segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caso Clínico IV

M.T.S.O. 36 anos, branca, casada, advogada. Mãe de 01 filho de 12 anos. Residente em uma fazenda em Garanhuns, tenta sem sucesso engravidar novamente do seu segundo casamento. Histórico de 03 abortamentos naturais. As perdas embrionárias ocorreram logo nas primeiras semanas pós-implantação (entre a 2 e 4 semanas pós implantação). Procura auxílio em uma clínica de reprodução. Após o exame clínico a ginecologista explica que existem varias causas para os abortamentos ocorridos. Um dos questionamentos da médica foi o uso prolongado de contraceptivos ou a existência de vários parceiros, o que foi negado pela paciente. Desta forma a ginecologista, solicitou os seguintes exames, dosagens seriadas de hormônios para avaliar a segunda fase do ciclo menstrual, provas de função tiroidiana, exames laboratoriais rotina pré-natal, biópsia de endométrio, pesquisa Chlamydia e Micoplasma, bem como sorologias para listeriose, brucelose e cariótipo do casal. A paciente foi submetida a histerossalpingografia, pesquisa de fator anti-núcleo, pesquisa de células LE, anticorpo anti-cardiolipina e fator anticoagulante lúpico e pesquisa de fator aloimune (HLA), tendo sido submetido a paciente a uma exaustiva investigação diagnóstica com o intuito de esclarecer o motivo dos seus abortos freqüentes.

49 comentários:

  1. Termos desconhecidos:

    1)histerossalpingografia
    2)listeriose
    3)pesquisa de fator anti-núcleo
    4)pesquisa de células LE
    5)anticorpo anticardiolipina
    6)anticoagulante lúpico
    7)pesquisa de fator aloimune


    Objetivos:

    1) Determinar a relação entre as doenças brucelose, listeriose, clamídia e micoplasma e a não sustentação da gravidez.

    2) Explicar a sequencia de eventos desde a 1ª a 5ª semana e possíveis eventos relacionados com os abortamentos.

    3) Explicar o motivo da pesquisa de cariótipo dos pais e sua importância para o caso.

    4) reclacionar a idade da mãe e os abortos.

    5) Quais são os exames laboratoriais do pré-natal

    6) Falar sobre causas de abortamento de origem hormonal, autoimune, infecciosas, anatomicas e genéticas

    7) Relacionar o uso prolongado de contraceptivos e o número elevado de parceiros com o caso.

    8) influência dos hormonios da tireóide com ciclo mentrual e gravidez.

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  2. Listeriose é uma doença causada por uma bactéria encontrada em alimentos como peixe cru, leite não-pasteurizado, alguns tipos de queijo, frango mal cozido e saladas prontas que contenham ovos, frango, maionese ou atum. É uma das bactérias causadoras de intoxicação alimentar. O problema é que você pode nem saber que foi infectada por dias ou até semanas depois de ser exposta à bactéria, o que dificulta um diagnóstico preciso.

    Um terço dos casos documentados da doença é diagnosticado em grávidas. Os especialistas acreditam que mudanças na atividade metabólica e um sistema imunológico enfraquecido possam deixar as grávidas mais suscetíveis a todos os tipos de intoxicação alimentar. Se não for tratada, a listeriose pode levar a um aborto espontâneo ou provocar a morte do bebê dentro do útero.
    brasil.babycenter.com/pregnancy/.../listeriose/

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  3. A histerossalpingografia na verdade é um raio x Contrastato da cavidade uterina e de suas tubas.
    Um espéculo é inserido na vagina e o colo uterino é limpo. Um fluoroscópio é inserido através do colo uterino e o corante é injetado, enchendo o útero e as tubas uterinas (trompas de Falópio). O corante deixa os órgãos genitais mais visíveis aos raios X, que são tirados a fim de se detectar quaisquer anormalidades.
    adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/.../003404.htm

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  4. JULIANA DIAS
    - Histerossalpingografia: Complementando o que johany falou o objetivo desse exame é avaliar a morfologia das tubas uterinas e inferir sobre sua função reprodutiva. Também oferece dados sobre a anatomia uterina e permite a visualização de anormalidades.
    - Pesquisa de Fator anti- núcleo: Pesquisa de auto-anticorpos contra antígenos celulares, investigando doenças auto-imunes.
    - Pesquisa de células LE: Exame de lúpus eritematoso. Essa doença é auto- imune e assim como todas as doenças auto- imunes podem gerar anticorpos que atacam o concepto.

    www.bebedeproveta.net/histero.htm
    www.medicinageriatrica.com.br
    www.adam.sertaoggi.com.br

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  5. Complementando o que Juliana disse sobre fator anti-núcleo e listando causas imunológicas para abortamentos:

    1 - Fator Autoimune

    Presença de anticorpos contra o DNA ou produtos de degradação do DNA e isto se reflete em um resultado positivo para o Fator Anti-Núcleo (FAN).

    O tratamento é a utilização de antiinflamatórios em baixas doses, como a Prednisona e Aspirina infantil.

    Outra causa imunológica que propicia os abortamentos é:

    2 - Síndrome Antifosfolípide e Trombofilias Hereditárias

    Para o desenvolvimento da placenta e nutrição do embrião, é preciso uma conexão entre as células do embrião (trofoblastos) e da mãe (decídua).

    Esta interação acontece por substâncias na superfície das células que se chamam fosfolípides. Se houver anticorpos antifosfolipídicos, esta interação não acontece de forma saudável, o que pode dificultar a manutenção da gestação. Há ainda uma tendência a formação de pequenos coágulos que dificulta a nutrição do embrião.

    Isto pode ocorrer também quando há alterações genéticas que predispõe a formação destes coágulos. Estas alterações genéticas são conhecidas como trombofilias hereditárias. As mais importantes são: deficiência da Antitrombina III, da proteína C e S, as mutações dos genes da protrombina, do fator V de Leiden e da enzima metileno tetrahidrofolato redutase.


    3 - Anticorpos antiespermáticos.

    O tratamento é inseminação artificial intra-uterina.

    O tratamento para este problema é uso da aspirina infantil e Heparina.


    4 - Atividade das células NK elevada

    O tratamento é com Concentrado de Linfócitos Paternos e, caso a atividade dessas células continuem elevadas após sua administração, recomenda-se o tratamento com Imunoglobulina venosa (IgGIV).

    5 - Fator Aloimune

    Casais que compartilham o HLA-DQ alfa.

    Falta ou produção insuficiente de anticorpos bloqueadores para a gravidez e a evolução é o aborto.

    O tratamento para esta categoria é a Imunoterapia com Linfócitos Paternos.


    http://aloimune.med.br/imunologia2.asp

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  6. O FATOR ALOIMUNE é um processo de rejeição do feto pelo sistema imunológico da mãe por falta de anticorpos bloqueadores que protegem as células embrionárias. “Esses anticorpos protegem o feto contra os fatores de agressão do organismo materno. Quando a mãe não os produz, o bebê não pode se desenvolver”.

    Segundo Barini, nesses casos o organismo da mulher não consegue adaptação imunológica para as características do homem, uma vez que não produz anticorpos contra os antígenos desse. A vacina então é produzida com glóbulos brancos do pai e introduzidas no organismo da mãe, fazendo com que ela produza os anticorpos bloqueadores, impedindo a interrupção da gravidez.

    A histocompatibilidade materno-fetal pode induzir a um distúrbio na interação entre mãe e feto por impedir a produção de fatores humorais e celulares de origem materna, essenciais para a vitalidade do embrião e o sucesso da gestação.

