o choque cardiogênico, causado pela diminuição da função do coração e o choque elétrico.
    O choque hipovolêmico do paciente é causado pelos seus traumatismos, principalmente o trauma abdominal fechado, que causou uma intensa perda de sangue pelo paciente.
    Sobre o rim em ferradura, é uma malformação da posiçÃo, fusão e rotaçÃo dos rins. Os ureteres ficam então deslocados lateral e anteriormente, levando a uma maior predisposição a uma uropatia obstrutiva, que pode levar a uma pielonefrite.Na maioria dos casos o sumprimento arterial é anormal. Além disso a maioria dos pacientes apresentam sintomas relacionados a infecção, litíase e hidronefrose.

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  20. falem mais sobre as consequencias da asplenia e sobre os tipos de choque hemorrágico.

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  21. JULIANA POLARI
    Uma das principais consequencias da asplenia pós- trauma é a suscetibilidade à sepse por microorganismos encapsulados.Isso porque o baço, maior órgão linfóide, possui função imunológica, atuando na remoção de microrganismos e imunocomplexos da circulação sangüínea.Algumas dessas atividades podem ser parcialmente mantidas por outros órgãos, como o fígado, mas na presença de patógenos mais virulentos, como o pneumococo, a disfunção ou a ausência do baço não é compensada. Daí o fato de que o tratamento das lesões esplenicas atualmente ser direcionado para preservação, seja ela cirurgica ou não.

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  22. Complementando o que as meninas falaram sobre a função imunológica do baço:

    - O baço participa da formação do IgM contra antígenos bacterianos encapsulados ou não;
    - Também produz properdinas, opsoninas e tufsinas tetrapéptides. Essas substâncias recobrem os leucócitos, estimulando a fagocitose e também são ativadoras de macrófagos.
    - Regula a produção de linfócitos T e B, tendo função importante no clareamento e na produção de elementos de defesa imunológica.

    E uma informação a mais, que achei bem interessante, é que pacientes esplenectomizados têm maior índice de mortalidade por infarto agudo do miocárdio, causado pelo aumento de plaquetas (já que o baço destrói as plaquetas circulantes após 5 dias).


    Fontes:
    1. CUELLAR ERAZO, Guillermo A. Trauma do Baço Cirurgia de Urgência - Vol. I - 2ª Ed. - Capítulo 04.24. Trauma do Baço.

    2. Marques RG, Petroianu A, Oliveira MBN, Bernardo Filho M. Importância da preservação de tecido esplênico para a fagocitose bacteriana. Acta Cir Bras [serial online] 2002 Nov-Dez;17(6). Disponível em URL: http://www.scielo.br/acb.


    Melina Ferraz

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  23. (...Continuando o comentário anterior!)

    Além da relação do baço com a imunidade, há também a relação com as hemáceas.
    O baço é importante no processamento das hemácias imaturas, podendo convertê-las de uma morfologia nucleada esférica para uma morfologia bicôncava anucleada (forma madura). Além disso, faz também o reparo de hemácias deformadas ou envelhecidas e a destruição de hemáceas.
    Na asplenia, por consequencia, podemos ter a presença de células em alvo (células imaturas), corpos de Howell-Jolly (remanescentes nucleares, quando não há a expulsão nuclear completa), corpos de Heinz (hemoglobina desnaturada) e corpos de Pappenheim (grânulos de ferro).


    Melina Ferraz

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  24. JULIANA DIAS

    Falando um pouco sobre o traumatismo craniano, ele foi causado no paciente por uma desaceleração súbita causada pelo impacto. O edema difuso desenvolvido pelo paciente é um fator de grande risco, já que tal edema pode provocar herniações que podem danificar o tronco cerebral que controlam funções vitais como a frequencia cardíaca e respiratórias.
    A perda de consciencia apresentada pelo paciente após o acidente é característica de um traumatismo craniano, já que tal trauma provoca danos a áreas do cérebro causando confusoes mentais e inconsciencia. O choque hipovolemico também causa a incosciencia devido ao baixo volume de sangue, que causa uma hipóxia do cérebro, também danificando- o.