    O sistema composto pelas células T e B processa e apresenta os antígenos aos linfócitos. As células T originam as células citotóxicas específicas. As células B diferenciam-se em células produtoras de anticorpos específicos. Cada tipo de célula do sistema imune tem uma superfície de adesão diversa. Quando um antígeno processado é apresentado à célula T, ele é associado fisicamente a marcadores de superfície celular derivados de um grupo de genes, o Complexo Principal de Histocompatibilidade, conhecido como CPH. O CPH humano é localizado no braço curto do cromossomo 6 e codifica os antígenos HLA (Human Leucocyte Antigens).

    Na implantação do ovo, seria esperado que os antígenos HLA de origem paterna estimulassem o sistema imune materno. Entretanto, isto não acontece pela não-expressão do HLA no sinciciotrofoblasto, sugerindo que este seja imunologicamente inerte mas com importante papel de proteção, juntamente com imunomodulação ativa do sistema imune materno.

    A proposta terapêutica utilizando-se imunização da mulher com linfócitos do parceiro ou de doador, surgiu da observação de que pacientes submetidos a transfusões sanguíneas seriadas apresentavam menor rejeição de aloenxertos renais

    http://inovabrasil.blogspot.com/2007/09/fatores-imunolgicos-e-aborto-espontneo.html

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72031998000200005&script=sci_arttext

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  7. Causas para abortamentos recorrentes


    *Causas genéticas
    A anormalidade mais freqüente é a translocação
    balanceada observada no cariótipo de um dos
    parceiros. Outras anormalidades cromossômicas
    que podem ser encontradas são: mosaicismo
    sexual, inversão cromossômica e cromossomos
    em anel. Essas aberrações cromossômicas irão
    gerar embriões com cromossomopatias,
    evoluindo para aborto.

    *Causas endócrinas
    Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de
    Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção
    diminuída de progesterona na segunda fase do
    ciclo, período de implantação, onde tal hormônio
    tem participação fundamental. A suplementação
    de progesterona na segunda fase do ciclo é
    bastante discutida. Diabetes mellitus se mostra
    envolvido na etiologia do aborto de repetição
    desde que esteja descontrolado. Patologias da
    tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem
    controladas não se relacionam com aborto de
    repetição, porém é sabido que anticorpos
    antitireoidianos estão intimamente relacionados
    com o problema, embora o mecanismo não seja
    conhecido.

    *Causas anatômicas
    As mais descritas são: malformações uterinas
    (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos,sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo:
    incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.

    *Causas infecciosas
    Atualmente é bastante questionável a relação
    entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição.

    *Causas hematológicas
    Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação
    entre distúrbios da coagulação, tendência a
    tromboembolismos (trombofilias), com maus
    resultados gestacionais, entre eles abortos de
    repetição e infertilidade. Entre as trombofilias
    descritas como tendo relação com abortos de
    repetição podemos destacar trombofilias
    hereditárias e adquiridas.

    *Causas imunológicas
    Podem ser divididas em causas autoimunes,
    aloimunes e síndrome antifosfolípide.

    *Causas ambientais
    É descrita uma maior incidência de abortos
    espontâneos em pessoas com hábito de ingestão
    excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja
    determinação de dose especifica. Gases nestésicos também parecem elevar o risco de
    aborto. Exercício físico parece não estar
    relacionado como causa de aborto precoce.
    Microondas, ultra-som e terminais de vídeo
    parecem não elevar a taxa de aborto.

    *Causas desconhecidas
    Em 20% dos casos de aborto de repetição não é
    possível determinar uma causa específica, o que
    abre um campo vasto para novas pesquisas.

    *fonte: Ricardo Barini

    http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju348pg08.pdf

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  8. O ANTICORPO ANTICARDIOLIPINA (ACL) é um auto-anticorpo dirigido contra fosfolipídios. Está associado ao lupus (LES) e a uma síndrome caracterizada por trombose, trombocitopenia e abortos de repetição. Também ocorre em 22 porcento de pacientes dom hepatite C (HCV), não em diálise.

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  9. Eu encontrei que a idade da mae relaciona-se com os abortos por 2 motivos um deles seria porque com avanço da idade sabe-se das alteraçoes hormonais que ocorrem e a diferença da quantidade de hormonios circulantes pode dificultar a concepção ou a manutenção da gravidez.Também é sabido que em mães mais velhas a um risco aumentado de ocorrer alterações cromossomicas isso pode ser explicado baseando-se num modelo bastante aceito chamado Modelo do Ovocito Velho que diz que quanto mais velho o ovocito maior o risco de ocorrer erros durante a disjunção cromossomica pois acredita-se que ovocitos mais velhos são menos capazes de superar uma possivel não disjunçao durante o arranjo de eventos de uma recombinação.O que entra a questão do aborto espontaneo já que de acordo com Thompson & Thompson a frequencia global de anomalias cromossomicas em tais abortos é de no minimo 40 a 50 %

    Thompson & Thompson cap 5 e 6

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  10. cadê o restante da turma, vamos postar pessoal!

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  11. JULIANA DIAS

    só complementando o que Luciana disse, eu achei que além de fatores hormonais e cromossomicos, em mães acima de 35 anos, o risco de desenvolver diabetes gestacional e hipertensão nessa idade é muito maior, o que pode levar a complicações na gestação

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  12. Definição de aborto - perda gestacional precoce definido como termino da gravidez antes de 20 semanas ou peso fetal abaixo de 500 gramas

    Complementando o comentario de Carol sobre os fatores de abortos encontrei também entre fatores geneticos,ambientais,endocrinos,anatomicas,infecciosas e imunologicos também deve-se considerar o que diz as estatisticas normais onde de acordo com a minha fonte de pesquisa diz que 50% dos ovos fertilizados nao irao progredir para uma gravidez viavel.Também diz que 80% ocorre nas primeiras 12 semanas e 70 % desse numero é devido alterações cromossomicas. E o risco total de aborto em uma mulher com 40 anos ou mais é de aproximadamente 75% (a paciente tem 36 anos).
    Vi também nos fatores ambientais que o risco de aborto para maes fumantes aumenta proporcional ao numero de cigarros fumados.E que o exercicio fisico nao aumenta o risco de aborto espontaneo da mesma forma que o repouso no leito nao influirá no risco de abortos recorrentes.
    Em relaçao ao fator anatomico sabe-se que as anomalias uterinas resultam em vascularização insuficiente para a gestação e pode também limitar o espaço para o feto distorcendo a cavidade uterina.O autor diz que a malformação uterina pode ser vista pela histerossalpingografia mas deve-se haver confirmação por ultrasonografiatransvaginal e ressonancia magnetica.Já para detecção de problemas na tuba uterina como disse juliana ele é bastante confiavel.
    No caso de agentes infecciosos há implicaçoes para Toxoplasmose,Listeria,mycoplasma hominis,herpes virus e citomegalovirus consistentemente sabe-se da implicaçao do Ureaplasma urealiticum.No caso da Clamydia trachomatis, foi encontrado em mulheres com 3 abortos espontaneos ou mais anticorpos anticlamidia mas não se sabe ao certo se há de fato uma associação.
    Achei interessante o fato da não consistencia de dados em relação a alguns agentes infecciosos pelo motivo de ser mais barato prescrever antibioticos como eritromicina do que solicitar multiplas culturas.
    Em relação as causa imunologicas só esquematizando que em abortamentos de repetição por tal motivo apresentam as seguintes caracteristicas:
    1.Varios abortos espontaneos previos (presente)
    2.Não há gestação a termo recente(presente)
    3.Menos que 35 anos(quase)
    4.Concepto abortado com cariotipo normal(?)
    5.Pelo menos uma perda apos o primeiro trimestre (não)
    Endocrinologia ginecologica clinica e Infertilidade - Spreoff,Glass,Kase Capitulo Abortos Recorrentes 5 edição

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  13. so finalizando Acredito que não há informaçao sobre o cariotipo do feto abortado mas se for de causa Imune os exames especificos solicitados irão responder a questão.e só acrescentando eu lembrei que o Prof Julio falou em sala de aula que aborto é o ''feto'' que foi expulso e o nome correto é abortamento.

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  14. JULIANA POLARI
    Os exames laboratoriais preconizados pelo Ministério da Saúde, de acordo com o Manual
    Técnico de Assistência Pré-Natal(2000)são:
    Heredograma; Tipagem Sanguínea; Glicemia de Jejum; Sumário de urina; VDRL;HIV 1 e 2. Além desses,outros exames são:Sorologia para Rubéola; Sorologia para Toxoplasmose; Colpocitologia Oncótica;Sorologia para Hepatite B;Ultra-sonografia obstétrica;Cultura cervical para Estreptococos do grupo B.

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  15. Acho que o motivo da pesquisa de cariotipo dos pais ficou bem claro pelo fato da maioria dos abortos espontaneos decorrerem de alteraçoes cromossomicas e tendo os pais uma alteração mesmo sem clinica em seu cariotipo isso pode aumentar as probabilidades de ocorrencia na prole subsequente.Eu vi que o aconselhamento genetico é oferecido aos casais que apresentam doença herdavel ou malformaçoes na familia,malformaçoes em gestação anterio/atual,abortos frequentes sem causa determinada,casamento cosanguineo,idade parental avançada,contato com agentes mutagenicos ou teratogenicos.Durante o aconselhamento deve estar incluso o heredograma,exame do proposito e dos familiares afetados,diagnostico exato da doença,modelo de herança da doença,risco do casal,viabilidade do diagnostico pré-natal.

    Protocolos Assistenciais-Marcelo Zugaib e Roberto Eduardo Bittar

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  16. JULIANA POLARI
    Sobre o Anticoagulante Lúpico, eu achei que O anticoagulante lúpico (AL) pertence a um grupo de imunoglobulinas que agem interferindo in vitro, nos
    testes de coagulação dependentes de fosfolípides. Vários
    estudos têm demonstrado a heterogeneidade dos anticorpos
    antifosfolípide, alguns destes anticorpos são direcionados
    contra fosfolípides ligados às proteínas, nas quais, a β2-
    glicoproteína I e a protrombina são os maiores antígenos.
    A presença destes anticorpos antifosfolípides tem
    sido relacionados com um conjunto de manifestações clínicas
    que podem levar a episódios tromboembólicos e/ou
    perda fetal recorrente. Apesar do grande avanço sobre a
    natureza dos anticorpos antifosfolípides, o diagnóstico laboratorial
    baseia-se ainda em ensaios de coagulação para
    anticorpos anticoagulante lúpico e enzimoimunoensaio para
    anticardiolipina.

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  17. JULIANA POLARI
    Ainda sobre o anticoagulante Lúpico,existe uma associação entre a SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE E GRAVIDEZ
    Essa Síndrome se caracteriza pela presença de anticorpos antifosfolípides, como o anticoagulante lúpico (LA)
    e/ou anticardiolipina (aCL), associados a fenômenos tromboembólicos,
    trombocitopenia e complicações obstétricas(que é o caso dessa paciente).
    A patogênese dessas complicações está relacionada com os efeitos a nível de trofoblasto, já que a implantação normal e o desenvolvimento do feto
    requerem invasão trofoblástica do útero e dos vasos sanguíneos; um processo
    que pode ser mediado pelo ativador de plasminogênio, induzindo formação de
    plasmina e promovendo a degradação da matriz extracelular decidual. Os
    anticorpos antifosfolípides podem inibir o ativador do plasminogênio e reduzir os
    níveis de anexina V associado ao trofoblasto, promovendo trombose do vilo
    placentário.

    Fonte:http://www.meac.ufc.br/obstetricia/manual_meac/SINDROME_DO_ANTICORPO_ANTIFOSFOLIPIDE.pdf

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  18. Tireóide e Gravidez

    Hipertireoidismo

    O hipertireoidismo na gravidez é quase sempre resultado da doença de Graves. Este não é um evento comum, pois as doenças auto-imunes, das quais a doença de Graves é um exemplo, tendem a melhorar espontaneamente durante a gravidez. Além disso, mulheres com uma tireóide hiperativa são relativamente estéreis, pois tendem a não ovular na maioria dos ciclos menstruais.

    À medida que o anticorpo estimulador da tireóide, que é o responsável pelo hipertireoidismo na doença de Graves, atravessa a placenta e passa do sangue da mãe para o sangue da criança, esta também vai ter uma tireóide hiperativa como a mãe. Felizmente, as medicações antitireóide também vão atravessar a placenta e fazer com que um bom controle do hipertireoidismo da mãe garanta que o feto não sofra nenhum prejuízo. O fracasso na identificação ou no tratamento adequado do hipertireoidismo de uma mulher grávida pode causar um aborto, enquanto o tratamento excessivo com medicações antitireóide pode levar ao desenvolvimento do bócio no feto.

    Hipotireoidismo

    A maioria das pacientes com hipotireoidismo já está tomando tiroxina quando engravida. Embora um hipotireoidismo leve não diminua a fertilidade, as pacientes com uma deficiência grave da tireóide, de duração prolongada, têm menor chance de engravidar ou, quando concebem, de manter a gravidez.

    Pode ser necessário aumentar a dose de tiroxina durante a gravidez. Deve-se fazer exames de sangue a cada três meses para verificar se a dose precisa ser aumentada. A tireóide do feto se desenvolve independentemente da glândula da mãe e fabrica os próprios hormônios. O bebê não está em perigo, portanto, se você esquecer de tomar uma dose ocasional da tiroxina, mas o hábito de não tomá-la aumenta a chance de aborto.

    http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/saude_mulher/tireoide_gravidez.asp

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  19. Sobre o questionamento da médica quanto ao uso prolongado de anticoncepcionais:
    "A crença de que a pílula interfere na fertilidade vem do fato de que, ao tentar engravidar, depois de interromper o uso dos contraceptivos, muitas mulheres não conseguem e colocam a culpa nos anos de tratamento com o medicamento. Mas isso não é verdade.
    Muitas mulheres realmente têm problemas de infertilidade e só vão descobrir o fato quando param de tomar a pílula. Estes problemas não têm nada a ver com a pílula.
    Se o problema da infertilidade for investigado e descartado, a mulher pode ter, inicialmente uma certa dificuldade para engravidar. O que é normal e revertido em pouco tempo, após a interrupção do uso do remédio.
    Depois de parar com a pílula, o corpo da mulher demora alguns meses para ser acostumar com a nova situação. O ovário precisa voltar a funcionar, o que pode levar de 1 a 3 meses, em média, quando há uma reorganização do ciclo menstrual da mulher."
    http://www.meuanticoncepcional.com.br/mito/mito-ou-verdade-anticoncepcional-dificulta-gravidez/

    sobre a multiplicidade de parceiros:

    Existem indicações na literatura de que o padrão de atividade sexual possa influenciar a evolução da gravidez, pelo desenvolvimento de "adequação" ou "adaptação" imunológica a antígenos de origem paterna por meio do contato entre o esperma e o trato genital feminino.
    Alguns investigadores demonstraram a presença de moléculas HLA classe I no líquido seminal, identificadas por método imunoenzimático, com uso de anticorpo monoclonal. Observou-se que a quantidade destas moléculas no sêmen é menor que no plasma sangüíneo.
    Marti e Herrmann11 foram os primeiros a relatar que o número de parceiros com quem a mulher co-habitava antes da gravidez era cerca de três vezes maior entre as que evoluíam com gestação normal do que nas com PE, tendo concluído que estes achados explicavam a razão da maior incidência de PE em adolescentes. Como existe no esperma expressão de Ag HLA solúveis, e estes seriam responsáveis pela indução de tolerância, seria presumível que a mulher que entrasse em contato com esperma de diferentes parceiros teria maior oportunidade de desenvolver imunotolerância e assim ter condições de apresentar evolução normal de uma gravidez.
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032004000200009&script=sci_arttext

    Utilização de preservativos- diminui a exposição a antígenos do espermatozóide em mulheres que possuem anticorpos antiesperma.

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  20. Principais eventos que ocorrem da 1ª à 5ª semana de gestação:

    1ª semana
    - fertilização
    - formação do zigoto
    - clivagem do zigoto (com a formação de blastômeros)
    - formação da mórula
    - formação do blastocisto (embrioblasto + trofoblasto + cavidade blastocística)
    - final da primeira semana: começo da implantação do blastocisto no endométrio.

    2ª semana
    - fim da implantação (reação decidual)
    - disco embrionário bilaminar
    - formação da cavidade amniótica
    - desenvolvimento da placa pré-cordal

    3ª semana
    - formação da linha primitiva
    - formação de um disco trilaminar (com os 3 folhetos: mesoderma, ecto e endoderma)
    - notocorda (eixo primitivo do embrião)
    - tubo neural (que dará origem ao SNC)
    - crista neural (que formará ganglios espinhais, retina etc)
    - formação de somitos (agregados de celulas mesenquimais, que formam o esqueleto e musculatura axiais)
    - formação de vasos sanguineos e sangue (sistema cardiovascular primitivo)

    4ª semana
    - formação dos 4 arcos faríngeos
    - coração bombeando sangue
    - brotos dos membros superiores aparecem
    - fossetas óticas (futuro ouvido interno)
    - placoides do cristalino (futuro cristalino)

    5ª semana
    - rápido crescimento da cabeça
    - brotos dos membros inferiores
    - aparecimento do seio cervical

    Na primeira semana, durante a implantação, pode ocorrer a implantação ectópica. Na gravidez ectópica, ocorre hemorragia na cavidade abdominal por consequencia do rompimento da tuba uterina nas primeiras oito semanas, seguida de morte do embrião (o que pode ser o caso da paciente em questão). A ruptura da tuba e hemorragia constituem ameaça à vida da mãe e por isso são de grande importância clínica.

    Outra coisa que achei é que o aborto espontâneo (e principalmente o aborto espontâneo recorrente, AER) é extremamente comum nas primeiras 3 semanas de gravidez. Nas mulheres acima de 35 anos, é considerado AER a partir de 2 abortos, enquanto nas mulheres abaixo de 35 anos considera-se AER a partir de 3.

    Fontes:

    1. Moore KL, Persaud TVN. Embriologia clínica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.

    2. Barini R, Couto E, Mota MMM, Santos CTM, Leiber SR, Batista SC. Fatores associados ao aborto espontâneo recorrente. Rev Bras Ginecol Obstet. 2000;22(4):217-23.

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  21. Só uma observação é que o local ideal para a implantação do embriao é na metade superior do utero de preferencia na parede posterior pois nesse local é fornecido uma melhor proteção para tal embriao.A implantação pode ser ectopico que é fora do utero ou Heterotopico que é anormal apesar de dentro do utero e se dá na porção inferior o que leva a complicaçoes na hora do parto pois força a placenta a sair primeiro sufocando o bebe o que pode ter como sequela demencia.
    A implantação humana é dita intersticial pois o sinciciotrofoblasto força para dentro do endometrio(tecido conjuntivo).
    O utero no momento da implantação está na fase secretora com presença das arterias espiraladas e ''tecido suculento''

    Langman, e Moore

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  22. Complementando o comentario de Melina a respeito da segunda semana de desenvolvimento:
    A reação decidual é uma alteração do tecido conjuntivo do endometrio na qual as celulas tornam-se intumecidas por acúmulo de glicogenio e lipidio o que segundo o Moore torna o local imunologicamente privilegiado.
    Na segunda semana as seguintes estruturas extra embrionárias irão aparecer:Cavidade Amniotica,saco vitelino,Pediculo do embrião e saco corionico.Durante esse periodo há o aparecimento de lacunas no sinciotrofoblasto que posteriormente formarão rede de lacunas que se comunicara com capilares endometriais erodidos dando inicio a circulaçao uteroplacentaria. Sangue oxigenado flui pelas arterias espiraladas e sangue desoxigenado é removido pelas veias endometriais.
    O disco bilaminar é formado pelo epiblasto e hipoblasto
    Há também aparecimento do mesoderma extra-embrionario com posterior aparecimento do celoma extra embrionario com posterior divisao do mesoderma em somático e esplenico
    O final da segunda semana aparece as vilosidades corionicas primarias
    O mesoderma somatico e as duas camadas de trofoblasto formam o corion(parede do saco corionico)
    E o celoma extra embrionario passa a ser denominado cavidade corionica
    A placa precordal será o futuro local da boca e é o oganizador da regiao da cabeça.

    Embriologia Clinica - Moore 6ª ediçao

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  23. JULIANA DIAS:

    com relação ao anticorpo anticardiolipina: é um auto- anticorpo dirigido contra fosfolipídios. Geralmente está associado a lúpus e a síndrome do anticorpo antifosfolipídio, característica por trombose, trombocitopenia e abortos de repetição.

    fator anticoagulante lúpico: é um importante fator de risco para a trombose venosa e arterial. A maioria das pessoas com síndrome do anticorpo antifofolipídio tem esse fator alterado.
    Essa síndrome causa o aborto por efeitos no trofoblasto, pois a implantação e o desenvolvimento requerem invasão do útero e dos vasos maternos. Esse processo é mediado pelo ativador de plasminogenio, produzindo a plasmina promovendo a degradação da matriz decidual. Porém os anticorpos antifosfolipideos podem bloquear esse ativador de plasminogenio e reduzir os níveis de anexia V, causando abortamentos.

    www.reumatory.com.br

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  24. JULIANA DIAS:

    Com relação aos exames pré-natais, incluem:
    Tipagem do sangue ABO e Rh
    hemograma
    pesquisa de diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola, HIV 1 e 2
    cultura de urina
    protoparasitológico de fezes

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  25. JULIANA DIAS

    Abortos habituais: 3 ou mais perdas gestacionais sucessivas antes da 20 semana de gestação ou feto com menos de 500g. É classificado como precoce ate a 12 semana e tardio da 13 a 20 semana.
    Estão envolvidos: fatores genéticos, anatomicos, imunológicos e endócrinos. No caso de abortos precoces 50% dos casos são causados por deficiencias genéticas, por isso a importância da cariotipagem. As translocações nao balanceadas e as cromassopatias são as principais causas de abortos.Os principais fatores anatomicos são: incompetencia cervical, masformacoes uterinas, miomas submucosos. Nos fatores hormonais: incompetencia do corpo lúteo.