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  25. expliquem a hipoglicemia como resposta ao choque hipovolêmico de origem hemorragica e não hemorrágico.

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  26. Qual a diferença entre hipoxia tecidual e hipoxemia?

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  27. Hipoxemia é a deficiência anormal de concentração de oxigênio no sangue arterial. É diferente de hipóxia, que é a baixa disponibilidade de oxigênio para determinado órgão, o que pode ocorrer mesmo na presença de quantidade normal no sangue arterial, como no infarto agudo do miocárdio ou no acidente vascular cerebral. Os sinais da hipoxemia podem ser agitação, confusão mental, taquipnéia, taquicardia, arritmias, cianose central e hipotensão arterial


    Jonh Alves

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  28. Choque Hipovolêmico: é o tipo mais comum de choque, e deve-se a redução absoluta e geralmente súbita do volume sangüíneo circulante em relação a capacidade do sistema vascular.Ele ocorre quando há perda aguda de 15% a 20% do volume sanguíneo circulante.O choque hipovolêmico também pode decorrer de hemorragia interna ou quando o líquido extracelular é desviado do compartimento vascular para o espaço ou compartimento intersticial.Os sinais e sintomas do choque hipovolêmico consistem em sede, aumento da freqüência cardíaca,pele fria e úmida e alterações da atividade mental. Quando o choque se torna grave, as veias periféricas colabam,dificultando a inserção de vias venosas periféricas e impedindo que a glicose no sangue circule. Não sei se isso se correlaciona com o que prof. perguntou quanto a hipoglicemia como resposta ao choque hipovolêmico de origem hemorragica ?
    Laparotomia Exploradora: é uma cirurgia que consiste na abertura do abdome (laparotomia), tendo como finalidade sua exploração (laparotomia exploradora), exame e tratamento de problemas. Dentre as doenças que podem ser descobertas por meio de laparotomia exploradora estão:
    • inflamação do apêndice (apendicite aguda )
    • inflamação do pâncreas (pancreatite aguda ou crônica)
    • cavidades infectadas (abscesso retroperitoneal, abscesso abdominal, abscesso pélvico)
    • presença de tecido uterino (endométrio) no abdome (endometriose)
    • inflamação das tubas uterinas (Falópio) (salpingite)
    • tecido cicatricial no abdome (aderências)
    • câncer (de ovário, cólon, pâncreas, fígado)
    • inflamação de cavidade intestinal (diverticulite)
    • orifício no intestino (perfuração intestinal)
    • gestação no abdome ao invés de no útero (gestação ectópica)
    • para determinar a extensão de determinados cânceres (linfoma de Hodgkin)
    Equimose: é a infiltração de sangue na malha dos tecidos ,surge com a rotura de capilares.Pode suceder uma hiperemia ,podendo estar relacionada a trauma ou distúrbios de coagulação.
    Jonh Alves

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. * expliquem a hipoglicemia como resposta ao choque hipovolêmico de origem hemorragica e não hemorrágico.

    O metabolismo de carboidratos e Iipídios está francamente alterado nos estados de choque. Sendo a estimulação do sistema nervoso autônomo
    simpático o fator mais importante envolvido na ativação e integração das respostas endócrinas. A agressão traumática produz alterações metabólicas, hormonais e hemodinâmicas nas funções corporais... Tais modificações se traduzem em um estado hipercatabólico, com elevação dos níveis plasmáticos dos hormônios catabólicos (cortisol, glucagon, catecolaminas e liberação de hormônios tróficos pelo hipotálamo, os quais estimulam a liberação de hormonios hipofisários. Há, também, diminuição ou liberação inalterada dos hormônios anabólicos (insulina e testosterona).
    Estas alterações endócrinas resultam em glicogenólise, lipólise e gliconeogênese, induzindo à hiperglicemia, retenção de sódio e água. Estes ajustes têm por finalidade a mobilização de estoques periféricos de substratos, de modo que os tecidos dependentes de glicose, como o sistema nervoso central, as células sangüíneas e os tecidos lesados não fiquem privados de seu suprimento metabólico.
    Portanto, inicialmente ocorre hiperglicemia atribuida ao excesso de catecolaminas, glucagon e glicocorticóides. Quando os depósitos de glicogênio tornam-se depletados, nos estados mais avançados do choque, pode ocorrer hipoglicemia.