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  26. Complementando o que foi dito, ou melhor, digitado sobre a histerossalpingografia:
    é um exame realizado para avaliação da anatomia uterina e da permeabilidade tubária, característica esta que torna a pesquisa de causa de infertilidade primária ou secundária sua principal indicação.Um estudo recente, intitulado:"Prevalência de alterações uterinas e tubárias na histerossalpingografia em mulheres inférteis: estudo de 48 casos", permite afirmar que este exame é muito útil na pesquisa de infertilidade, uma vez que, freqüentemente, diagnostica alterações importantes, sendo um exame barato e de raras complicações.

    A histerossalpingografia é um exame realizado por intermédio da injeção de contraste no colo uterino, com o objetivo de opacificar o útero e as trompas uterinas, avaliando, com isso, a arquitetura interna do trato reprodutivo feminino. Pode, portanto, fornecer valiosas informações em relação a anormalidades tubárias e uterinas em pacientes com infertilidade primária ou secundária, abortos recorrentes ou monitorização de cirurgia tubária. Este exame faz parte da rotina de investigação de infertilidade, o que o torna de grande importância.

    Fonte: Radiologia Brasileira, Vol. 34 nº 2 - Março / Abril de 2001 (www.rb.org.br)

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  27. Sobre Listerìose:

    A listeriose é zoonose causada pelo microrganismo Listeria monocytogenes (Lm) e pode ser transmitida ao homem pelos alimentos de origem animal, como o leite sem pasteurização, carne e os derivados de ambos.

    Os indivíduos com sistema imunológico debilitado, gestantes e recém-nascidos fazem parte do grupo de risco e devem consumir esses alimentos com a necessária cautela.

    Ao longo do tempo, vários surtos de listeriose humana ocorreram, atingindo principalmente mulheres grávidas e seus conceptos, ocasionando aborto ou parto prematuro com alta incidência de mortes fetais e neonatais. Casos isolados de listeriose também provocaram aborto ou o nascimento de crianças com meningite e outras lesões neurológicas.

    A incidência de listeriose é subestimada, pois há vários fatores que dificultam a identificação do microrganismo por meio da cultura do sangue e do líquido cefalorraquidiano, entre os quais citamos as características morfológicas da Lm, que podem se confundidas com as de outro microrganismo, Streptococcus do grupo B.

    A listeriose não é, na maioria das vezes, diagnosticada na gravidez pela dificuldade das técnicas microbiológicas em encontrar o microrganismo ou pelas alterações histológicas nas placentas, o que a confunde com outras doenças, o que provavelmente impede de avaliar a importância de Lm na saúde humana.

    No entanto, é importante diagnosticá-la, por meio do exame da placenta, para prevenir processos inflamatórios maternos recidivantes e tratar os casos neonatais, que podem causar meningite com seqüelas como hidrocefalia, retardo mental, convulsões e sinais neurológicos focais.

    A ocorrência de aborto habitual ou de repetição (3 ou mais abortos consecutivos) relacionado com a presença de Lm é discutida por vários autores e não é investigada na maioria desses casos.

    A identificação de Lm, pelo exame imuno-histoquímico (IHQ), foi evidenciada em estudos de placentas que apresentaram as lesões inflamatórias características, o que demonstra ser método capaz de confirmar o diagnóstico desta enfermidade.

    Fonte: Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.25 no.7 Rio de Janeiro Aug. 2003
    "Identificação imuno-histoquímica de Listeria monocytogenes em placentas fixadas em formol e embebidas em parafina"

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  30. Acerca da idade materna e outras causas de abortos:
    Considera-se abortamento a interrupção da gravidez até a 20ª, 22ª semana, ou seja, até o quinto mês de gestação. Além disso, é preciso que o feto esteja pesando menos de 500 gramas para definir o episódio como aborto espontâneo ou provocado.

    O aborto de repetição é a situação na qual um casal experimenta três ou mais perdas gestacionais. Na espécie humana, o abortamento espontâneo é relativamente freqüente. 10% das gestações terminam em abortamento. Destes abortamentos, 85% tem uma causa genética, isto é, uma alteração cromossômica que inviabiliza a vida. Por esta razão, a ocorrência de um ou dois abortos é aceitável como natural. Mas com a recidiva de três ou mais abortos, alguma outra razão deve estar interrompendo as gravidezes. Se a mulher tem mais de 35 anos, dois abortos em seqüência já podem indicar um problema.

    Os abortos são mais freqüentes entre as mulheres acima dos 35 anos de idade. É também nessa faixa etária que aumenta a possibilidade de malformações e anomalias fetais que levam ao abortamento espontâneo. Dentre as causas conhecidas e pesquisadas pela medicina para o abortamento de repetição estão:

    1.Causas genéticas;
    2.Causas uterinas;
    3.Causas imunológicas;
    4.Causas autoimunes;
    5.Causas hematológicas;
    6.Causas hormonais e infecciosas.

    Para investigar os abortamentos de repetição, a primeira medida é inteirar-se da época em que ocorreu o abortamento, que é considerado precoce até a 12ª semana de gravidez e tardio entre a 12ª e a 20ª semana.

    Se foi precoce, as principais causas são as genéticas, as infecciosas ou as imunológicas. Já os mais tardios estão relacionados à dificuldade de expansão e de crescimento do útero, como as malformações uterinas e a incompetência cervical, isto é, a incapacidade de manter o colo do útero fechado para levar a gravidez a termo.

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  31. Causas autoimunes

    Existem casos em que o indivíduo pode desenvolver anticorpos contra os próprios tecidos ou órgãos, esta alteração dá origem às doenças autoimunes, como o lupus sistêmico. Muitas mulheres podem ser assintomáticas durante a vida normal, mas no momento de uma gravidez podem exacerbar este problema, vindo a desenvolver uma desta síndromes.

    As mais comuns, durante a gestação, é uma síndrome que se assemelha ao lupus e outra em que o nível de anticorpos contra cardiolipina aumenta muito.

    O mecanismo pelo qual o organismo induziria o aborto se explica pelo acúmulo destes fatores, causando alterações da coagulação, trombose das veias da placenta e mau funcionamento do tecido placentário. Há a possibilidade, por meio de exames de sangue de detecção das alterações autoimunes. O tratamento, normalmente, se baseia no uso de anticoagulantes. Mas, para cada alteração há uma indicação terapêutica própria


    Causas hematológicas

    Alterações dos fatores de coagulação do sangue podem aumentar na sua intensidade diante de situações hormonais especificas. Algumas mulheres não podem tomar anticoncepcionais hormonais, pois, aumentam sua a fragilidade capilar e hematomas.

    Durante a gravidez, com a modificação hormonal do corpo, o sistema de coagulação pode se modificar. Se uma mulher tem esta tendência ou deficiência poderá desencadear uma trombose placentária, o que levará a um desenvolvimento diminuído do feto ou mesmo morte fetal, com conseqüente abortamento.

    O diagnóstico deste problema é feito por uma série de testes de coagulação. O tratamento pode englobar desde a prescrição de aspirinas até o uso de anticoagulantes injetáveis.

    Causas hormonais e infecciosas

    Estas são causas, que durante muitos anos, foram as únicas para explicar a origem dos abortamentos. Toxoplasmose, brucelose e outras infecções podem ser consideradas como causadoras de um aborto, mas nunca da repetição destes. A doença, na sua forma ativa, pode provocar aborto, mas após a cura, não deixa seqüela que faça a repetição das perdas.

    Os hormônios também são comumente apontados como causadores do abortamento. As deficiências na ovulação e na produção de progesterona levam à dificuldades ou à impossibilidade de engravidar.

    Para que uma gravidez se instale é necessário um índice hormonal adequado, produzido pelo ovário, estimulado pela placenta.

    Fonte: http:www.portaldasaude.pt

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  33. quanto ao exames laboratorias, de acordo dom o Manual Tècnico Prè-Natal e Puerpèrio:

    Na primeira consulta, solicitar:
    – dosagem de hemoglobina e hematócrito (Hb/Ht);
    – grupo sangüíneo e fator Rh;
    – sorologia para sífilis (VDRL): repetir próximo à 30ª semana;
    – glicemia em jejum: repetir próximo à 30ª semana;
    – exame sumário de urina (Tipo I): repetir próximo à 30ª semana;
    – sorologia anti-HIV, com consentimento da mulher após o “aconselhamento
    pré-teste”. Repetir próximo à 30ª semana, sempre que possível;
    – sorologia para hepatite B (HBsAg), de preferência próximo à 30ª semana de
    gestação, onde houver disponibilidade para realização;
    – sorologia para toxoplasmose, onde houver disponibilidade.

    Outros exames podem ser acrescidos a essa rotina mínima:
    – protoparasitológico: solicitado na primeira consulta;
    – colpocitologia oncótica: muitas mulheres freqüentam os serviços de
    saúde apenas para o pré-natal. Assim, é imprescindível que, nessa
    oportunidade, seja realizado esse exame, que pode ser feito em qualquer
    trimestre, embora sem a coleta endocervical, seguindo as recomendações
    vigentes;
    – bacterioscopia da secreção vaginal: em torno da 30ª semana de gestação,
    particularmente nas mulheres com antecedente de prematuridade;
    – sorologia para rubéola: quando houver sintomas sugestivos;
    – urocultura para o diagnóstico de bacteriúria assintomática;
    – eletroforese de hemoglobina: quando houver suspeita clínica de anemia
    falciforme.

    Fonte: http: www.saude.gov.br

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  34. QUANTO MAIS OS PAIS SE PARECEM, MAIOR É A CHANCE DE PROBLEMAS

    Segundo o ginecologista e obstetra Ricardo Barini, curiosamente a rejeição ao embrião nos casos de aborto recorrente não ocorre quando o pai é imunologicamente muito diferente da mãe, mas sim quando ele é muito parecido. “Quando você transplanta um órgão, ele precisa ser o mais semelhante possível ao organismo receptor para não haver rejeição. Na gravidez, é exatamente o contrário”, diz Barini. “Se o pai é parecido com a mãe, o corpo não reconhece aquilo como uma gravidez. Ele acha que é alguma parte do próprio organismo que está com defeito e o rejeita.”

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  35. Complementando sobre a 3 semana:
    O evento marcante é a gastrulação que irá converter o disco bilaminar em um disco embrionário TRILAMINAR e se tem inicio com o aparecimento da linha primitiva.
    As celulas do epiblasto darão origem aos 3 folhetos embrionários
    Há o aparecimento da membrana bucofaringea que originará cavidade oral e membrana clocal que originará o anus.
    O processo notocordal dá origem a notocorda que define o eixo do embrião,dá rigidez,serve de BASE para o esqueleto axial,será o local dos corpos das vertebras.Seu resquicio está no nucleo pulposo.sua formação induz a formação da placa neural.
    O alantoide está envolvido na formação inicial do sangue e na formação da bexiga quando esta se forma ele constitui o uraco que em adultos é representado pelo ligamento umbilical mediano.
    Os vasos sanguineos do alantoide posteriormente são as arterias e veias umbilicais.
    A nerulação é o processo que leva a formação do tubo neural e termina na 4ª semana.
    O sistema cardiovascular primitivo começa os batimentos no 21º ou 22º dia

    Embriologia Clinica 6ªEdição - Moore

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  36. Complementando a 4 e 5 semana do desenvolvimento:
    A 4 semana ele assume a curvatura em c caracteristicas e no fim nota-se também os brotos dos membros inferiores

    Na 5 semana o crescimento da cabeça se dá pelo desenvolvimento do encefalo e das saliencias faciais.Há presença dos calices opticos e as fossetas nasais são visiveis
    Os brotos do membro superior estão em forma de remos.

    Embriologia Clinica 6ªEdição - Moore

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  37. Curiosidades que encontrei enquanto estudava pelo Thompson:

    Anormalidades cromossômicas são responsáveis por 50% dos abortos espontâneos no 1º trimestre. A anormalidade mais comum em abortos espontâneos é a síndrome de Turner.

    As mulheres mais jovens tem maior risco de recorrência de abortos espontaneos após um abortamento de um feto cromossomicamente anormal. Já mulheres de mais idade NÃO é comum haver recorrência de aborto espontaneo após um aborto cujo feto é cromossomicamente anormal.

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  38. #Sei que não é objetivo, mas, como a maioria dos temas ja foram explorados achei interessante falar sobre a BIÓPSIA DE ENDOMÉTRIO. Eu descobri que esse exame serve de alternativa para dosagem de progesterona.

    Biópsia de endométrio
    É um exame invasivo que fica restrito a casos especiais. Geralmente é feito no consultório sem necessidade de anestesia com retirada de uma amostra da camada de revestimento do útero (endométrio). A análise microscópica do tecido é comparativa com as modificações esperadas para aquele dia do ciclo menstrual, concluindo-se se houve ovulação ou não. É indicado no diagnóstico de defeitos da fase lútea já que a dosagem de progesterona tem amplos inconvenientes. Esse exame pode também sugerir a presença de outras alterações endometriais, tais como endometrite, sinéquias, miomatose e tuberculose. E também revelar uma possível disparidade glândula-estroma no desenvolvimento do tecido e possíveis alterações no sítio de implantação.


    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000400005
    -------
    #Além disso, devo complementar que:

    As infecções maternas por alguns agentes, como Chlamydia trachomatis, citomegalovírus, Toxoplasma gondii, Mycoplasma hominis e Listeria monocytogenes, foram relacionadas ao aborto único, MAS NÃO AO ABORTO RECORRENTE.

    --------

    # Segundo uma pesquisa relatada no artigo “Fatores Associados ao Aborto Espontâneo Recorrente” (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000400005)
    O fator mais freqüentemente encontrado para justificar abortos espontaneos recorrentes foi o aloimune (86,3% dos casos). O segundo fator mais freqüentemente encontrado foi a incompetência istmo-cervical (22,8%), seguido pelo fator hormonal (21,2%), representado principalmente pela insuficiência lútea. Algumas pacientes apresentavam mais de um fator concomitantemente. (OBS. A incompetência istmo-cervical é a inabilidade em manter uma gravidez intra-uterina devida a uma fragilidade inerente ou adquirida do colo uterino. )

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  39. Especificando sobre a relação entre a Clamídia e a não sustentação da gravidez:

    Trata-se de uma doença sexualmente transmissível, com alta prevalência, sendo uma importante causa de doença inflamatória pélvica e obstrução tubária e com consequente aumento da frequência de infertilidade e gravidez ectópica. Quando presente durante a gravidez e o parto, pode causar pneumonia e infecção ocular no RN, além de aumentar o risco de aborto, parto prematuro, amniorrexe e infecção puerperal.