    http://www.huc.min-saude.pt/anestesiologia/docs/rne4.pdf

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  31. * ORGÃOS RETROPERITONEAIS
    Aorta abdominal, veia cava inferior, a maior parte do duodeno, o pâncreas, os rins e o ureter, a face posterior do colo ascendente e descendente.
    Lesões traumáticas que acometem as viceras retroperitoneais são de reconhecimento difícil, pois essa região é de dificl avaliaçã clínica e essas lesões inicialmente não produzem sinais ou sintomas de peritonite. Além disso esse espaço não é ascessivel ao lavado peritoneal diagnóstico(LPD).
    LAVAGEM PERITONEAL DIAGNÓSTICA detecta a hemorragia intraperiotoneal. A aspiração de sangue, conteudo gastrointestinal e de fibras vegetais ou de bile no doente com laterações hemodinamicas implica em laparotomia.
    E como Luciana já explicou, a laparotomia é uma cirugia onde há abertura do adomem tendo como finalidade sua exploração, examimar e/ou tratar.

    Suporte avançado de vidas no trauma para médicos(ATLS)- manual do curso para alunos- 7º edição

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  32. Complementando o que já foi dito sobre o choque, eu li que que existe incialmente uma vasodilatação, ativação dos sistemas adrenérgicos e renina-angitensina-aldosterona, esse último ajuda a manter o volume intravascular através do aumento da reabsorção de sódio e consequentemente água. A taquicardia e consequencia da ativação do sistema adrenérgico na tentativa de manter o débito cardíaco.

    Bogliolo Patologia
    ATLS

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  33. O choque hipovolêmico pode ser causado por: -Perda sanguínea (interna ou externa)
    -Perda de líquidos e eletrólitos (diarréia, vômito, desidratação,edemas)

    *Vão ocorrer as seguintes alterações:
    -Volume sangüíneo diminuído
    -Retorno venoso diminuído
    -Volume sistólico diminuído
    -Débito cardíaco diminuído ´ -Perfusão tecidual diminuído
    -Ativação dos baroreceptores a.aorta e carótidas
    -Ativação do SNC
    -Liberação de adrenalina e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
    -Saturação do sistema
    -Falência múltipla de órgãos



    Fonte: breccio.googlepages.com/Choque.doc

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  34. CHOQUE HIPOVOLÉMICO E TAQUICARDIA E TAQUIPNEIA COMO RESPOSTAS AO TRAUMA


    O choque hipovolémico é o tipo mais frequente de choque, podendo ser subsequente a
    hemorragia (perda da massa eritrocitária e de plasma) ou a perda plasmática isolada (como
    sucede no sequestro de liquido extravascular, nas perdas pelo trato gastrointestinal e urinário ou nas perdas insensíveis). A sintomatologia destas duas situações é clinicamente sobreponível, embora no segundo caso o quadro possa instalar-se de forma mais insidiosa. Os sintomas variam de acordo com a magnitude da perda e, portanto, com a gravidade da situação .
    Sintomas de Hipovolémia Leve (<20% do volume circulante) : Membros frios, Tempo de preenchimento capilar aumentado, Hipersudorese, Colapso venoso, ansiedade
    Moderado (20 a 40% do volume circulante) : Idem, e mais: Taquicardia, Taquipneia, Oligúria, Alterações posturais (mas a PA pode ser normal em decúbito)
    Grave (>40% do volume circulante) : Idem, e mais: Instabilidade hemodinâmica, (mesmo em decúbito), Taquicardia acentuada, Hipotensão, Deterioração do estado mental (coma)

    A resposta fisiológica compensadora à hipovolemia visa assegurar sobretudo a perfusão
    dos órgãos nobres, nomeadamente o SNC e o coração. Sendo assim, e como referido
    anteriormente, ocorre activação do sistema adrenérgico, hiperventilação, ativação da suprarenal (com libertação de cortisol), redução do débito urinário (pelo SRAA) e recrutamento dos líquidos intersticiais e intracelulares. No que diz respeito aos parâmetros do hemograma é importante ter presente que após uma hemorragia aguda, os valores da hemoglobina e do hematócrito podem não estar alterados até que ocorra retenção hídrica ou sejam perfundidos fluidos. Por conseguinte, perante um valor do hematócrito dentro dos limites da normalidade não se pode excluir uma perda hemática significativa. Em contrapartida, se for uma situação de perda plasmática, pode mesmo haver hemoconcentração.
    O diagnóstico deste tipo de choque pode ser rápido e fácil se o doente apresentar sinais
    clínicos de instabilidade hemodinâmica e se a fonte da perda de volume for evidente. No
    entanto, há situações em que esta fonte de perda é oculta, pelo que o diagnóstico se prefigura
    mais difícil. O diagnóstico diferencial com o choque cardiogénico é outro aspecto importante
    uma vez que ambos cursam com hiperactividade simpática, aumento das RVP e diminuição do
    DC, mas têm abordagens terapêuticas díspares.
    No caso em questão a taquicardia e taquipneia, assim como a hipotensão, se devem à perda de moderada a grave de liquidos que gerou o choque hiopovolêmico.


    http://fisiologia.med.up.pt/Textos_Apoio/cardiaco/Choque.pdf

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  35. LAPAROTOMIA

    é uma manobra cirúrgica que envolve uma incisão através da parede abdominal para aceder à cavidade abdominal. É também conhecida como celiotomia.
    Dependendo do local da incisão, pode pode-se ter acesso a todo um órgão ou ao espaço abdominal, e é a primeira etapa em qualquer procedimento cirúrgico diagnóstico ou terapêutico destes órgãos A incisão mais comum para o laparotomia é a incisão mediana, uma
    incisão vertical que segue a linha alba. A incisão mediana supraumbilical estende-se do processo do xifóide aoumbig o, uma incisão mediana infraumbilical vai do umbigo até a sínfise púbica.
    Uma única incisão que se estende do processo xifóide até a sínfise pubica é empregada às vezes, especialmente na cirurgia do trauma. É chamada de xifo-púbica.
    As incisões medianas são favorecidas particularmente na laparotomia diagnóstica, porque permitem um amplo acesso à toda a cavidade abdominal.

    http://www.scribd.com/doc/7262702/Aula-9a-Laparotomia

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  36. EQUIMOSE E HEMATOMAS - na equimose há rompimento dos capilares, porém sem perda da continuidade da pele, sendo que no hematoma, o sangue extravasado forma uma cavidade.

    http://www.unimes.br/aulas/MEDICINA/Aulas2005/1ano/Procedimentos_basicos_em_medicina/feridas_e_curativos.html
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    HIPOGLICEMIA E TONTURA

    Inicialmente, o organismo reage a uma queda da concentração sérica de glicose liberando a epinefrina (adrenalina) das adrenais e de determinadas terminações nervosas. A epinefrina estimula a liberação do açúcar das reservas do corpo, mas também produz sintomas similares aos de uma crise de ansiedade: sudorese, nervosismo, tremores, desmaios, palpitações e, algumas vezes, fome. A hipoglicemia mais grave reduz o suprimento de glicose ao cérebro, provocando tontura, confusão mental, fadiga, cefaléias, comportamento inadequado que pode ser confundido com embriaguez, incapacidade de concentração, alterações visuais, convulsões epileptiformes e coma. A hipoglicemia prolongada pode lesar o cérebro de modo permanente. Tanto a ansiedade quanto o comprometimento da função cerebral são sintomas que podem iniciar de forma lenta ou abrupta, evoluindo de um desconforto discreto a uma confusão mental grave ou a uma crise de pânico em questão de minutos.


    http://mmspf.msdonline.com.br/pacientes/manual_merck/secao_13/cap_148.html
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  37. RIM EM FERRADURA