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032009000300008&script=sci_arttext

    --------------------
    HISTEROSSALPINGOGRAFIA

    A histerossalpingografia é um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino. É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil. Otimo na avaliação da anatomia das tubas uterinas. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.

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  40. Em relação dos hormonios da tireoide eu vi que na gravidez há alteraçoes na função tireoidiana pois o metabolismo basal aumenta de 20 a 25% devido a placenta e ao feto.
    Pode ocorrer uma diminuição do iodo devido há maior filtração glomerular durante a gravidez.
    A placenta é pouco permeavel a TSH e triiodotironina mas é muito permeavel a tiroxina podendo ser utilizada em tratamento em no ultimo trimestre de fetos com disfunção da tireoide.
    O estrogeno estimula a a produção da globina carreadora de tiroxina (TBG) o que provoca um aumento da tiroxina ligada a partir da 4 semana.Como a atividade é medida a partir da tiroxina livre e os indices de atividade de tiroxina em mulheres gravidas estão no limite superior se atribui essa situação ao hCG que possui uma atividade estimuladora levando por feedback a um TSH diminuido.

    HIPERTIREOIDISMO
    Como dito por marilia,se deve proncipalmente a Doença de Graves cujo os sintomas melhoram com a gravidez.É de dificil diagnostico devido ao estado hiperdinamico da gravidez,os principais sintomas são perda de peso, taquicardia , sinais oculares.A confirmação de diagnostico atraves da dosagem elevada de triiodotironina e tiroxina.

    O hipertiroidismo é danoso para o bebe e pode acarretar em prematuridade,baixo peso ao nascimento, morte perinatal e morbidade neonatal.

    HIPOTIREOISDISMO
    A principal causa é destruição do tecido tireoidiano por cirurgia ou administração de iodo radiativo ou doença autoimune.
    O T3 e T4 podem estar normais mas o TSH encontra-se elevado

    Relaciona-se com maior incidencia de abortos, natimortos, prematuridade e anomalias congenitas. A mãe pode aparesentar toxemia, descolamento prematuro de placenta,obitos intra-uterinos do feto,anemia e hemorragia pos parto.

    Obstetrícia Básica - Bussâmara Neme

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  41. Encontrei um artigo bem interessante falando sobre causas genéticas de abortamento habitual. Descobri que a causa mais frequente de abortos desse tipo é de origem genética, que pode resultar de alterações cromossômicas dos pais ou do embrião.

    As alterações cromossômicas no casal podem ser:
    - Translocações: podem ser recíprocas (não-Robertsonianas) ou Robertsonianas. As recíprocas são resultado de crossing-over de cromossomos não-homólogos, já as Robertsonianas resultam de crossing over na região do centrômero, em cromossomos acrocêntricos, com a perda do braço curto. O risco de aborto nesse tipo de translocação é menor.

    - Inversões: ocorrem quando dois pontos de clivagem no cromossomo ficam livres e são reinseridos de forma invertida. Essa forma de complicação é mais difícil de ser diagnosticada do que a translocação e ambas são incompatíveis com aborto e causas recorrentes de aborto habitual.

    - Mosaicismo: o mosaicismo do cromossomo X tem sido associado à história de abortos recorrentes, mas o diagnóstico é difícil de ser realizado.

    - Heterocromatina: variações na quantidade de heterocromatina podem ser uma causa genética de abortos espontâneos, mas ainda são necessários mais estudos acerca do tema.


    Já as alterações numéricas no concepto, podem ser:
    - Trissomia: é a causa mais frequente de abortos no primeiro trimestre.

    - Triploidia: pode resultar da não degeneração do segundo corpo polar (forma mais rara), fertilização dispérmica ou fertilização por um espermatozóide diploide. Nesse caso, o embrião só se desenvolve até a 5ª semana (que é o caso da paciente).

    - Monossomia X: nesse caso, a duração da gestação vai até a 6ª semana. É responsável por cerca de 20% dos casos de anormalidades cromossômicas no concepto abortado.

    - Tetraploidia: muito rara e também incompatível com a vida.


    A investigação genética se torna de extrema importância nesses casos, levando o casal a um aconselhamento genético e/ou a oferta de opções como a doação de óvulos, doação de espermatozóides ou adoção.




    Fonte:
    http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?bpid=121&id=189

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  42. JULIANA DIAS

    ainda sobre os hormonios da tireóide eu encontrei que a deficiencia de T3 e T4 associam-se com a anovulação e no caso de ocorrer a concepção, a deficiencia de tais hormonios acarreta em aborto devido a importancia dos mesmos no desenvolvimento do sistema nervoso central do feto.

    Com relação a sífilis, a bactéria da sífilis pode passar para o bebe através da placenta ou ser transmitida durante o parto,
    com relação a chlamydia, ela pode causar danos no sistema genital, como infectar o útero, atingir as trompas e até obstruí-las

    revista brasileira de saúde materno infantil- hipotireoidismo na gestação.

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  43. pessoal, muito bem vo~cês estam conduzindo de forma excelente a discussão do forum, muito bem.

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  44. Complementamdo a classificação que Juliana Dias fez sobre o aborto.
    O aborto pode ser PRECOCE quando ocorre até a 12semanas e normalmente é fruto de causas genéticas, infecciosas ou imunológicas.
    O aborto é considerado TARDIO quando ocorre entre 12 e 20 semanas e está relacionada, geralmente, a dificuldade de expansão do útero.
    A importancia dessa classificação é determinar o que levou a mulher a abortar.

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  45. Complementando sobre exames solicitados durante a gravidez.
    Hemograma: Através do sangue, é possível detectar a existência de infecções e anemia. Quando severa, ela precisa ser tratada com suplementos vitamínicos. Se isto for descuidado, pode trazer prejuízos para o desenvolvimento do feto. Se faz obrigatoriamente, no começo da gestação. Será repetido outras vezes, a critério médico.
    Prova de Coombs: Avalia se a mãe, que tem Rh negativo, produz anticorpos contra o sangue do bebê. Caso confirmado e, dependendo da quantidade de sangue do feto destruída durante a gravidez, faz-se uma transfusão intra-útero ou logo que ele nasce. É indispensável sempre que a mulher tem Rh negativo e o futuro pai, positivo.
    Glicemia: Mede os níveis de açúcar no sangue, pesquisando a existência de diabetes. A doença pode provocar hipoglicemia no bebê (baixa perigosa das taxas de glicose) logo após o parto, ou o nascimento de crianças muito acima do peso considerado normal. Se faz logo no começo da gestação, sobretudo se há antecedentes de diabetes ou um ganho excessivo de peso. Entre a 24ª e a 28ª semanas, o obstetra costuma pedir um outro exame, o Teste de Tolerância à Glicose, para fazer duas dosagens: a primeira, em jejum e outra, uma hora depois de uma sobrecarga de açúcar. Ambos ficam prontos em 24 horas.
    Urina - Tipo EAS: Detecta uma possível infecção urinária. Se não for tratada, pode desencadear anemia, ruptura prematura da bolsa amniótica e parto prematuro.
    Se faz praticamente durante toda a gravidez, em intervalos de um a dois meses. E sempre que houver queixas como ardor ao urinar acompanhado ou não de febre.
    Urina - Cultura: Identifica a bactéria que causa a infecção. Pode-se, também, pesquisar a que tipo de antibiótico ela se mostra sensível.Se faz quando a grávida apresenta sintomas de infecção urinária ou se o exame de urina mostrou alteração. O resultado demora três dias.
    Parasitológico de fezes: Verifica se existem vermes roubando sangue e nutrientes da gestante, o que ocasiona anemia. Se faz logo na primeira consulta. E avalia a necessidade de se repetir o exame.