    É provavelmente a anomalia de fusão mais comum nos rins. A anomalia consiste em duas massas renais distintas situadas verticalmente em cada lado da linha média (do corpo) e conectadas, por seus respectivos pólos inferiores, por um istmo de tecido fibroso que atravessa a linha média. Existem muitas variações na forma básica do rim em ferradura. Em 95% dos pacientes, os rins são unidos pelo pólo inferior; em um pequeno número, entretanto, a conexão é estabelecida entre os dois pólos superiores.
    O rim em ferradura ocorre mais comumente e homens
    Apesar de aproximadamente um terço dos pacientes com rim em ferradura permanecerem assintomáticos, quando os sintomas estão presentes, eles são relativos a hidronefrose (acúmulo de urina nos rins), infecção ou cálculos renais. O sintoma mais comum que reflete essas condições é uma dor abdominal inespecífica, vaga, que irradia para a região lombar inferior; queixas gastrintestinais também podem estar presentes.
    http://www.sbu-sp.org.br/site/index.php/rim-em-ferradura.82.html

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    ÓRGÃOS RETROPERITONEAIS

    são chamados de órgãos retro -peritoneais: rins, pâncreas, duodeno, o reto, a bexiga. A bexiga não seria retro, porque na verdade ela está abaixo, mas como um todo nós chamamos estes órgãos que são jogados contra a parede de retro-peritoneais. A veia cava inferior também está incluída nesta lista de órgãos, assim como a aorta abdominal.


    www.medsara.hpg.ig.com.br/abdome.htm

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  38. Conhecendo e caracterizando - do ponto de vista morfofuncional - 0 baço:

    O baço é um órgão capaz de suportar elementos do sistema eritróide, mielóide, megacariocítico, linfóide e monócito-macrofágico (reticuloendotelial).

    Localização do baço: cavidade peritoneal, na porção posterior do quadrante superior esquerdo (QSE), abaixo do diafragma e adjacente a 9a, 10a e 11a. costelas, estômago, cólon e rim esquerdo.

    Peso: pesa aproximadamente 80-200g em homens e 70-180g em mulheres adultas normais, perfazendo - assim - uma média de 150g ou 2% do peso corporal total.

    O baço diminui com a idade e não costuma ser palpável. torna-se palpável quando aumenta em 40% do seu tamanho.

    Mas, vale ressaltar que um baço palpável nem sempre é sinal de anormalidades.

    Funções do baço:
    participa da imunidade humoral e celular;
    remove hemácias senescentes ou defeituosas;
    depura microorganismo e outros antígenos da circulação;
    gera componentes celulares do sangue nas condições em que a medula é incapaz de atingir as necessidades ( hematopoese extramedular).


    Fonte:FILGUEIRA, N.A.;COSTA JÚNIOR, J.I., et.al.CONDUTAS EM CLÍNICA MÉDICA.Rio de Janeiro: MEDSI, 3a. Edição. 2004. p. 97

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  39. Ainda sobre o baço:

    De acordo com Junqueira, o baço apresenta como funções a formação de linfócitos, a destruição de eritrócitos desgastados, a defesa do organismo contra invasores e o armazenamento de sangue. Semelhante aos linfonodos, o baço atua como um filtro para o sangue.
    Vale ressaltar que de todos os macrófagos do organismo, os do baço são os mais ativos na fagocitose de partículas vivas e inertes que penetram no sangue.
    Embora exerça funções impresncindíveis à homeostasia corporal, a esplenectomia (retirada do baço) não causa grandes prejuízos ao indivíduo. Haja vista que haverá uma compensação excessiva por parte de outros órgãos linfóides ( linfonodos e nódulos isolados), levando, assim, a um aumento temporário do número de linfócitos no sangue. Ademais, a função hemocaterética passa a ser exercida pelo fígado e pela medula óssea.

    Fonte: JUNQUEIRA, L.C., CARNEIRO,J. HISTOLOGIA BÁSICA. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan. 1999. p. 220.

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  40. Choque hipovolêmico por Livro de terapia intensiva
    Pode ser definido como uma síndrome iniciada por hipoperfusão aguda sistêmica levando à hipóxia tecidual e à disfunção de órgãos vitais, ligada primariamente à perda de volume circulante.
    Classifica-se em hemorrágico e não-hemorrágico. O chouqe hemorrágico é devido á perda de sangue que pode ocorrer esternamente, como por exemplo numa hemorragia digestiva alta, ou internamente, como na lesão de órgãos abdominais sólidos num trauma abdominal fechado. Já o choque não-hemorrágico se deve à perda de fluidos que pode ocorrer externamente, como na diarréia aguda, ou internamente, como na síndrome de persa para o terceiro espaço como na obstrução intestinal aguda.a perda de volume circulate leva à hipóxia tecidula pela redução do transporte de oxigênio convectivo consequente à queda do débiot cardíaco pela diminuição da pré-carga e do volume sistólico e também à queda da hemoglobiuna oxigenada quando o processo se deve à hemorragia ativa.

    Mecanismo do choque: a resposta inial à hipovoemia é um aumento do tônus vascular refletido em um aumento da resistência periférica. Essa vasoconstricção produz uma redistribuição aos órgãos caracterizados por alto consumo de oxigênio, pouca capacidade de reserva e ampla auto-regulação, co o o cérebro e o coração, a custa da hipoperfusão de outros, como os rins e a circulação hepatoesplâcnica.
    Ocorre venoconstrição com perda da capacitância venosa afim de aumentar a pré-carga e, por conseguinte, o débito cardíaco.
    A taquicardia e o aumento da contratilidade miocárdica surgem como produção da aumentada resposta simpaticomimética, elevando - assim – o débito cardíaco.
    Todavia, esse aumento não é isento de risco, porque pode elevar o consumo miocárdico de oxigênio, podendo até anular um possível benefício do aumento da oferta global de oxigênio.
    A acidose vista precocemente na hipovolemia desloca a curva de dissociação da oxiemoglobina para a direita, aumentando a liberação tecial de oxigênio. Acidose assim como a hipóxia, aumentam a frequência respiratória, também elevando a oferta de oxigênio tecidual.
    As manifestações clínicas do choque hipovolêmico podem ser devidas à: doença de base ou à hipoperfusão tecidual, como no caso do motoboy, resultando na presença de taquicardia, pulso filiforme, extremidades frias, sudorese fria, diminuição do turgor cutâneo, mucosas secas, olhos enconvados, diminuição do nível de consciência, taquipnéia e hipotensão.

    FONTE: BARRETO, S.S.M; VIEIRA, S.R.R, ET AL. ROTINAS EM TERAPIA INTENSIVA. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2001. P.367

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  41. JULIANA POLARI

    O edema cerebral foi causado por aumento de volume extravascular cerebral após a lesão traumática cranioencefálica.Esse acúmulo de líquido, causando um inchaço, pode resultar em um aumento da pressão intracraniana.
    Quanto á classificação, as lesões intracranianas são classificadas, do ponto de vista topográfico(anatomopatológico)em focais e difusas.
    As lesões focais são, na maior parte das vezes, macroscópicas e localizadas em uma área determinada. As lesões focais incluem os hematomas extradurais (ou epidurais), os hematomas subdurais, as contusões e os hematomas intracerebrais. Já as lesões difusas são geralmente microscópicas e nelas há uma disfunção difusa do encéfalo. São lesões difusas: a lesão axonal difusa, a concussão cerebral, a edema cerebral difuso, a lesão cerebral hipóxica (pela falta de oxigênio ao cérebro) e a lesão vascular focal múltipla.

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  42. O baço não é considerado um órgão vital, mas os esplenectomizados ficam mais susceptíveis a infecções graves IFPE (infecção fulminante pós esplenectomia) que em 50% dos casos leva à morte. A asplenia relaciona-se ainda com a recorrência de neoplasias e com o risco de trombose da veia porta Os traumatismos esplénicos, dependendo não só do grau da lesão, mas principalmente do equilíbrio hemodinâmico do doente, podem resolver-se com tratamento conservador não operatório. Se é obrigatória a laparotomia podemos utilizar a rafia simples ou complementada com cola biológica, próteses peri-esplénicas e esplenectomias parciais. Mas, quando a lesão esplénica é de Grau 4 ou 5 com atingimento do pedículo a única forma possível de conservar as funções do baço é realizar o autotransplante.