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  46. Sorologia para toxoplasmose: A doença se origina do protozoário toxoplasma gondii, sendo responsável por malformações fetais. É transmitida pelo contato das fezes de animais como gatos, cachorros e pombos (portadores do parasita), além de carne de boi contaminada e mal cozida. A sorologia acusa alguma titulagem, significando que a mulher já teve contato com o protozoário e está imunizada. Se, porém, o resultado for negativo, o obstetra deve acompanhar a grávida mais de perto. No caso de infecção, será pedido um exame específico para, então, definir se a toxoplasmose se encontra ou não em atividade. Dependendo da precocidade com que ela for tratada, pode-se evitar riscos para o feto. A maioria dos médicos costuma pedir o exame logo que se confirme a gravidez. Caso o primeiro dê resultado negativo, repete-se a cada três meses.

    Sorologia para rubéola: A doença afeta gravemente o bebê, sobretudo nos primeiros meses. Até a 12ª semana da gestação, esta possibilidade ultrapassa 80%. Se o exame revelar uma titulagem superior a 1:16, significa imunidade da mãe. Ou seja, os riscos estão afastados. Caso não sejam encontrados anticorpos contra a rubéola (ou um número muito baixo deles), o sinal é de alerta: como a mulher está suscetível a contrair a doença, precisa fazer uma vigilância especial. Faz-se de preferência, antes de engravidar, quando ainda é possível tomar a vacina. Ou logo no começo da gestação, se não houve este cuidado prévio. Existindo qualquer suspeita de contaminação, o exame será repetido em 15 dias e comparado ao anterior.
    Sorologia para sífilis: Trata-se de doença sexualmente transmissível e que gera malformações. Um tratamento precoce, até o 4º, 5º mês, à base de penicilina, afasta o risco. Quando se faz - No primeiro trimestre. O futuro pai também faz o exame, para que não venha a contaminar a companheira.
    Sorologia para brucelose: A transmissão da doença se dá através do germe brucela, presente no leite de vaca, na urina e no sangue contaminado do boi, cavalo, porco, da cabra e da ovelha. Como a brucelose causa aborto entre os animais, suspeita-se que aconteça o mesmo com os seres humanos. A doença é rara e não há comprovação de riscos para o feto. Alguns obstetras pedem o exame no começo da gravidez, como rotina. Outros, entretanto, costumam indicá-lo somente em casos de abortos de repetição ou se a mulher mora ou já morou em área rural.

    Sorologia para listeriose: A bactéria listeria é transmitida pelo contato com animais ou ingestão de alimentos contaminados, principalmente o leite. Não há uma alta incidência da doença e ela não tem repercussão para a mulher. Pode, no entanto, causar abortamento, parto prematuro ou lesar o sistema nervoso e as meninges do feto. Alguns médicos acham que a baixa incidência não justifica a necessidade do exame. Outros preferem pedir, como medida de segurança, logo na primeira consulta.

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  47. Sorologia para hepatite B: Se ficar comprovado que a mãe tem o vírus, há possibilidade de a criança ser infectada no momento do parto. Como prevenção, faz-se uma vacina, no bebê, com os anticorpos para hepatite. Na maioria dos casos, a medida é eficaz. Quando se faz - Antes da gravidez, como prevenção. Ou logo nos primeiros meses. O resultado sai em um dia.
    Elisa (Anti-HIV): O HIV é uma doença sexualmente transmissível. Ou seja, a mulher portadora do vírus pode passá-lo ao filho durante a gravidez ou no parto. O exame permite que o obstetra tome medidas para proteger a saúde da mãe e do bebê, reduzindo-se, consideravelmente, o perigo de contaminação da criança. Como se faz - A partir de uma amostra do sangue materno. O resultado sai no dia seguinte. Em caso positivo, o Ministério da Saúde recomenda que se repita o teste para uma pesquisa ainda mais detalhada, confirmando ou não o diagnóstico. Quando se faz - No começo da gravidez. Muitos médicos ainda não o solicitam, mas deveriam.
    Biópsia do vilo-corial: Detecta doenças cromossômicas ou decorrentes de falhas no fechamento do tubo neural (coluna e cérebro). Como se faz - Através de punção abdominal ou vaginal, de acordo com a época em que a biópsia for feita. Mas, atenção: este exame envolve risco de 1% a 2% na interrupção da gravidez. Quando se faz - Entre a 8ª e a 9ª semanas (abdominal) ou a partir da 12ª (vaginal). Quem deve fazer - Mulheres acima de 35 anos ou se houver histórico de doença familiar materna ou paterna.
    Amniocentese: Detecta doenças cromossômicas.Como se faz - Através de uma punção abdominal. Risco de interrupção da gravidez de até 1%.Quando se faz - Entre a 14ª e a 17ª semanas. Quem deve fazer - As gestantes que não se submeteram à biópsia do vilo-corial. Também se houver histórico de doença familiar para ela ou o marido.

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  48. Amniocentese: Detecta doenças cromossômicas.Como se faz - Através de uma punção abdominal. Risco de interrupção da gravidez de até 1%.Quando se faz - Entre a 14ª e a 17ª semanas. Quem deve fazer - As gestantes que não se submeteram à biópsia do vilo-corial. Também se houver histórico de doença familiar para ela ou o marido.
    Teste duplo: Avalia possibilidade de doenças cromossômicas. Faz-se uma combinação dos hormônios PAPP-A e HGC fração beta, produzidos pela gestante, com o resultado da translucência nucal (exame de imagem). Como se faz - Através de amostra do sangue materno. Quando se faz - Entre a 10ª e a 13ª semanas. Quem deve fazer - Todas as gestantes.
    Teste triplo: Mais completo que o teste duplo, também para avaliar a possibilidade de doenças cromossômicas. Aqui, faz-se a combinação dos hormônios AFP, HGC fração beta e Estriol livre, produzidos pela gestante.Como se faz - Através de amostra do sangue materno. Quando se faz - Entre a 16ª e a 18ª semanas. Quem deve fazer - Todas as gestantes.
    Secreção vaginal: Pesquisa a bactéria streptococcus beta hemolítico, com alto poder de contaminação. Pode causar, inclusive, infecção generalizada no bebê, na hora do parto. Como se faz - Através de amostra da secreção vaginal. Quando se faz - Entre a 35ª e a 37ª semanas. Quem deve fazer - Todas as gestantes.
    Cordocentese: Estuda os cromossomos das células fetais e pesquisa a possibilidade de infecções no feto. Como se faz - Através de amostra do sangue do feto retirada pelo cordão umbilical. Quando se faz - Na 20ª semana. Quem deve fazer - Quem tem histórico familiar de doenças cromossômicas, ou quando um dos exames de rotina sugerir que algum processo infeccioso da gestante possa ter passado para o feto.

    http://www.gravidaemcampinas.com.br/gravidez/durante-a-gravidez/exames-da-gravida/exames-laboratoriais/

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