    - http://www.fcsaude.ubi.pt/thesis/upload/118/800/maria_pazpdf.pdf

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  43. A artéria esplénica (lienal) tem origem do tronco celíaco e divide-se em ramos terminais que penetram no hilo e ramificam-se por todo o órgão, diminuindo seu calibre condicionando os territórios do baço e, secundariamente, alguns ramos colaterais desta artéria podem contribuir para a individualização de compartimentos territoriais acessórios.

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  44. A polpa vermelha constitui 75% do volume do baço é constituída por cordões (cordões de Billroth) separados por sinusóides. Os cordões esplénicos contêm várias células sanguíneas, macrófagos, células reticulares, plasmócitos, hemácias e plaquetas. Em resumo, os cordões desaguam em grandes seios, de parede fina, que são forrados por células endoteliais alongadas. Aproximadamente 90% do fluxo sanguíneo esplénico (300ml/min ou 5% do débito cardíaco) entram na polpa vermelha, percorrem os cordões esplénicos que se estreitam e desaguam em grandes seios de parede fina que são forrados por células endoteliais alongadas para ganhar acesso à circulação venosa13,15. Aqui, os elementos da circulação são expostos a uma densa rede de células fagocitárias e esta arquitectura, única do baço, é responsável pela sua capacidade para filtrar as células da circulação.

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  45. A polpa vermelha abranda o tráfego para aumentar a exposição dos elementos circulantes aos macrófagos fagocíticos. Estes fagócitos removem eritrócitos velhos e anormais. Esta capacidade que deve-se provavelmente ao facto de a sua deformação funcionar como um factor de identificação de que essas células devem ser removidas. A este processo chama-se “culling”.
    “Pitting” refere-se à remoção de inclusões intra-eritrocitárias mantendo a integridade do eritrócito no global13,14. Os corpos removidos pelo baço incluem “Howell Jolly bodies” (remanescentes nucleares), “Heinz bodies” (hemoglobina desnaturada) e “Pappenheimer bodies” (grânulos de ferro) e “Pits” (hemácias com irregularidades de superfície). “Filtering” refere-se à sua capacidade profunda de filtração que também remove outras células anormais do sangue como os esferócitos na esferocitose hereditária, hemácias falciformes na anemia falciforme, eritrócitos revestidos por IgG na anemia hemolítica autoimune ou plaquetas revestidas de IgG como na púrpura trombocitopénica autoimune. O baço remove ainda parasitas da malária de eritrócitos infectados.

    Nos animais o baço pode funcionar com um reservatório de eritrócitos, promovendo uma “autotransfusão” quando ocorre stress fisiológico. Não há evidências que o baço humano tenha a mesma capacidade. Ele pode armazenar mais de 30% do total de plaquetas do corpo, que podem ser lançadas na circulação sistémica aquando da estimulação correcta (p. ex depois de um aumento da libertação de epinefrina).

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  46. JULIANA POLARI

    Complementando o que Jonh falou a respeito da diferença entre hipoxia e hipoxemia...
    A hipoxia frequentemente é resultado da hipoxemia mas, em algumas situações pode acontecer com conteúdo arterial de oxigenio normal, como no caso de envenenamento pelo monóxido de carbono ou pelo cianeto. Portanto, a hipóxia pode ou não ser precedida por queda do conteúdo arterial de oxigenio.

    fonte: artigo- Hipoxemia e hipóxia Per- operatória: conceito, diagnósticos, mecanismos, causas e fluxograma de atendimento.

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  47. JULIANA POLARI

    Rim em Ferradura

    Fusão renal
    É uma anormalidade mais comum e recebe o nome de sua forma ou localização. A mais famosa e mais freqüente, é o rim em ferradura, onde ocorreu a fusão dos pólos inferiores. Esta fusão pode ser um simples tecido fibroso ou tecido renal funcionante. Sua localização no abdômen é mais baixa que a dos rins normais. Como todo rim alterado em forma, podem favorecer o aparecimento de infecções urinárias de repetição(ITU) e formação de cálculos. Embora ocorra mais em homens, nas mulheres durante a gestação esta anomalia pode trazer dificuldades à gestante, pois o útero pode comprimir o rim e trazer desconforto abdominal baixo.

    http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias.php?noticiaid=3674&assunto=Rim/Rins/Nefrologia

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